Sábado, 18 de Novembro de 2017

“Eu não precisava sair tão cedo”

5 ABR 2010Por 22h:21
Sentado de frente para a carreta tombada, na margem da BR-163, o caminhoneiro Gelson José da Silveira, 31 anos, lamentava o acidente: “eu só estava trabalhando”, diz. O carro  era conduzido por Fernando Mateus da Motta, 18 anos, que morreu no local. “Eu não me machuquei, mas, infelizmente, ele (Fernando), não teve a mesma sorte”.

Gelson saiu de Nova Maringá, (MT), sexta-feira (2) e deveria entregar carga de madeira em Pato Brano, (PR). No trajeto até Mato Grosso do Sul, já havia visto dois acidentes ainda em Mato Grosso. Após dormir de sábado para ontem em Rio Verde, continuou viagem. “Eu não precisava sair tão cedo. Mas acordei com o barulho do caminhão do meu lado e resolvi seguir”.

O caminhoneiro parou para verificar os pneus da Scania no posto São Pedro, que fica próximo ao local onde ocorreu a colisão. Depois da rápida parada, voltou à estrada. Gelson acredita que alguns minutos a mais ou a menos no posto poderiam ter evitado o acidente. “Parei ali no Posto São Pedro, bati os pneus e continuei devagar até aqui. Se tivesse passado direto no posto ou ficado um pouquinho mais, talvez não tivesse acontecido o acidente”.
Sobre o momento da colisão, o caminhoneiro diz que não conseguiu tirar a Scania da pista porque o carro de passeio vem muito rapido em sua direção. “Foi muito rápido. Eu vi ele na pista, normal, e de repente já estava na minha frente”,

Gerson preocupa-se com o patrão. “A Scania Não tem seguro. Este é o único carro dele (do patrão) e ele mora de aluguel”, diz. A carga deve seguir para o Paraná em veículo de outra empresa.

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