Sábado, 18 de Novembro de 2017

Fábrica pode captar água de aquíferos ou rio

16 SET 2010Por 13h:05

A Petrobras tem duas opções para captar água para a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), que vai consumir 900 metros cúbicos por hora em Três Lagoas. Os impactos ambientais do investimento de R$ 4 bilhões, que vai gerar 5,5 mil empregos, vão ser debatidos em audiência pública nesta quinta-feira, a partir das 19h, no Centro de Eventos Leiloado, localizado no anel rodoviário da BR-262.
Para captar 7,8 milhões de metros cúbicos de água por ano, a fábrica de fertilizantes tem duas opções, conforme o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). A estatal optou pela primeira, que é a retirada da água dos aquíferos Guarani e Santo Anastácio, que vai exigir a construção de 14 poços.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, de Indústria e Comércio de Três Lagoas, Marco Garcia de Souza, defende a segunda opção, que é a retirada do Rio Paraná. “Não altera o volume do rio”, justifica, já que a capacidade de vazão é de 22,6 milhões de metros cúbicos por hora.
No entanto, não há impedimento legal para a exploração da água dos reservatórios subterrâneos. O projeto prevê a construção de dois poços, com cerca de um quilômetro de profundidade cada, para a captação no Aquífero Guarani e 12, com 150 a 200 metros, para pegar do Santo Anastácio.

Polêmica
Causou polêmica a divulgação do consumo de água pela população de Três Lagoas. Segundo fonte da Sanesul, responsável pelo abastecimento, o consumo do município era de 850 m³ por hora, inferior aos 900 m³/h previsto pela fábrica da Petrobras. No entanto, segundo a prefeitura local, o consumo do município é de 1.924 m³/h. (EB)

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