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EUA boicotaram o programa espacial do Brasil nos anos 90

EUA boicotaram o programa espacial do Brasil nos anos 90

FOLHA.COM

09/10/2011 - 09h02
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Telegramas confidenciais do Itamaraty revelam que os EUA promoveram embargo e "abortaram" a venda, por outros países, de tecnologia considerada essencial para o programa espacial brasileiro na década de 1990.

Em um dos telegramas, o Itamaraty associou a ação norte-americana a um atraso de quatro anos na produção e lançamento de satélites.

A pressão norte-americana sobre o projeto espacial já foi ressaltada por especialistas brasileiros ao longo dos anos, e um telegrama do Wikileaks divulgado em 2010 indica que ela ainda ocorria em 2009. Os documentos agora liberados permitem compreender a origem e o alcance do embargo, assim como a enérgica reação do Brasil.

Em despacho telegráfico de agosto de 1990, o Itamaraty afirmou que a ação norte-americana começara três anos antes, por meio de "embargos de venda de materiais", impostas pelos países signatários do RCTM (Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis) --um esforço voluntário entre países, de 1987, para coibir o uso de artefatos nucleares em mísseis.

O Itamaraty incluiu o bloqueio dos EUA como um dos motivos para o atraso na entrega do VLS (Veículo Lançador de Satélites), que deveria estar pronto em 1989. O primeiro teste de voo foi em 1997.

Além do VLS, o programa espacial previa a construção de quatro satélites, dois para coleta de dados e dois para sensoriamento remoto.

O Brasil só aderiu ao acordo em 1995. Os telegramas revelam que, um ano depois, o diretor do CTA (Centro Técnico Aeroespacial) da Aeronáutica, Reginaldo dos Santos, atual reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), informou ao Itamaraty que os EUA negaram o pedido para importar transmissores para uso em foguetes brasileiros.

O Itamaraty orientou seu embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima, a manifestar "estranheza e preocupação" ao governo dos EUA. A medida dos EUA só foi revista meses depois.

José Israel Vargas, ministro da Ciência e Tecnologia entre 1992 e 1998, confirmou à Folha as gestões dos EUA para prejudicar o programa espacial brasileiro.

"Houve sim pressão americana para qualquer desenvolvimento de foguetes, contra nós e todo mundo [que o fizesse]." Segundo ele, países avançados na área, que ajudavam outros a criar seus programas espaciais, como a França fez com o Brasil, também eram pressionados.

A Embaixada dos EUA em Brasília, quando procurada em agosto pela Folha, não comentou os telegramas do Itamaraty, mas elogiou a divulgação dos documentos.
 

Irregularidade

Em decisão unanime, TJMS suspende contrato ilegal em Corumbá

O Tribunal acatou o recurso interposto pelo MPMS, determinando a suspensão imediata do contrato

10/06/2026 10h10

Divulgação

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), determinou a anulação imediata de um contrato administrativo firmado pela Prefeitura de Corumbá com uma empresa privada. 

A empresa foi contratada para a prestação de serviços de consultoria e assessoria contábil-tributária, com um custo anual de R$ 600 mil. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara Cível, em primeira instância. 

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) as atividades contratadas junto à empresa, conflitam diretamente com cargos que são efetivos e estão previstos para ser ocupados através de concursos e não por fixação de contrato. 

Segundo o do processo o relator, Desembargador José Eduardo Neder Meneghelli, o contrato fere diretamente os princípios do concurso público além de ferir ideias fundamentais da legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa.

Tradição

Cem fiéis estão 'com a mão na massa' para confeccionar bolo de Santo Antônio

São utilizados mais de mil quilos de farinha de trigo, mil quilos de açúcar, mil quilos de fermento, 8 mil ovos, mil quilos de recheio, mil litros de leite e mil litros de óleo para fazer o bolo

10/06/2026 09h10

Cada grupo tem seu papel a confecção do bolo de Santo Antônio: produção, montagem, logística, compra e armazenamento

Cada grupo tem seu papel a confecção do bolo de Santo Antônio: produção, montagem, logística, compra e armazenamento Naiara Camargo

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A receita do bolo de Santo Antônio já saiu do papel e está com a mão na massa.

Ao todo, 100 fiéis voluntários trabalham dividos, em três turmas (7h às 12h, 13h às 18h e 18h às 21h), na parte de produção, montagem, logística, compra e armazenamento, para confeccionar o bolo de Santo Antônio, em Campo Grande.

A fabricação do bolo começou em 1° de junho e vai até o dia 12. São utilizados mais de mil quilos de farinha de trigo, mil quilos de açúcar, mil quilos de fermento, 8 mil ovos, mil quilos de recheio, mil litros de leite e mil litros de óleo.

“A gente recebe muita doação de alimentos também dos paroquianos. Tem tanto aquele que doa fardos de trigo, como aquele que traz uma caixinha de ovos, um quilinho de açúcar e a gente usa tudo. Então assim, é muito bonito de ver a movimentação dos paroquianos nessa época”, explicou a coordenadora de produção do bolo, Fernanda Corrêa.

A receita é a mesma todos os anos – bolo pão de ló, creme de baunilha, creme de chocolate, chantilly e calda. Os bolos são armazenados em um container refrigerado.

Em 2026, o bolo de Santo Antônio tem 17 mil pedaços, 3 mil alianças, um par de aliança de ouro e TV de 60 polegadas. As milhares de alianças e o prêmio da TV (escrito em um papelzinho) estarão espalhados pelos 17 mil pedaços. O valor de cada pote é R$ 15.

A entrega será no sábado (13), das 6h30min às 15h30min, em sistema drive-thru, na Catedral Nossa Senhora da Abadia - Santo Antônio de Pádua, localizada na travessa Lydia Bais, Centro, em Campo Grande.

As sobras serão vendidas no arraía de Santo Antônio, em 13 e 14 de junho, na Praça do Rádio Clube, situada na avenida Afonso Pena, centro, em Campo Grande.

O bolo é motivo de emoção para a coordenadora de produção do bolo, Fernanda Corrêa, que é confeiteira de profissão e dedica algumas semanas de seu ano para este trabalho voluntário.

“Eu tirar duas semanas do meu ano para devolver na minha paróquia a minha experiência, o meu conhecimento do que eu faço, para mim é muito gratificante. Então por isso que eu fiquei emocionada. Acho que uma semaninha que você tira não faz falta no bolso. É uma festa bonita, é um trabalho que a gente faz com o maior carinho do mundo”, disse, com lágrimas nos olhos.

Padroeiro de Campo Grande, Santo Antônio é conhecido popularmente como "Santo Casamenteiro", porque acredita-se que uma moça, em Nápoles, conseguiu, por intercessão dele, o dote necessário para se casar.

Muitos fiéis compram o bolo com esperança do Santo abençoar ou até mesmo adiantar o matrimônio.

Além disso, Santo Antônio era conhecido como protetor das coisas perdidas, protetor dos pobres e o Santo dos milagres. Durante suas pregações nas praças e igrejas, muitos doentes e pessoas com deficiência eram curadas.

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