Quinta, 23 de Novembro de 2017

"Eu nunca encostei um dedo na minha filha"

20 ABR 2008Por 22h:14
     

        Da redação

        O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, concederam ao Fantástico sua primeira entrevista desde a morte da menina e defenderam sua inocência. "Eu nunca encostei um dedo na minha filha", disse Nardoni. Sua mulher repetiu a mesma afirmação e insistiu, chorando: "Somos totalmente inocentes".

        Indiciados pela morte da menina, que completaria 6 anos na sexta, os dois afirmam estar sendo acusados por um crime que não cometeram. O pai afirma que a relação da madrasta com a menina era boa. "Ela era a segunda mãe dela", diz.

        "Isso destruiu a nossa vida", disse Nardoni, ao lado de Anna Carolina, que chorava muito durante a entrevista. "Sempre éramos nós cinco, fazíamos tudos juntos. Agora falta a Isa." A madrastra afirmou ainda que tinha Isabella como filha.

        Os dois pediram para não ser prejulgados. "As pessoas não sabem como nós somos de verdade", criticou Anna Carolina.

        Eles disseram também que Isabella era uma menina muito doce. "Passamos muitos momentos marcantes e não consigo acreditar que tenham feito isso com ela. Não entendo como uma pessoa pode fazer isso com uma criança", afirmou Nardoni.

        O casal ressaltou que a menina e os irmãos de 1 e 3 anos tinham um ótimo relacionamento. "Eles passavam o tempo inteiro juntos", disse Anna Carolina, que também falou do bom comportamento da menina. "Ela não dava trabalho nenhum."

        Segundo a madrasta, o sonhho de Isabella era morar com eles. "Nós fizemos o quarto dela do jeito que ela queria", contou Anna Carolina. De acordo com Nardoni, a menina teria pedido na sexta-feira anterior ao crime para se mudar para o apartamento novo da família.

        O casal negou as acusações de alguns vizinhos, que dizem que eles tinha brigas freqüentes. "Nós vivíamos em harmonia, tínhamos brigas normais de casal. No apartamento novo, nunca tínhamos brigado", afirmou Nardoni.

        Anna Carolina negou também que tivesse ciúmes de Isabella. "Nunca, nunca, isso não é verdade."

        Sobre a semana que passou na cadeia, Anna Carolina disse que "foi terrível". "Eu sofri muito. Só pensava nos meus filhos, não conseguia comer."

        Segundo ela, a família inteira está sofrendo com essa situação. "Temos medo de sair na rua. Estamos praticamente em prisão domiciliar. O duro vai ser pagar por algo que não fizemos", disse a madrasta. "Já estamos pagando", completou Nardoni.

        Sobre o sangue encontrado no carro, eles afirmaram desconhecer a sua origem. "Ninguém se machucou, ninguém agrediu ninguém, não usamos fralda para limpar sangue nenhum", garantiu Anna Carolina.

        "Eu prometi para a Isabella que não sossegaria até encontrar o responsável por essa brutalidade e que faria uma tatuagem do rosto dela. E eu vou cumprir essas promessas", disse Nardoni, que, ao final da entrevista, também começou a chorar.

        

        A decisão do indiciamento do casal foi tomada pela polícia na sexta-feira após 17 horas, em uma sessão de interrogatórios que começou na tarde de sexta-feira e só terminou na madrugada de sábado. Por volta das 4h40, o casal saiu do 9º Distrito Policial (Carandiru), em São Paulo, em direção à casa dos pais, na avenida Dr. Timóteo Penteado.

        A menina de 5 anos foi encontrada ferida, no sábado, dia 29 de março, no jardim do prédio onde moram o pai, Alexandre, e a madrasta, Anna Carolina, na zona norte de São Paulo.

        Segundo os Bombeiros, a menina chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por volta da 0h. O casal chegou a ficar preso por 9 dias durante a investigação do crime. (informações do Terra)

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