Política

RÚSSIA

Ex-presidente Vladimir Putin é candidato em 2012

Ex-presidente Vladimir Putin é candidato em 2012

Redação

25/09/2011 - 00h02
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O presidente russo, Dmitri Medvedev, propôs neste sábado a candidatura do primeiro-ministro Vladimir Putin para as eleições presidenciais de 2012 e pediu apoio ao partido governante, Rússia Unida, em discurso neste sábado, em Moscou.
“Considero que seria correto que o Congresso apoie a candidatura do presidente do partido Vladimir Putin para a presidência da Rússia”, disse Medvedev diante dos delegados do congresso da Rússia Unida.
Putin afirmou que seria uma grande honra para ele ser candidato à presidência em 2012 e acrescentou que Medvedev poderá ser o próximo chefe de Estado.
Medvedev e Putin fizeram neste sábado vários discursos no congresso do partido Rússia Unida, celebrado no Palácio dos Esportes Lujniki, em Moscou

SEM DISPUTA
Na semana passada, Putin já tinha dado sua indicação mais forte de que pretendia disputar as próximas eleições presidenciais do país, em 2012, e rechaçou uma futura disputa com Medvedev.
“Em 2012 nós devemos pensar juntos e levar em conta as realidades do momento, nossos planos pessoais, o cenário político, e aí vamos tomar a decisão”, disse na época o premiê.
Putin, que foi presidente por dois mandatos, de 2000 a 2008, e ainda ajudou a eleger Medvedev, disse que a transição do poder entre 2007 e 2008 foi tranquila e que não há espaço para competição com o atual presidente, com quem “compartilha visões sobre política”.
Em 2008, Medvedev aprovou uma lei que mudou a Constituição para estender o mandato presidencial de 4 para 6 anos, a partir de 2012. A medida foi vista como uma manobra para perpetuar a era Putin, iniciada em 2000.
Caso se eleja por mais duas vezes seguidas, Putin poderá ficar no poder até 2024, quando terá 72 anos.

CHEGADAS E PARTIDAS

Secretários do Estado e de Campo Grande deixam cargos para participar das eleições 2026

No caso do Estado, saem Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza e Frederico Felini, enquanto da Capital sai Marcelo Miglioli

30/03/2026 17h30

Os secretários Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza, Frederico Felini e Marcelo Miglioli deixam os cargos nesta terça-feira

Os secretários Jaime Verruck, Marcelo Miranda, Viviane Luiza, Frederico Felini e Marcelo Miglioli deixam os cargos nesta terça-feira

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Ao longo desta terça-feira (31), os primeiros escalões das administrações públicas de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande sofrerão sérias baixas devido aos pedidos de exonerações dos secretários para participarem das eleições gerais deste ano.
 
No caso do Estado, já estão confirmados os pedidos de exonerações dos secretários Jaime Verruck, titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Marcelo Miranda, titular da Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Frederico Felini, titular da Secretaria Estadual de Administração (SAD), e Viviane Luiza, titular da Secretaria Estadual de Cidadania (SEC).
 
Já na Prefeitura de Campo Grande, está confirmada a saída de Ednei Marcelo Miglioli, titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que teria confirmado a interlocutores próximos a entrega do pedido de exoneração em caráter irrevogável para a prefeita Adriane Lopes (PP).
 
Dos quatro secretários estaduais, Jaime Verruck e Viviane Luiza vão disputar duas das oito cadeiras da Câmara dos Deputados destinadas para Mato Grosso do Sul pelo PP, enquanto Marcelo Miranda tentará uma das 24 vagas da Assembleia Legislativa pelo Republicanos e Frederico Felini vai atuar na coordenação da campanha eleitoral do PP no Estado.
 
A princípio, para os lugares dos quatro secretários de Estado serão nomeados os atuais secretários-adjuntos para os cargos de titulares da Semadesc, Setesc, SAD e SEC porque o governador Eduardo Riedel (PP) não quer promover mudanças significativas nas estruturas das quatro secretarias estaduais.
 
Dessa forma, para o lugar de Jaime Verruck será nomeado Artur Falcette, atual secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, enquanto para substituir Marcelo Miranda assumirá Alessandro Menezes de Souza, que é o atual secretário-adjunto de Turismo, Esporte e Cultura.
 
Para o lugar de Viviane Luiza, será nomeado o secretário-adjunto José Francisco Sarmento Nogueira, enquanto para substituir Frederico Felini assumirá o secretário-adjunto Roberto Gurgel de Oliveira Filho. 
 
No caso de Marcelo Miglioli, titular da Sisep, ainda não está definido o substituto, porém, a reportagem apurou que deve ser também o secretário-adjunto Paulo Eduardo Miranda. 
 
Por enquanto, ele ficará à disposição do PP para eleição de outubro, provavelmente para concorrer a uma das oito cadeiras da Câmara dos Deputados, apesar de pretender disputar novamente a eleição para senador da República.

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Mudança de rumo

PSDB deve passar por debandada em MS, diz deputado

Com a executiva nacional cometendo uma "besteira atrás da outra" e desrespeitando parlamentares, Dagoberto afirma que mais nomes devem deixar o ninho tucano

30/03/2026 15h34

Crédito: Câmara dos Deputados

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O deputado estadual Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), que inicialmente havia assumido o compromisso de tentar manter o partido no Estado, anunciou que deixará a sigla para se filiar ao Progressistas (PP).

Em conversa com a reportagem do Correio do Estado, Dagoberto criticou o posicionamento da direção estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que pode levar à saída de outros nomes do partido.

O deputado afirmou que estava fazendo “um sacrifício” para permanecer no PSDB, uma vez que, segundo ele, assim como o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), não queria que o partido acabasse no Estado, e essa também era sua vontade.

“De fato, fiquei 31 anos no PDT e queria ficar mais 31 no PSDB. Fiquei quatro anos no PSDB, fui eleito nesse período, entrei nessa fase, e, depois desses quatro anos, agora a direção nacional faz uma coisa comigo que acho um desrespeito, e não é a primeira vez que faz isso”, disse Dagoberto.

Com o enfraquecimento da sigla em nível nacional, ele atribui a responsabilidade à direção nacional, que tem como presidente Aécio Neves, eleito para o biênio 2025-2027.

“O Reinaldo também queria que o partido fosse mantido aqui, e nós estamos fazendo de tudo. Só que eles não fazem nada para que o partido sobreviva. Uma besteira atrás da outra, é um desleixo em relação aos deputados, e aí vai acabar saindo todo mundo do partido mesmo. Eu não quero mais ficar.”

Passaralho no ninho

Pela primeira vez desde a fundação da sigla, o PSDB não lançou candidato à Presidência da República em 2022.

Sem um nome que colocasse o partido no páreo, devido a brigas internas entre diferentes alas — que envolveram o ex-governador de São Paulo João Doria e um alinhamento mais à direita —, a crise acabou refletindo diretamente na identidade da sigla.

Em nível nacional, os tucanos também viram o vice-presidente Geraldo Alckmin deixar o partido para integrar a chapa do presidente Lula. Além dele, outros nomes saíram, como o ex-ministro da era FHC e um dos fundadores da sigla, Xico Graziano.

Com a perda de figuras e espaço, o resultado pôde ser visto nas eleições de 2022, quando o partido conquistou 13 cadeiras, número bem inferior ao de 2018, quando elegeu 32 deputados federais.

Minguando

Além do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL-MS), que deixou o PSDB após cerca de 30 anos, outros nomes também saíram do partido, como o ex-candidato à Prefeitura de Campo Grande Beto Pereira (Republicanos-MS) e o governador Eduardo Riedel (PP).

Também deixaram a sigla os deputados estaduais Mara Caseiro, Zé Teixeira, Jamilson Name (PL) e Paulo Corrêa (PP).

Em uma tentativa de reestruturação, que pode estar com os dias contados, permaneceram no partido o deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) e ex-secretário de Saúde do Estado. No entanto, Resende também anunciou a saída.

Com nomes fortes buscando outros rumos, a legenda seguiu perdendo capital político, inclusive com o rompimento da federação com o Cidadania, anunciado pela executiva nacional em fevereiro de 2025, durante reunião em Brasília.

A federação foi formada em 2022 por causa da cláusula de barreira, regra que exige que o partido alcance determinado número de votos e parlamentares para ter acesso ao fundo partidário e a mais tempo de propaganda na TV e no rádio.
 

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