Cidades

Campo Grande

Expogrande é oficialmente aberta com homenagem a Pedrossian

Expogrande é oficialmente aberta com homenagem a Pedrossian

Heloísa Garcia

03/04/2012 - 12h00
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A abertura da 74ª Expogrande na Capital foi oficialmente realizada na noite de ontem (02) no Tatersal de Eventos Fabio Zahran, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. Estiveram presentes personalidades políticas, pecuaristas e representantes do segmento do agronegócio.

Um dos destaques da noite foi a homenagem prestada pela Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) ao ex-governador Pedro Pedrossian com o lançamento de um selo postal que será utilizado nas correspondências internas da associação. No total foram confeccionados 2,6 mil selos.

Expectativa da feira

Os organizadores da maior feira agropecuária do Estado prometem movimentar o agronegócio no Estado. Durante os dez dias, a Expogrande vai oferecer negócios, linhas de crédito aos produtores rurais e tecnologia. A expectativa e os números são positivos segundo o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul Francisco Maia, que espera movimentar cerca de R$ 120 milhões. 

Participaram da solenidade prefeitos, senador, deputados estaduais e federais, vereadores, presidentes de sindicatos, entidades do segmento e produtores rurais. A feira acontece de 12 a 22 de abril no Parque de Exposições Laucídio Coelho, com entrada franca para o público.

Dados

Violência sexual atinge 3 em cada 10 meninas em MS

A maior parte dos casos acontece dentro de casa

27/03/2026 14h30

Três a cada dez meninas já sofreram violência sexual em MS

Três a cada dez meninas já sofreram violência sexual em MS Divulgação

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Quase três a cada dez meninas entre 13 e 17 anos já sofreram algum tipo de violência sexual em Mato Grosso do Sul. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Segundo o levantamento, na maioria dos casos, os agressores fazem parte do convívio da vítima, como familiares, parceiros ou pessoas conhecidas. 

No Estado, 29,3% das meninas entre a faixa etária observada relataram já ter sido tocadas, manipuladas, beijadas ou terem vivido situações de exposição de partes do corpo contra a própria vontade. O percentual é bem maior que o de meninos que passaram pela mesma situação, que foi de 12%. 

Os dados também mostram que a situação é mais comum na rede pública escolar (20,8% dos casos) que na rede privada (17,6%). 

De modo geral, cerca de 20,4% dos escolares sul-mato-grossenses alguma vez já experienciou algum tipo de violência sexual. Em números reais, isso equivale a, aproximadamente, 34.668 dos 169.939 estudantes. Isso coloca o Estado como o 7º maior número entre os estados do Brasil. 

Se comparado com a última pesquisa realizada em 2019, houve um aumento de 5,3% de estudantes que já sofreram assédio sexual. Entre as meninas, a variação foi mais acentuada, de 7,8%. 

Entre as vítimas entrevistadas, 29,5% relataram terem sofrido a agressão por familiares; 22,7% por pessoas conhecidas; 22% apontaram o namorado ou namorada como agressor; 21,7% foram vítimas de desconhecidos; 15,8% apontaram amigo ou amiga; e 6,6% acusaram pai, mãe ou outro responsável. 

Casos de estupro

Entre os escolares, 9,1% dos entrevistados afirmaram ter sido obrigados a ter relação sexual contra a vontade. Entre as meninas, o percentual é mais que o dobro que o entre meninos, sendo de 13% contra 5,5%. 

Em 71,2% dos casos, o aluno tinha 13 anos ou menos quando foi submetido à violência. 

Os familiares continuam sendo os principais autores apontados neste tipo de agressão, correspondendo a 29,2% dos casos, seguido por namorado ou namorada, com 22,2%. 

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em 2024, foram registrados 2.740 casos de estupro em Mato Grosso do Sul. 

Entre os casos, 1.271 vítimas eram crianças e 977 eram adolescentes. Juntos, eles correspondem a 82,04% das denúncias totais no Estado. Além disso, 2.368 vítimas eram mulheres. 

Nacional

Em todo o Brasil, 18,5% dos estudantes entre 13 e 17 anos informaram ter passado por situação de violência social. Entre as vítimas, 26% foram meninas, mais que o dobro registrado entre meninos, 10,9%. 

Esse número mostra um aumento de 3,8% no percentual observado na pesquisa anterior, em 2019, com variação maior observada em meninas (5,9%) da rede pública escolar (4,2%). 


 

em campo grande

Atlas lançado na COP15 mostra rotas migratórias de aves vulneráveis

Ferramenta mapeia rotas de 89 espécies de aves das Américas

27/03/2026 13h30

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

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Uma ferramenta que mapeia rotas de migração, locais de parada e repouso mais importantes para 89 espécies de aves migratórias das Américas foi lançada, nesta quinta-feira (26), na programação da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande.

Disponível online, o Atlas de Rotas Migratórias das Américas vai ajudar a identificar locais onde os esforços de governos e cooperação internacional são mais necessários.

“Em termos de políticas públicas, a gente consegue definir, com maior precisão, áreas geográficas que precisam de mais atenção para a conservação, para criação de áreas protegidas, públicas ou privadas”, explica o diretor de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Braulio Dias.

O processo de licenciamento ambiental para empreendimentos como os de geração de energia com linhas de transmissão ou torres eólicas também será beneficiado com as informações disponibilizadas pela ferramenta, afirma Braulio Dias.

“Se a localização dessas linhas de transmissão e das torres eólicas não for muito bem-feita, pode resultar em alta mortalidade de aves e também de morcegos”, reforça.

As áreas de concentração de aves (ACAs) podem ser visualizadas em um mapa interativo que demonstra, por espécie, a trajetória percorrida em cada época do ano. “Também tem o uso para a sociedade em geral. Quem gosta de aves, quer fazer uma atividade de turismo numa região, já pode consultar ali para saber que espécies são mais comuns em um local, onde procurar”, detalha o diretor do MMA.

A base de dados faz uso de milhões de registros gerados por ciência-cidadã na plataforma eBird e deverá ser ampliada, chegando a 622 espécies que percorrem 56 países nas rotas migratórias das Américas, que se estendem do Ártico canadense à Patagônia chilena.

Um exemplo de ave catalogada pelo atlas é o pássaro conhecido como veste-amarela ou pássaro-preto-de-veste-amarela, que em sua jornada passa pelo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. A espécie sofre com declínio acentuado da sua população e, por isso, integra a lista de espécies ameaçadas de extinção da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).

“Este atlas mostra o que é possível quando se reúne milhões de observações de aves, a partir da contribuição de pessoas de toda a América”, ressalta o diretor do Centro de Estudos de Populações de Aves do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, que participou da equipe de desenvolvimento da ferramenta.

O atlas é resultado de uma iniciativa do secretariado da CMS, em parceria com o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (USFWS).

Durante o lançamento, a secretária executiva da CMS, Amy Fraenkel destacou que o atlas reforça o compromisso compartilhado de fortalecer conectividade ecológica além fronteiras em um momento em que as espécies migratórias precisam de ações coordenadas.

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