Cidades

TERREMOTO

Exército acha 300 corpos de vítimas do tsunami em porto

Exército acha 300 corpos de vítimas do tsunami em porto

g1

12/03/2011 - 10h20
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Militares japoneses encontraram entre 300 e 400 corpos no porto de Rikuzentakata (nordeste), arrasado pelo tsunami causado pelo violento terremoto de magnitude 8,9 da véspera, informou o Exército neste sábado (12).

O porto, situado na prefeitura (província) de Iwate, às margens do Oceano Pacífico, ficou totalmente inundado depois da passagem do tsunami.

O número oficial de mortos pelo terremoto e pelo tsunami, segundo a Polícia Nacional, é de 503, mas governo e imprensa acreditam que ele possa passar de mil.

O porta-voz do governo do Japão, Yukio Edano, confirmou que houve uma explosão e um vazamento radioativo na usina nuclear Fukushima Daiichi, em Okumamachi, na província de Fukushima, mas não atingiu o reator.

Violência contra a mulher

Após 12 feminicídios em cinco meses em MS, Lula assina medidas de proteção às mulheres

Em todo o Brasil, no primeiro trimestre de 2026, foram 399 ocorrências de assassinato de mulheres

20/05/2026 15h15

Os projetos foram assinados na tarde desta quarta-feira (20), em Brasília

Os projetos foram assinados na tarde desta quarta-feira (20), em Brasília Governo Federal

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Com o início de ano mais letal para as mulheres no Brasil desde o início da série histórica do País, o presidente Luíz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (20) um conjunto de Projetos de Lei e decretos que visam aumentar a proteção das mulheres através do fortalecimento de medidas de responsabilização de agressores e o reforço na segurança digital. 

Desde o mês de janeiro de 2026, já foram 399 mulheres mortas no País, sendo 14 em Mato Grosso do Sul, de acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

Entre as medidas, foram assinados projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores, que institui bancos de dados nacionais com informações estaduais e federais sobre condenados por crimes de violência contra a mulher; o afastamento imediato do agressor do convívio com as vítima, além de endurecer medidas contra afressores que continuam ameaçando a segurança de mulheres após o período de prisão e a redução de burocracias para a aceleração da efetivação de medidas protetivas. 

Também foram assinados dois projetos voltados à proteção das mulheres no ambiente virtual. Um deles, amplia a proteção de mulheres na internet através do detalhamento dos deveres das plataforma diante de crimes de violência contra as mulheres online. Outro, atualiza a regulamentação do Marco Civil da Internet à luz da Constituição Federal sobre a responsabilidade das plataformas. 

"As medidas reforçam o princípio de que direitos garantidos pela Constituição e pelas leis brasileiras também precisam valer na internet. O objetivo é assegurar maior proteção para mulheres, consumidores e famílias brasileiras diante do crescimento de fraudes, golpes, violência digital e circulação de conteúdos criminoso", afirmou o Governo Federal. 

Deveres das plataformas

Para proteger as mulheres, o decreto de proteção no ambiente virtual prevê que as plataformas devem atuar para reprimir os crimes, fraudes e violências, reduzindo danos causados às vítimas, especialmente em situações de exposição de nudez não consentida, mesmo com imagens criadas por Inteligência Artificial, assédio, perseguição e ameaças. 

O decreto determina que as plataformas virtuais mantenham um canal específico, permanente e de fácil acesso para a realização de denúncias de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, além da retirada do material em um período de até duas horas após a notificação. 

Também deverá estar informado, de forma clara e acessível, o serviço Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher. 

Marco Civil

O texto do Marco Civil da Internet reforçam que as empresas digitais que operam no Brasil precisam cumprir a legislação brasileira e atuar de forma "proativa e proporcional para impedir a circulação massiva de conteúdos criminosos". 

Esse decreto obriga que as plataformas deverão agir preventivamente para impedir a circulação de conteúdos relacionados a crimes de terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilalção e violência contra mulheres. 

As plataformas que impulsionarem conteúdos criminosos poderão ser responsabilizadas por falha na adoção de medidas para previnir as fraudes, golpes e crimes. 

Além disso, as plataformas deverão guardar os dados dos responsáveis pelas publicações de anúncios que poderão ser solicitados pelas autoridades a fim de facilitar investigações e ampliar a identificação e responsabilização de criminosos. 

Cadastro Nacional de Agressores

O PL 1.099/2024, de autoria da deputada federal Silvye Alves (União/GO), institui um banco de dados nacional com informações estaduais e federais a respeito de condenados por crimes de violência contra a mulher. 

Neste cadasrto, estarão informações sobre condenados por feminicídio, estupro, estupro de vulnerável, violação sexual, importunação sexual, assédio sexual, registro não autorizado de intimidade sexual em foto ou vídeo, lesão corporal contra mulheres, perseguição e violência psicológica contra a mulher. 

A medida vai facilitar a localização de criminosos foragidos, reduzindo risco de novos crimes em outros locais, evitando que agressores permaneçam impunes ao mudar de estado. 

Em MS, o Governo Estadual sancionou a lei que cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes Sexuais. A medida foi publicada nesta quarta-feira (20) no Diário Oficial do Estado e prevê a divulgação de informações de pessoas condenadas com decisão transitada em julgado por crimes previstos no Título VI do Código Penal, que trata dos crimes contra a dignidade sexual.

A proposta é de autoria do deputado estadual Coronel David e estabelece que o cadastro será disponibilizado no site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Conforme a Lei nº 6.586, o banco de dados deverá reunir informações como nome completo, foto frontal, características físicas, idade e histórico criminal dos condenados. O texto determina ainda que a população terá acesso apenas à identificação e à imagem das pessoas cadastradas.

Apesar de já ter sido publicada, a lei passará a valer somente em 20 de junho, prazo de 30 dias após a publicação oficial.

Feminicídios em MS

primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

No início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande, Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime. Ela foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande. 

Maurício da Silva, sobrinho da vítima, confessou que matou a tia após uma discussão com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Antes de Vera Lucia, a morte da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço, morta pelo namorado, Gilberto Jarson, de 50 anos, aparece como o nono feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste 2026. 

O 12º caso neste ano em Mato Grosso do Sul foi na tarde do dia 30 de abril, quando Vicente Asuncion Vidal Gonzalez, de 41 anos, foi preso em flagrante por ser suspeito de matar a esposa, Zelita Rodrigues de Souza, de 48 anos, na região do Porto Isabel, zona rural de Mundo Novo.

No local, os policiais constataram que a vítima estava sobre uma cama e apresentava sinais evidentes de violência, incluindo lesões na região da nuca e cabelos arrancados, circunstâncias incompatíveis com morte natural.

De acordo com a Sejusp, no mês de maio foram registrados mais dois feminicídios no Estado, totalizando 14 ocorrências em 2026. 

DE MS

Favorável ao adiamento do fim da escala 6x1, deputado propõe que trabalhador pague FGTS e IR

Projeto é de autoria do deputado federal Marcos Pollon

20/05/2026 15h00

Deputado federal Marcos Pollon

Deputado federal Marcos Pollon Foto: Divulgação

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Favorável à emenda parlamentar que amplia as possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52h semanais e adia o fim da escala 6x1 por dez anos, o deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon (PL) conta com um projeto de lei que transfere ao trabalhador a responsailidade sobre os pagamentos de Fundo de Garantia do Trabalhador Social (FGTS) e Imposto de Renda.

Conforme o texto proposto (PL 894/2025), o recolhimento desses encargos passaria a ser feito pelo próprio trabalhador, por meio de um documento de arrecadação trabalhista unificado (DATU) a ser emitido mensalmente pela Receita Federal. Conforme Pollon, a simplificação da arrecadação pelo boleto único reduziria a burocracia enfrentada pelas empresas. 

Se aprovada, a proposta irá alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Lei do FGTS e a Lei Orgânica da Seguridade Social.

Marcos Pollon sustentou que a medida busca desobrigar o empregador de “encargos operacionais excessivos” e incentivar a “consciência fiscal” do trabalhador.

“Com a medida, o empregado visualizará de maneira clara todos os encargos que incidem sobre sua remuneração, promovendo maior conscientização e permitindo um planejamento financeiro mais preciso”, argumenta o deputado em sua justificativa. 

O boleto unificado a ser pago pelo trabalhador teria vencimento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento do salário.

Neste momento, a proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação, além da Constituição e Justiça e de Cidadania, onde o texto está neste momento. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Alternativa 

Outra alternativa também em trâmite na Câmara dos Deputados, o PL 4385/2024, também de Pollon, visa reorganizar as relações de trabalho e de encargos gerados na iniciativa privada e no funcionalismo público, bem como das empresas publicas, proposta que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso. 

O projeto prevê que todo e qualquer encargo trabalhista e tributário ficam diminuídos à 50% sejam eles da relação de trabalho quanto da tributação da renda do trabalhador, com a outra metade revertida ao trabalhador.

Se aprovado, será proibido qualquer desconto compulsório nos salarios de trabalhadores regidos pela CLT, principalmente imposto ou contribuição sindical. O texto prevê aumento do período de férias a 60 dias, regra também estendida aos servidores públicos.

Em razão da proposta, o texto, se aprovado, prevê a extinção do Fundo Especial de Campanha Eleitoral, verba utilizada justamente para equiparar a arrecadação. O projeto segue remetido à Comissão de Administração e Serviço Público.

*Saiba

Além de Pollon, Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos) também votaram para adiar o fim da escala 6X1. 

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