Domingo, 19 de Novembro de 2017

Falta remédio na rede pública para pacientes com Mal de Parkinson

23 JUL 2010Por 22h:15
Pessoas acometidas pelo Mal de Parkinson, que fazem uso de um medicamento associado carbidopa/levodopa denunciam que o remédio está em falta nos postos de saúde em Campo Grande, onde vinham sendo disponibilizados gratuitamente. O uso é essencial para algumas pessoas acometidas pela doença uma vez que previne certas reações indesejáveis.
“Sem o medicamento o meu irmão mal consegue se levantar da cama. Ele usa o remédio diariamente, para tudo, porque sem ele não consegue manter o controle emocional”, justificou Leila Regina Guilhen, de 60 anos, irmã de Jorge Guilhen, de 57 anos, que sofre de Mal de Parkinson desde 1998.

Distribuição
De acordo com as informações, há quatro anos, o medicamento é retirado dos postos de saúde gratuitamente, mas na terça-feira a irmã de Jorge foi buscar o remédio no Posto de Saúde do Bairro Tiradentes e ficou sabendo pelos funcionários do local que o remédio não estava disponível e que não havia previsão para que o medicamento associado carbidopa/levodopa voltasse a ser ofertado no posto.
“Fui ao posto do Guanandi, no CEM (Centro Especializado de Atendimento Médico) e também não encontrei o remédio. Tive então de comprá-lo”, relatou Leila.
Conforme os pacientes, uma caixa do medicamento custa R$ 35 e vem com 30 comprimidos, o que dura no máximo um dia e meio. Pelo menos essa é a situação do irmão de Leila. O medicamento ajuda a liberação da dopamina um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina que tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central.    

Resposta
O secretário de Saúde de Campo Grande, Leandro Mazina, informou que, segundo sua lista, ainda havia medicamentos disponíveis nos postos de saúde, mas confirmou que os estoques estavam baixos e que a licitação para novas compras também havia sofrido atrasos.
“Licitações são assim mesmo, às vezes acontecem problemas”, justificou Leandro Mazina. Ainda segundo o secretário na próxima semana a disponibilidade do remédio nos postos de saúde volta aos padrões normais. (MR)

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