Cidades

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Famílias disputam cadela na Justiça em Salvador

Famílias disputam cadela na Justiça em Salvador

globoesporte.com

15/06/2012 - 23h00
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Foi realizada na manhã desta sexta-feira (15), em Salvador, a primeira audiência do caso de duas famílias que disputam uma cadela na Justiça. O animal pertencia a uma família e foi levado para a casa de amigos após morder uma criança. O caso foi parar na Justiça porque a segunda família não quis devolver a cadela alegando que se apegou ao animal.

A dona de casa Bárbara Conceição afirma que a cadela era considerada um membro da família. “Fazia parte da família, era um membro da família, tanto é que eu chamo Minie [a cadela] de minha filha”, observa.

Minie é uma cadela da raça Chow Chow que chegou na casa da famlia de Bárbara com 32 dias de vida e cresceu junto com a filha mais velha dela e os dois filhos menores, que são portadores de deficiência auditiva.

A mãe conta que a cadela foi essencial no processo de recuperação dos filhos, que passaram por um implante no ouvido. “A primeira palavra que Daniel falou foi 'au, au'. Foi uma emoção muito grande ao ver meu filho imitar o latido do cachorro”, relata.

O problema começou quando a criança foi mordida próxima ao olho e a dona da casa decidiu deixar a cadela, segundo ela, provisoriamente, na casa de uma amiga da filha. “Eu fiquei com medo da reação do meu esposo, então tentando proteger os dois, eu preferi afastar a Minie por um tempo, até as coisas se resolverem. Até saber realmente como iria ficar o olho de Daniel, pra mim ele tinha perdido a visão naquele momento, porque foi muito feio”, explica.

Um mês depois do incidente, quando a família foi pegar a cadela, a família da amiga não quis devolver o animal e Bárbara registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia.

A família que está com Minie abriu um processo no Juizado Especial Cível de Causas Comuns. No juizado, a família que está com a cadela alegou que Minie sofria maus tratos e que teria sido doada em definitivo. “Quando foi dado o cachorro, foi dado com o cartão de vacina. Foi dado com toda a documentação. A solicitação de pedido de que fosse retirado o cachorro é porque ele corria um risco. Porque disse que o pai batia, a criança brincava batendo no cachorro. O cachorro sofria maus tratos”, afirma o empresário Pedro Tourinho, com quem a cadela está atualmente.

CONSULTÓRIO MÓVEL

Quatro bairros de Campo Grande recebem consulta veterinária gratuita em junho

A ação busca ampliar o acesso da população, especialmente as que vivem em regiões mais afastadas da área central, aos serviços públicos de bem-estar animal

31/05/2026 13h45

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas Divulgação

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A Superintendência de Bem-Estar Animal (Subea) divulgou a agenda de junho do Consultório Móvel, que levará atendimento veterinário gratuito a quatro bairros de Campo Grande.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 13h, com distribuição de senhas. Durante as ações, a equipe da Subea oferecerá avaliação clínica dos animais, orientações aos tutores e encaminhamentos para castração em clínicas credenciadas pela Prefeitura.

A ação busca ampliar o acesso da população, especialmente as que vivem em regiões mais afastadas da área central, aos serviços públicos de bem-estar animal, garantindo mais cuidado e saúde para cães e gatos. 

O primeiro bairro a receber os serviços do Consultório Móvel será o Jardim Noroeste, entre os dias 8 e 12 de junho.

Em seguida, os atendimentos serão no Parque Novos Estados, de 15 a 19 de junho.

Do dia 22 a 26 de junho, o Consultório Móvel acontece no Portal Caiobá. Encerrando a agenda do mês, a unidade atenderá no bairro Oliveira II, entre os dias 29 de junho e 3 de julho.

Para receber atendimento, os tutores devem apresentar Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, documento com foto e comprovante de residência.

 

JÚRI

Mandante de crimes violentos em MS é condenado a quase 30 anos de prisão

Marcos Gomes Morais, de 32 anos, esteve envolvido na consumação de dois homicídios e na tentativa de outros dois em julho de 2020, no interior do estado

31/05/2026 13h30

Marcos Gomes Morais (foto) foi condenado a 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão

Marcos Gomes Morais (foto) foi condenado a 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão Foto: Divulgação/Polícia Civil

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O Tribunal do Júri em Dourados condenou Marcos Gomes Morais a quase 30 anos de prisão por ser o mandante dos crimes de consumação e tentativa de homicídio realizados em julho de 2020, no município de Mundo Novo.

De acordo com investigação comandada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e pela Polícia Civil do município, o condenado fazia parte de uma organização criminosa estruturada, responsável por planejar e executar ataques contra vítimas ligadas a conflitos envolvendo dívidas e disputas locais.

Somente durante os 31 dias de julho de 2020, Marcos Gomes foi apontado como o mandante de dois homicídios consumados e também esteve envolvido na tentativa de outros dois. De acordo com matérias locais da época, os dois homens assassinados pela quadrilha eram Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório, que tinham 18 e 37 anos, respectivamente.

No julgamento realizado na última quinta-feira (28), Marcos foi condenado por todos os crimes do qual foi denunciado. Em suma, o Conselho de Sentença reconheceu a participação direta na organização e no financiamento das ações criminosas, incluindo a contratação de executores e o planejamento dos ataques.

Ao todo, a sessão se estendeu por 11 horas, iniciando-se às 9h e encerrando aproximadamente às 20h, com debates entre acusação e defesa, oitiva de testemunhas e interrogatório do acusado, que participou por videoconferência. A defesa negou até o final a autoria dos crimes por parte de Marcos Gomes e ainda questionou a validade de elementos probatórios, o que não foi suficiente para “livrar” o denunciado.

Ao final, os jurados reconheceram as qualificadoras dos crimes, como promessa de recompensa, dissimulação e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Também foi confirmada a materialidade dos fatos e o vínculo do réu com a organização criminosa responsável pelos delitos.

A sentença fixou pena de 29 anos, 11 meses e 25 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado consumado e tentado. A decisão ainda determinou o início imediato da execução da pena, reforçando a gravidade dos fatos e o grau de envolvimento do condenado.

Vale destacar que o julgamento foi realizado em Dourados para “garantir a imparcialidade e a segurança do julgamento”, conforme informou o órgão na nota publicada.

História longa

Esta não é a primeira vez que este caso resulta em condenação. Em novembro de 2024, outros dois envolvidos foram julgados, também em Dourados, pelos dois homicídios qualificados e na tentativa de outros entre maio e julho de 2020, em Mundo Novo.

A investigação apontou que os dois réus foram contratados por Marcos Gomes para realizarem a execução de Wagner Rodrigo Dobler Wesseling, 30 anos, Adriano Feitosa Machado, 33 anos, Renan Machado dos Santos e Eliseu Gregório dos Santos.

Durante o andamento da investigação, envolvendo ao todo sete pessoas, houve até ameaça a autoridade policial, descoberta em interceptação de comunicação entre os procurados à época. A sessão de julgamento durou cerca de 16 horas e terminou na condenação dos dois.

Para o primeiro réu, de 41 anos, a pena imposta pelo Juiz ficou em 33 anos e 10 meses de reclusão, pelos crimes de homicídio consumado contra Eliseu Gregório dos Santos, tentativa de homicídio contra Adriano Feitosa Machado e Wagner Rodrigo Dobler Wesseling.

Para o outro acusado, também de 41 anos, foi definida a pena de 20 anos e 6 meses de reclusão pelos crimes de homicídio consumado contra Eliseu Gregório dos Santos e tentativa de homicídio contra Adriano Feitosa Machado.

Os condenados estão cumprindo suas penas em regime fechado, sem possibilidade de substituição ou suspensão condicional, devido à gravidade dos crimes e à reincidência.

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