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Fã tem Shakira tatuada no peito e diz que vai pular no palco

Fã tem Shakira tatuada no peito e diz que vai pular no palco

g1

30/09/2011 - 10h45
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Com o rosto da Shakira tatuada no peito, o estudante mineiro Felipe Mebarak, de 21 anos, chegou de Belo Horizonte na quinta-feira (29) à noite para poder ser um dos primeiros na fila na manhã desta sexta (30) e ver de perto o show da cantora colombiana, neste quinto dia de Rock in Rio. Ele disse que não vai poupar esforços para encontrar a sua musa.

“Vou tentar pular no palco, quero fazer de tudo para ela me conhecer. Meu hotel é o tapete verde do Rock in Rio. Quero ficar na frente de tudo”, disse o fã, que carregava ainda uma bandeira autografada e uma foto ao lado da Shakira, no Rock in Rio de Lisboa.

Felipe já foi a quatro shows da cantora pop, incluindo Lisboa, Madri e Londres. “Esse é o primeiro no Brasil, eu sei da admiração dela pelo povo brasileiro e espero o melhor show de todos”, disse.

A jornalista Lara Finochio, de 23 anos, chegou de Santos às 6h. O horário cedo também é para ver Shakira de perto. “Dobrei a semana toda para folgar um só dia”, contou.

Fãs do axé
Mas a fila desta sexta também tem muitos fãs da cantora baiana Ivete Sangalo, segunda atração a representar o axé no Rock in Rio deste ano. Uma semana depois de Claudia Leitte passar pelo Palco Mundo, Sangalo é a última brasileira a se apresentar nesta noite no palco principal do Rock in Rio.

Os amigos Gabriel Faleiro, de 17 anos e Max Viana, de 16, saíram às 5h de Nilópolis, com o objetivo de também fazer parte da turma da grade, o local mais próximo ao palco. “Tudo para ver a Ivete de perto. Estamos muito ansiosos”, disse Max.

Os dois contaram que nem dormiram e deixaram a mochila pronta. Mesmo com o sol forte que faz na Cidade do Rock e sabendo que ainda ficarão horas na fila,

Programação
A exemplo da sexta-feira passada, que abriu o Rock in Rio, a programação desta sexta do festival é dedicada à musica pop. Quem encerra a noite no palco principal é a colombiana Shakira, que sobe ao Palco Mundo após passarem por ele Lenny Kravitz e os brasileiros Ivete Sangalo, Jota Quest e Marcelo D2.

A programação do Palco Sunset tem inicio às 14h30 com o grupo afro-lusitano de electrofunk Buraka Som Sistema, que se consagrou nas pistas da Europa com levadas techno-tribais e pegada sensual. O grupo toca junto com Mix Hell.

Logo depois, às 15h35, a cantora Céu se apresenta junto com João Donato. Às 16h45, o grupo de reggae e pop Cidade Negra se apresenta ao lado do sambista Martinho da Vila e do rapper Emicida. Quem encerra a programação é o encontro de Monobloco, Macaco e Pepeu Gomes.

Rock Street
A programação de blues e jazz no Rock in Rio começa às 14h30 na Rock Street. Quem se apresenta por lá nesta sexta-feira é a banda Roncadores, de George Israel, do Kid Abelha. Além dele, o Bruce Henri Quarteto, Rodrigo Santos (do Barão Vermelho), Saxophonia e Paul Carlon & Max Pollack tocam no coreto da rua do rock.

Eletrônica
A área eletrônica do Rock in Rio terá nesta sexta-feira a abertura de Ingrid, às 22h, seguida por Renato Katier, Gui Boratto, Guy Gerber e Luciano.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione

"O teatro musical me devolveu um lugar de pertencimento artístico. Ali entendi que não era um trabalho pontual, era um caminho".

05/07/2026 15h00

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Foto: Bruno Adachi

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Com uma trajetória construída entre os palcos, os estúdios de dublagem e experiências no audiovisual, Simone Centurione consolidou um dos momentos mais simbólicos de sua carreira ao integrar o elenco de "Diana – A Princesa do Povo", musical que, após temporada no Rio de Janeiro, se despede do público paulista neste fim de semana, no Teatro Liberdade.

Na montagem brasileira da superprodução assinada pela Estamos Aqui, com direção de Tadeu Aguiar, a atriz deu vida à Rainha Elizabeth II em um processo que define como um encontro entre maturidade artística e prontidão.

Em conversa exclusiva com o Caderno B+, Simone relembra o início no teatro musical, fala sobre os trabalhos que moldaram sua identidade artística, comenta a experiência na dublagem e no audiovisual e reflete sobre os desafios de interpretar uma mulher marcada pela contenção, pelo dever e pelo silêncio — um papel que passa a integrar os personagens mais significativos de sua trajetória.

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Simone Centurione é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Bruno Adachi - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Seu primeiro contato profissional com o teatro musical aconteceu relativamente depois de uma trajetória como atriz e cantora. O que esse encontro mudou na sua vida artística?
SC - 
Mudou tudo. Eu já vinha de uma caminhada como atriz e também sempre tive a música muito presente na minha vida. Cheguei a investir em um projeto autoral, gravei demos, fui para Los Angeles, mas aquilo não aconteceu da forma como eu imaginava.

Durante um tempo, isso me afastou um pouco da música. Quando surgiu o convite para "Sinatra Olhos Azuis", percebi que o teatro musical me permitia unir duas partes muito fortes de mim: a atriz e a cantora. Mais do que isso, ele me devolveu um lugar de pertencimento artístico.

CE - Você sente que existe um trabalho ou personagem que foi decisivo para consolidar sua identidade como artista?
SC - 
Na verdade, todos os trabalhos me transformaram de alguma maneira, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Mas alguns tiveram um peso muito importante nessa construção. "O Som da Motown", por exemplo, mexeu profundamente comigo porque dialogava diretamente com a black music, que faz parte da minha formação e das minhas referências.

Era um espetáculo que exigia muita potência, alma, força e entrega. Já "Liza por Elas" trouxe outro tipo de desafio, mais ligado à identidade cênica e à interpretação. E "Como Eliminar Seu Chefe" me exigiu muito como atriz e cantora ao mesmo tempo.

CE - Sua trajetória também passa pela direção, preparação vocal e assistência de direção. Como essas experiências ampliaram o seu olhar sobre o palco?
SC -
 Ampliaram completamente. Trabalhar também nos bastidores me deu uma compreensão muito maior do todo. Quando você atua apenas como intérprete, muitas vezes está focado na sua função específica. Mas, quando assume outras responsabilidades, começa a entender o espetáculo como organismo.

Isso muda sua relação com o coletivo, com o tempo da cena, com a escuta e até com a forma de se posicionar artisticamente dentro de um processo.

CE - Você transita entre teatro musical, dublagem e audiovisual. O que cada linguagem acrescenta ao seu trabalho?
SC -
 Cada uma acrescenta algo muito específico. A dublagem, por exemplo, me trouxe uma consciência muito precisa de intenção e escuta. É um trabalho extremamente técnico e milimétrico, onde qualquer excesso aparece. Isso refinou muito minha relação com a voz e com o subtexto. Já o audiovisual me ensinou sutileza e economia. No cinema e na televisão, muitas vezes menos é mais. Hoje, levo tudo isso para o palco.

CE - Existe algum trabalho na dublagem que tenha sido especialmente marcante para você?
SC -
 Sim. Um dos trabalhos mais especiais foi minha participação em The Witcher 3: Wild Hunt, interpretando uma personagem que cantava em uma taverna.

Foi um trabalho que teve reconhecimento internacional e chegou a ser indicado a prêmio. Não vencemos, mas a indicação já foi muito importante para mim porque mostrou a dimensão que um trabalho de voz pode alcançar.

Entrevista exclusiva com a atriz Simone Centurione Simone Centurione é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Andy Santana - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você também teve experiências no audiovisual. Como esse universo entrou na sua trajetória?
SC -
 Foi acontecendo aos poucos, paralelamente ao teatro. Participei da série "Ed Mort", dos filmes "Nos Seios de Deus" e "Afetos Secretos", além de algumas participações em novelas — a mais recente em "Êta Mundo Melhor".

São experiências muito diferentes do palco, mas que ampliaram muito minha percepção como atriz. E tenho muito interesse em expandir ainda mais esse caminho.

CE - Quando recebeu o convite para "Diana", em que momento da carreira você sentia que estava?
SC -
 Eu estava em um momento de maturidade artística, com mais consciência do que eu queria construir e também do que eu tinha para oferecer. "Diana" chegou justamente nesse encontro entre trajetória e prontidão.

Hoje, olhando para essa experiência, tenho ainda mais certeza de que precisava de tudo o que vivi antes para chegar até essa personagem. Foi um trabalho que exigiu repertório emocional, escuta, técnica e entrega, e que marcou profundamente o meu percurso artístico.

CE - Como surgiu o convite para viver a Rainha Elizabeth II?
SC - 
O convite surgiu a partir de uma relação profissional construída ao longo do tempo com o Tadeu Aguiar, com quem já havia trabalhado em musicais como "Bibi – Uma Vida em Musical" e "Uma Babá Quase Perfeita", além da experiência como assistente de direção em "Beetlejuice".

O Tadeu é um diretor muito aberto ao diálogo e à construção conjunta. Acredito que esse convite tenha vindo da confiança construída ao longo dos anos, da disciplina que tenho com o meu trabalho e também do meu olhar de interpretação.

CE - O que mais te interessou nessa mulher que você levou para o palco em "Diana"?
SC -
 Me interessou olhar para além da figura pública. Antes de ser rainha, ela era uma mulher atravessada pelo dever. Uma mulher que abriu mão de si mesma para cumprir uma função muito maior do que ela. Acho bonito entender que ela não era fria — ela precisou ser.

Existe um amor muito profundo pelo dever, pela instituição e pelo próprio papel que ela ocupava. O desafio foi justamente revelar humanidade dentro da contenção. Ao longo da temporada, foi muito gratificante perceber que o público também enxergou essa dimensão mais humana da personagem.

CE - Esse trabalho representa uma virada na sua carreira?
SC - 
Sim, no sentido de responsabilidade e reposicionamento. Mas também acredito que minha trajetória inteira foi feita de pequenas viradas. Cada personagem me transformou e me construiu de alguma forma.

"Diana" passa a ocupar um lugar muito especial nessa caminhada, não apenas pela personagem, mas pelo processo artístico que vivi e pelos encontros que o espetáculo proporcionou. Saio dessa experiência com a sensação de que cresci como atriz e ainda mais motivada a buscar projetos que me desafiem, provoquem reflexão e me permitam continuar evoluindo no teatro, no cinema, na televisão e na música.

 

Correio B+

Coluna Desatando nós: Quando o casal vira apenas uma equipe de logística

A Dra. em psicologia Vanessa Abdo ressalta que o problema não está na organização. Ela é necessária. A questão é quando a relação passa a existir apenas nesse lugar.

05/07/2026 14h00

Coluna Desatando nós: Quando o casal vira apenas uma equipe de logística

Coluna Desatando nós: Quando o casal vira apenas uma equipe de logística Foto: Divulgação

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A chegada dos filhos transforma profundamente a vida de um casal. Novas responsabilidades surgem, a rotina se torna mais intensa e o tempo parece sempre insuficiente.

Aos poucos, muitas conversas passam a girar em torno de horários, escola, consultas, atividades e compromissos. Sem perceber, o casal começa a funcionar como uma eficiente equipe de logística.

O problema não está na organização. Ela é necessária. A questão é quando a relação passa a existir apenas nesse lugar. Os parceiros se tornam gestores da rotina familiar, mas deixam de ser companheiros de vida.

Na terapia de casal, é comum ouvir relatos de pessoas que se sentem sozinhas dentro de relacionamentos estáveis. Não faltam tarefas compartilhadas, mas faltam troca, curiosidade sobre o outro, intimidade e conexão emocional. O casal continua funcionando, mas o vínculo vai se enfraquecendo silenciosamente.

Muitas vezes, isso acontece sem conflitos aparentes. Não há grandes brigas, mas também não há espaços de encontro. A prioridade passa a ser atender às demandas da família, enquanto a relação ocupa sempre o último lugar da lista.

O paradoxo é que cuidar do casal também é uma forma de cuidar dos filhos. Crianças crescem observando relações. Quando veem adultos que dialogam, se respeitam e cultivam afeto, aprendem referências importantes sobre convivência e vínculo.

Isso não exige viagens, jantares sofisticados ou disponibilidade que poucas famílias possuem. Pequenos momentos de presença já fazem diferença. Conversas sem interrupções, interesse genuíno pela vida do outro e demonstrações simples de carinho ajudam a manter viva uma conexão que não pode sobreviver apenas da eficiência.

Nenhum relacionamento se fortalece por acaso. Assim como cuidamos da saúde, do trabalho e dos filhos, também precisamos cuidar da relação. Porque famílias saudáveis não são construídas apenas por boas rotinas, mas por vínculos que continuam existindo além delas.

Vamos desatar esses nós?

@vanessaabdo7

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