Quarta, 22 de Novembro de 2017

Caso Mayana Duarte

Estudante nega racha, mas admite ter bebido

1 JUL 2010Por 06h:32
NADYENKA CASTRO

Apontado como responsável pelo acidente ocorrido na madrugada do dia 14 de junho, em Campo Grande, que resultou na morte da jovem Mayana Duarte, 23 anos, o estudante Anderson de Souza Moreno, 19 anos, negou à Polícia Civil que estivesse participando de um racha e que tivesse passado no sinal vermelho. Ele prestou depoimento ontem pela manhã à polícia. Para a imprensa, disse apenas que a ocorrência “foi uma fatalidade”. O rapaz ainda não foi indiciado.

Anderson chegou à 1ª Delegacia de Polícia Civil acompanhado do pai, Rosaldo Moreno, policial militar aposentado, e do advogado Coaraci Nogueira de Castilho. Pai e filho foram ouvidos pelo delegado Márcio Rogério Custódio por quase duas horas.

De acordo com o advogado, Anderson contou à polícia que cerca de quatro horas antes do acidente havia ingerido duas latinhas de cerveja; que seguia pela Avenida Afonso Pena, no sentido shopping/bairro, conduzindo o Vectra à velocidade média de 40km/h e que no cruzamento com a Rua José Antônio colidiu-se com o Celta, dirigido por Mayana, porque a jovem avançou o sinal. “As imagens das câmeras do prédio vão mostrar isso”, afirmou Coaraci Castilho.

Conforme o delegado, Anderson declarou que após beber as duas latas de cerveja, por volta das 23 horas, no bar onde estava com amigos, passou a tomar água com gás até sair do local, por volta das 2h30min. Durante depoimento, ele afirmou já ter se envolvido em acidente com morte quando era menor de idade. 

A versão do estudante coincide com a apresentada pelo amigo dele, William Jhonny de Souza Ferreira, 25 anos, que foi apontado como participante da disputa. No entanto, três testemunhas confirmaram à polícia sobre o racha e disseram que o carro de Anderson cruzou o sinal vermelho.
Com o impacto dos veículos, Mayana ficou gravemente ferida e Anderson teve lesões leves. Ela ficou 10 dias em coma e morreu na Clínica Campo Grande.

Indiciamento
A polícia aguarda a conclusão dos depoimentos e também a análise das imagens captadas por câmeras de um prédio residencial, para definir se o estudante será indiciado por homicídio doloso (com intenção de matar) ou culposo (sem intenção de matar). Ontem, o Ministério Público Estadual designou dois promotores para acompanhar o caso. 

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