Sábado, 18 de Novembro de 2017

Europeus mantêm compra de carne de MS

11 MAR 2010Por 08h:35
Os técnicos da União Europeia que inspecionaram o sistema da cadeia produtiva da carne bovina no Estado, na semana passada, foram embora satisfeitos. O fiscal pecuário da Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MS), Orasil Bandini, que acompanhou a missão, disse que as unidades visitadas – frigorífico Bertin e fazenda Dom Arlindo, em Naviraí, e a fazenda Santa Ilidia, em Batayporã, – “foram bem habilitadas e continuam exportando para os países da Europa”. Em quatro dias de trabalho, os profissionais checaram cuidadosamente relatórios de auditorias anteriores, que já habilitaram as empresas para exportação. A fonte do temor dos europeus continua a mesma: Zona de Alta Vigilância (ZAV). “O maior medo deles é que a carne de animais não-habilitados seja exportada para a União Europeia”, conta o fiscal, que também responde pelo sistema de rastreabilidade bovina no Estado, o Sisbov. A zona, formada por 12 cidades na fronteira com o Paraguai, foi criada para manter o rebanho sob rígido controle sanitário. A decisão foi tomada depois de a região tornarse foco de febre aftosa, em 2005, o que fechou as portas do mercado externo. Em outubro, ao completar dois anos, a ZAV passará pelo crivo do comitê responsável por sua manutenção, e pode deixar de existir. Se isso ocorrer, as preces dos pecuaristas de MS serão atendidas. Eles reclamam constantemente da quarentena obrigatória para comercialização do gado, entre outras imposições. Os técnicos europeus têm na agenda inspeções em Mato Grosso e Goiás. No dia 15, eles se encontram, em Brasília, com a missão responsável pelos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais para avaliar os resultados das vistorias.

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