Empresa anuncia aporte superior a R$ 100 milhões para implantação de porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com foco no escoamento da produção de silvicultura e fortalecimento da logística regional
Três Lagoas receberá um novo pacote de investimentos por meio de uma parceria com a empresa Bracell, que prevê a implantação de um porto fluvial na região da Laje da Cascalheira, com aporte superior a R$ 100 milhões.
O empreendimento será voltado ao escoamento da produção do setor de silvicultura, com foco na ampliação da eficiência logística e no fortalecimento da cadeia produtiva da empresa na região.
A nova estrutura deve impactar diretamente a movimentação econômica do município, com expectativa de geração de empregos tanto na fase de obras quanto na operação do terminal.
Além de otimizar o transporte da produção, o projeto busca consolidar a região como um novo eixo logístico de integração entre a produção florestal e o escoamento fluvial.
Como contrapartida ambiental e social, está prevista ainda a construção de um Eco Parque na área da Cascalheira, com investimento estimado em cerca de R$ 3 milhões.
O espaço será desenvolvido em conjunto com a Administração Municipal e terá como proposta principal a valorização do turismo ecológico e da convivência da população com a natureza.
O projeto do Eco Parque inclui a criação de áreas de lazer, espaços de convivência familiar, decks, torres de observação e um centro de recepção de visitantes.
A proposta é transformar a região em um novo ponto turístico do município, com infraestrutura voltada ao lazer e ao turismo sustentável, preservando as características naturais do local.
A previsão é de que a fase de implantação do porto gere aproximadamente 200 empregos temporários. Após a conclusão das obras, a operação deve contar com cerca de 100 vagas diretas.
Além disso, o funcionamento do terminal deve envolver cerca de 500 motoristas de caminhão, responsáveis pelo transporte da produção entre as áreas de cultivo e o porto fluvial, ampliando a movimentação econômica regional.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto foi estruturado para garantir o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e atividades de turismo e lazer.
“Apesar da operação da balsa, não haverá impacto significativo no ambiente local, na pesca ou no turismo náutico da região. É um projeto planejado para gerar desenvolvimento com responsabilidade, sem comprometer o uso do espaço pela população”, explicou a pasta.
Para o prefeito Cassiano Maia, a iniciativa representa o equilíbrio entre desenvolvimento e responsabilidade.
“É assim que trabalhamos: olhando para o futuro, com planejamento e responsabilidade. Estamos trazendo um investimento importante, que gera emprego, movimenta a economia e, ao mesmo tempo, garante uma contrapartida que valoriza o meio ambiente e cria um novo espaço de lazer para a população. É dessa forma que seguimos construindo uma Três Lagoas cada dia melhor”, destacou.
Primeira colheita
No último dia 29, a MS Florestal, empresa sul-mato-grossense pertencente à Bracell, iniciou sua primeira colheita em área plantada no Estado, em um marco ocorrido no município de Água Clara. O evento representa parte da estruturação de uma operação robusta que projeta Mato Grosso do Sul como um dos principais polos de silvicultura do país.
Na ocasião, o diretor de Operações Florestais da companhia, Mauro Quirino, destacou que a nova etapa simboliza a evolução do capital humano envolvido no projeto.
“O importante é o quanto todos cresceram. Não foi apenas o crescimento das árvores; muitas pessoas também evoluíram conosco. Temos técnicos que hoje já são supervisores e coordenadores. Estou muito feliz com toda essa jornada, pois a melhor colheita começa com segurança, qualidade, produtividade e baixo custo”, afirmou o executivo.
Já o gerente sênior de Florestal MS, José Marcio Bizon, destacou que o início da colheita representa a consolidação de um ciclo. “É um primeiro passo, mas um passo importante para chegarmos à matéria-prima e começarmos a retornar o investimento. Agora vamos fazer essa madeira chegar à indústria em São Paulo, com nossa própria matéria-prima”, explicou Bizon.