Cidades

SAÚDE

Estudo indica prevalência de hipertensão arterial em crianças e adolescentes

Estudo indica prevalência de hipertensão arterial em crianças e adolescentes

DA REDAÇÃO

18/07/2011 - 04h00
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A maior parte dos diagnósticos de hipertensão arterial ocorre em pacientes com idade avançada. No entanto, estudos evidenciam que a doença se inicia na infância ou adolescência. Com base no pressuposto de que a pressão arterial elevada na infância pode acarretar em hipertensão na vida adulta, pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) avaliaram fatores associados à enfermidade em 1.125 crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, da rede pública de ensino de Salvador. Os resultados, veiculados na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, apontaram uma alta prevalência de pressão arterial (14,1%), sendo 4,8% de hipertensão e 9,3% de pré-hipertensão.

"Verificou-se que a prevalência de pré-hipertensão e hipertensão em crianças e adolescentes é maior entre aqueles com excesso de peso, do sexo feminino e com consumo alimentar inadequado”, comentam os pesquisadores. “A detecção precoce dessas alterações pode contribuir para o desenvolvimento de programas de saúde de caráter preventivo, com enfoque na mudança de estilo de vida, voltada para a promoção de saúde, evitando-se que milhares de jovens desenvolvam prematuramente doença arterial coronariana e acidente vascular encefálico”.

Os dados também indicaram uma grande ocorrência de sobrepeso e obesidade de 12,6% nos participantes da pesquisa, sendo que 8,7% dos entrevistados apresentaram circunferência da cintura acima do recomendado e 35,7% eram fisicamente inativos. Segundo os pesquisadores, os participantes com excesso de peso mostraram ter cerca de três vezes mais chances de apresentarem pré ou hipertensão arterial.

O índice elevado de crianças e adolescentes acima do peso, de acordo com os estudiosos, pode ser explicado pelas modificações nutricionais no estilo de vida da população brasileira nos últimos anos. Essas mudanças favoreceriam o aumento do consumo de alimentos industrializados, a alimentação fora de casa e a substituição das refeições tradicionais pelos lanches, o que acarretaria no elevado consumo excessivo de sal, produtos gordurosos, açúcares simples, doces e bebidas açucaradas, além da diminuição do consumo de frutas, verduras e cereais integrais.

“Embora as evidências indiquem que a adoção de estilo de vida saudável constitua base fundamental para a prevenção e o tratamento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, o desafio atual se constitui na execução de estratégias eficazes, duradouras e viáveis no campo da saúde pública que conduzam a adoção desse estilo de vida em crianças e adolescentes”, destacam os pesquisadores. “É possível que o espaço escolar seja o ambiente favorecedor de ações de promoção de estilo de vida saudável, como alimentação adequada e atividade física, evitando que milhares de jovens desenvolvam prematuramente, em especial, doença arterial coronariana e vascular encefálica”.

Fonte: Agência Fiocruz

Saúde

Hospital de Câncer ganha nova UTI e amplia atendimento de alta complexidade

Ampliação foi viabilizada por investimentos do Governo do Estado e da iniciativa privada

04/08/2026 18h15

Leitos de UTI

Leitos de UTI Reprodução/Assessoria de Comunicação

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A rede de atendimento oncológico de Mato Grosso do Sul ganhará um reforço de 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A ampliação da estrutura do Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), referência no tratamento da doença no Estado, aumenta a capacidade de atendimento de pacientes em estado grave e fortalece a assistência de alta complexidade oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A nova unidade será inaugurada na próxima quinta-feira (7).

O novo Centro de Terapia Intensiva (CTI), instalado no segundo andar da unidade hospitalar, foi viabilizado por uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), e a iniciativa privada. Cerca de 70% dos recursos destinados à implantação do pavimento foram investidos pelo Estado, enquanto a etapa final da obra recebeu aporte de R$ 1,25 milhão de uma cooperativa de crédito, por meio de seu fundo social.

Com a conclusão dos investimentos, o hospital passa a contar com uma estrutura equipada para atender pacientes oncológicos em estado crítico. A unidade dispõe de 20 leitos de terapia intensiva, áreas de isolamento, equipamentos de alta complexidade e infraestrutura voltada à assistência especializada.

Segundo a presidente do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, Sueli Lopes Telles, a ampliação representa um avanço na qualidade da assistência prestada aos pacientes. "A entrega da nova ala reafirma o compromisso permanente com a inovação, a humanização e a excelência no atendimento, oferecendo um SUS com qualidade comparável à da rede privada e proporcionando um tratamento mais digno aos pacientes com câncer de Mato Grosso do Sul", afirmou.

Parceria

A implantação da nova ala foi resultado da atuação conjunta entre o poder público e o Sicredi. De acordo com o hospital, a maior parte dos investimentos foi realizada pelo Governo do Estado, responsável por aproximadamente 70% dos recursos empregados na obra.

A etapa final foi concluída após a doação de R$ 1,25 milhão feita pela cooperativa de crédito, por meio de seu Fundo Social, programa que destina parte dos resultados das cooperativas ao financiamento de projetos de interesse coletivo. Em reconhecimento à parceria, o espaço recebeu o nome de Ala Cooperação.

A inauguração oficial do novo Centro de Terapia Intensiva está marcada para as 10h da próxima quinta-feira (7), no Hospital de Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande.

A cerimônia deve reunir representantes do Governo do Estado, dirigentes do hospital, integrantes da cooperativa de crédito, profissionais da saúde e demais convidados.

Infraestrutura

Prefeitura vai gastar R$ 25,7 milhões em massa asfáltica para tapa-buracos em Campo Grande

Contrato com vigência de 12 meses prevê a compra de 47,8 mil toneladas de CBUQ por dispensa de licitação e poderá recuperar cerca de 664,5 mil metros quadrados de pavimento em Campo Grande.

04/08/2026 18h02

Equipe realiza operação tapa-buracos em uma das principais vias de Campo Grande durante serviço de recuperação do pavimento. A Prefeitura reforçou os trabalhos após ampliar, em caráter emergencial, os contratos de manutenção asfáltica.

Equipe realiza operação tapa-buracos em uma das principais vias de Campo Grande durante serviço de recuperação do pavimento. A Prefeitura reforçou os trabalhos após ampliar, em caráter emergencial, os contratos de manutenção asfáltica. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande vai investir R$ 25.747.496,40 na compra de 47.857,80 toneladas de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), material utilizado na recuperação do asfalto, para reforçar a Operação Tapa-Buracos e outras ações de manutenção da malha viária.

A contratação, realizada por dispensa de licitação, terá vigência de 12 meses e foi oficializada em publicação no Diário Oficial do Município (Diogrande) desta segunda-feira (3).

Conforme o termo de adjudicação e homologação publicado no Diogrande, a contratação direta foi realizada em favor do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central), responsável pelo fornecimento da massa asfáltica.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), o material abastecerá as empresas credenciadas para executar a Operação Tapa-Buracos e também será utilizado por uma nova frente própria da Secretaria, garantindo o fornecimento contínuo do insumo para a restauração e manutenção das vias urbanas.

A contratação também ocorre em meio à reestruturação da Operação Tapa-Buracos promovida pela Prefeitura. Após a paralisação dos serviços executados pela Construtora Rial, investigada na Operação Buraco Sem Fim, a Sisep autorizou, em caráter emergencial, a ampliação da atuação da RR Barros Serviços e Construções Ltda.

Com a medida, a empresa passou a atender também as regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Segredo e Imbirussu, enquanto o município conclui um novo processo licitatório e o credenciamento de empresas por meio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central-MS).

Procurada pelo Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informou que a contratação foi realizada com fundamento no artigo 75, inciso XI, da Lei Federal nº 14.133/2021, dispositivo que prevê a dispensa de licitação nas hipóteses estabelecidas pela legislação.

Segundo a pasta, todo o procedimento observou os requisitos legais previstos na nova Lei de Licitações.

O contrato prevê o fornecimento do material ao longo de um ano, período em que o CBUQ será empregado conforme o cronograma operacional da Sisep.

A definição das regiões e bairros atendidos seguirá critérios técnicos, como o estado de conservação das vias, o volume de tráfego e as demandas identificadas pelas equipes responsáveis pelo monitoramento da malha viária.

Embora o material tenha como destinação inicial a Operação Tapa-buracos, a Secretaria informou que o contrato também permitirá sua utilização em outras frentes de recuperação do pavimento, conforme as necessidades operacionais da pasta.

Pelas estimativas técnicas da Sisep, o volume contratado permitirá recuperar aproximadamente 664,5 mil metros quadrados de pavimento, considerando a aplicação do CBUQ com espessura média de três centímetros. A extensão em quilômetros, no entanto, dependerá da largura das vias e das características de cada intervenção executada.

Com o novo contrato, a Prefeitura pretende evitar a interrupção do abastecimento de CBUQ, considerado essencial para a manutenção da malha viária, especialmente durante períodos de maior desgaste provocado pelas chuvas e pelo intenso fluxo de veículos.

A conservação das ruas figura entre as principais demandas da população de Campo Grande. Buracos em vias de grande circulação frequentemente motivam reclamações de motoristas, comerciantes e moradores, além de aumentar os custos com manutenção de veículos e os riscos de acidentes.

Com o novo investimento, a administração municipal pretende ampliar o ritmo das ações de recuperação do pavimento ao longo dos próximos 12 meses.

O investimento ocorre em meio às constantes reclamações da população sobre as condições da malha viária de Campo Grande. Buracos em vias de grande circulação têm provocado transtornos a motoristas, motociclistas e comerciantes, além de aumentar os custos com manutenção de veículos e os riscos de acidentes.

Com a contratação de R$ 25,7 milhões para aquisição de massa asfáltica, a expectativa é que o reforço no fornecimento do insumo permita ampliar o ritmo dos reparos e reduza um problema que há anos figura entre as principais demandas dos campo-grandenses

Operação reforçada

A contratação ocorre em meio à ampliação da Operação Tapa-Buracos promovida pela Prefeitura nas últimas semanas. Segundo a Sisep, o reforço das equipes aumentou a capacidade de atendimento da operação, e a expectativa é ampliar ainda mais o número de frentes de trabalho ao longo de agosto.

Com o fornecimento garantido de CBUQ, a administração municipal pretende assegurar o abastecimento de material necessário para dar continuidade aos serviços de recuperação da malha viária em diferentes regiões de Campo Grande.

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