Sábado, 18 de Novembro de 2017

Família fica abalada ao encontrar casa e móveis tomados pela lama

1 MAR 2010Por 04h:39
Ana Paula Ferreira da Silva, 21 anos, e a família levaram um susto na manhã de ontem quando retornaram para casa. A chuva da noite de sábado destruiu a residência onde a dona de casa mora com o marido, Valdinei Borges Barbosa, 30, e os filhos Guilherme, 3, e Maria Eduarda, 4. A família mora na Rua Pintassilgo – no Bairro Morada Verde, localizado na região norte de Campo Grande, próximo à saída de Três Lagoas – e ficou abalada ao chegar em casa e ver todos os móveis e eletrodomésticos molhados e cobertos de lama. A reportagem do Correio do Estado pôde acompanhar o momento em que Ana Paula, Valdinei e os filhos retornaram para casa. “A gente passou a noite na casa de parentes. É muito triste a gente voltar para casa e encontrar tudo acabado”, disse a dona de casa em pranto. A enxurrada foi tão forte que derrubou o muro da varanda da casa. As marcas nas paredes apontam que a água chegou a quase 60 centímetros do solo. A geladeira da família foi arrastada e caiu sobre a porta de um dos quartos, os colchões das crianças e do casal ficaram encharcados, o sofá estava coberto de lama e tudo que ficava guardado nas gavetas do guardaroupas também. Ao ver a situação, o garoto Guilherme, assustado, começou a chorar. O pai da criança tentou acalmá-lo, mas quase não conseguiu segurar o choro ao ver que as roupas dos filhos estavam molhadas. “Não dá para acreditar. Tem seis meses que a gente alugou esta casa. Viemos tem oito meses de Bandeirantes para tentar a vida em Campo Grande e trouxemos tudo que tínhamos. É duro pensar que vamos ter que trabalhar o dobro para conseguir comprar as coisas de novo”. O vizinho de Valdinei e Ana Paula, Valmir do Carmo Mota, 49 anos, também teve a casa invadida pela água. “Só que o nosso prejuízo não dá para comparar com o deles. Minha casa ficou cheia de lama, mas, como estamos aqui, conseguimos salvar os móveis. Agora é só limpar”.Mota afirma que é a terceira vez em dois anos que os alagamentos ocorrem no local. “Eu já pedi para a prefeitura melhorar a drenagem desta rua, mas ainda não tomaram providência”.

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