Domingo, 19 de Novembro de 2017

Fábrica da Petrobras vai atrasar em dois anos

3 JUL 2010Por 00h:07
Carlos Henrique Braga

A Petrobras vai atrasar em dois anos o prazo para construir sua fábrica de fertilizantes em Três Lagoas. O motivo para a prorrogação, segundo decisão dos vereadores, são os eventos da Copa do Mundo e as eleições deste ano, somados ainda às próximas férias e ao Carnaval. Por enquanto nenhum tijolo foi movido na cidade, mas a coleta de informações para o levantamento que será apresentado ao Governo do Estado poderá sofrer atraso por conta desses períodos.
E como ninguém quer apressar a estatal, no último dia 29, a Câmara estendeu de 72 meses (6 anos) para 96 meses (8 anos) o tempo que a empresa terá para erguer o empreendimento avaliado em mais de US$ 2 bilhões, que deve ficar pronto em março de 2018.
Segundo o chefe da gabinete da prefeita Márcia Moura (PMDB), Germano Molinari, a medida deixará a companhia mais “confortável” em relação à obra e compensará o tempo perdido durante a Copa do Mundo e eleições deste ano, e nas férias e Carnaval de 2011.
O tempo extra, segundo o presidente da Câmara, Fernando Milan (PMDB), foi pedido pelo executivo. Nas contas do governo da cidade, esses períodos vão atrasar os trâmites de concessão da Licença Prévia, ainda em curso, em pelo menos dez meses.
Ainda pesou na decisão o despreparo das cidades vizinhas, que também serão impactadas pela fábrica de ureia e amônia, em levantar dados  para formulação do relatório de impacto socioambiental, que será apresentado ao Governo do Estado. “Eles (os municípios) não têm esse cuidado (de manter banco de dados socioeconômicos atualizado); Três Lagoas já fez isso na época da construção da Fibria (indústria de celulose), o que facilita a nossa parte no relatório”, explica o chefe de gabinete.
Após avaliação do governo estadual, o relatório de impacto socioambiental será submetido a análise popular, em audiências públicas. O passo seguinte será a liberação da Licença Prévia, anterior à Licença de Instalação — as duas são emitidas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul —, só então a Petrobras começará a mover os tijolos em Três Lagoas.

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