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Estratégia de Defesa Nacional desenvolve indústria bélica no País

Estratégia de Defesa Nacional desenvolve indústria bélica no País

TERRA

07/12/2011 - 20h00
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A nova Estratégia de Defesa Nacional do governo para modernização e aparelhamento das Forças Armadas, pelas demandas surgidas com o pré-sal e pela necessidade de patrulhamento de fronteiras, tem desenvolvido a indústria bélica no Brasil. Para isso, as Forças Armadas já trabalham em conjunto com empresas privadas como a AEL Sistemas S.A que atua em programas como o da estação de armas UT30BR, que vai equipar o novo blindado Guarani do Exército, além de projetos de modernização de pelo menos 54 aeronaves brasileiras.

A empresa tem prosperado no setor de aero-eletrônica, dobrou o faturamento nos últimos dois anos (US$ 40 milhões e 2010) e prevê um crescimento de 30% ao ano. Para atender essa demanda, investe investirá R$ 20 milhões na sua sede, em Porto Alegre (RS), para quadruplicar o tamanho da instalação. "O acesso ao atendimento das necessidades de defesa do Brasil, a gente espera que seja aumentado em função, também, da nova Estratégia

Nacional de Defesa" diz o vice-presidente de operações da AEL, Vitor Neves.
Para se ter uma ideia do investimento que o governo brasileiro tem feito e ainda fará nos próximos anos, só o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) dispõem de US$ 6 bilhões para serem aplicados em 20 anos.

Empresas como a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab, que disputam a venda de caças para o governo brasileiro no programa F-X2, também estão nos planos de parceria da AEL. Neste ano, a empresa fundou com a Embraer a Harpia Sistemas, S/A., que é voltada para o desenvolvimento e fabricação de veículos aéreos não tripulados, os Vants. Segundo Neves, a abertura do capital com a Embraer foi motivada pelas oportunidades que a nova Estratégia de Defesa apresenta.

"No final do ano passado assinamos com o Exército para o fornecimento de 216 torretas (plataforma de armas) não tripuladas pra o veículo blindado Guarani. No início deste ano, assinamos contrato com a Helibrás, para fornecer a aviônica (eletrônica de aeronaves) dos helicópteros Esquilo, que ela estava modernizando para o Exército", diz o vice-presidente.

Segundo ele, entre os projetos para modernização de equipamento das forças armadas, está a o fornecimento de sistemas para aeronave de transporte KC-390 e também trabalha com a Helibrás para o fornecimento da aviônica do helicóptero EC725,"que é uma aeronave que vai equipar as três forças, 16 unidades para cada, Aeronáutica, Exército e Marinha".

A empresa trabalha ainda no programa de desenvolvimento da aviônica de 54 aeronaves Bandeirante, C95 e P95 (versão patrulha). "O primeiro avião deve ser entregue à Aeronáutica nesta quinta-feira, com certificação do Centro Técnico Espacial (CTA) em nível de IOC (uma espécie de aprovação inicial de segurança e necessidade do software operacional do avião, mas que ainda precisam de refinamento)".

A AEL faz parte do grupo israelense Elbit Systems e atua desde o início da década de 80 no Brasil. No entanto, a empresa procura se "nacionalizar" o máximo possível. Entre seus 80 engenheiros, ao menos metade trabalhou em projetos desenvolvidos em Israel.
 

Saúde

Em MS, 137 pessoas tiveram reação à vacina da dengue

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, nenhum caso foi grave e todos foram considerados reflexos normais da aplicação do imunizante pelo Instituto Butantan

11/06/2026 08h00

Butantan promete 74,7% de eficácia geral, 91,6% contra dengue grave e 100% contra internações

Butantan promete 74,7% de eficácia geral, 91,6% contra dengue grave e 100% contra internações Divulgação/Butantan

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A aplicação da vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, está suspensa pelo Ministério da Saúde em razão de uma investigação que apura a relação entre sintomas graves apresentados por pessoas que a tomaram.

Em Mato Grosso do Sul, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 137 pessoas tiveram reações ao imunizante.

Essas pessoas, no entanto, não apresentaram reações graves e, de acordo com a SES, “todas as ocorrências foram classificadas como não graves, com sinais e sintomas já descritos em bula e compatíveis com os eventos esperados após a imunização”.

“As notificações são acompanhadas pelas equipes de vigilância em saúde, conforme os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Parte dos casos já teve a investigação concluída, enquanto os demais seguem em análise”, confirmou a nota.

Ao todo, foram aplicadas 7.333 doses das 15.200 doses do imunizante recebidas pelo Estado. Desse total, a SES informou que ainda existem 408 doses na Rede de Frio Estadual. O imunizante está armazenado “de acordo com as normas de conservação e segurança vigentes”. 

“A Secretaria reforça que o monitoramento dos eventos adversos é uma prática rotineira dos programas de imunização e integra as ações permanentes de vigilância para garantir a segurança e a qualidade das vacinas ofertadas à população”, completou a Pasta.

Em Campo Grande, de acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo, 56 pessoas buscaram os postos de saúde por conta das reações à vacina da dengue.

Assim como informou a SES, a Sesau confirmou que apenas foram registrados casos considerados compatíveis com as reações já previstas da vacina, e que nenhum foi considerado grave. 

Segundo Veruska, essas notificações foram feitas por pessoas que procuraram unidades de saúde com sintomas comuns a qualquer vacina, como dor no braço e vermelhidão no local da aplicação, e todos são considerados não grave.

Foram aplicadas 1.033 doses na Capital, todas em profissionais de saúde. A superintendente afirmou que ainda há vacina em estoque, mas elas seguem armazenadas e não estão sendo mais aplicadas, até nova ordem do Ministério da Saúde.

“É comum haver reações leves, como as que foram registradas aqui, nós tivemos reação da Qdenga também. Já essas 42 [doses] em investigação não são habituais. Suspender uma vacina não é comum, é muito raro acontecer, mas é um número muito pequeno em relação as doses aplicadas”, explicou.

Veruska ainda pede que as pessoas não tenham medo de se imunizar por conta desses casos.

“Essa foi uma medida [suspensão da vacina] adotada por precaução, então pedimos para as pessoas não criarem insegurança para tomar as vacinas, temos imunizantes que são aplicados a anos e nunca houve nenhum problema. Pedimos que as pessoas se orientem pelos órgãos oficiais e pelos veículos de imprensa sobre o assunto. Temos que ter muito cuidado com isso, pelo risco de retornar doenças que já estavam erradicadas”, declarou Veruska ao Correio do Estado

MINISTÉRIO DA SAÚDE

A decisão de suspender a aplicação das doses da vacina do Butantan é preventiva, até que investigações mais aprofundadas entendam se os efeitos foram ou não causados pelo produto.

Desde janeiro, quando a vacina começou a ser usada no Sistema Único de Saúde (SUS), cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas, a grande maioria profissionais de saúde da atenção básica. 

Desses que receberam o imunizante, 42 pessoas apresentaram reações severas e 2 pessoas morreram, o que acendeu de vez o alerta das autoridades de saúde.

Nos dois óbitos, as vítimas tiveram sintomas compatíveis com um quadro de dengue grave. Por isso, o único alerta dado pelo ministério aos que tomaram a dose é ficar atento a sintomas incomuns nos 21 dias seguintes à aplicação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não é possível concluir que os eventos adversos foram causados pela vacina, mas representam um sinal de alerta e serão investigados por um comitê de especialistas.

“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas; fazer uma espécie de estudo de caso, controle”, disse em coletiva de imprensa.

Vale lembrar que a suspensão vale apenas para a vacina produzida pelo Butantan e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e também aplicado no SUS. 

“O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan”, destacou Padilha ao enfatizar a importância da vacinação para a redução e eliminação de doenças no País.

* Saiba 

Em entrevista à GloboNews, o diretor do Butantan, Esper Kallás, afirmou que quem tomou a vacina há mais de 21 dias e não teve reações graves pode ficar despreocupado e “só usufruir do benefício da proteção”, porque, segundo ele, não terá problemas.

Caso Epstein

Bill Gates diz que Epstein tentou chantageá-lo com dados sobre sua infidelidade no casamento

As revelações sobre as interações de Gates com Epstein começaram a vir à tona pouco depois da prisão do financista pelas autoridades federais em 2019

10/06/2026 23h00

Alex Brandon/AP

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O bilionário Bill Gates, cofundador da Microsoft e filantropo, declarou a uma comissão do Congresso nesta quarta-feira, 10, que o criminoso sexual Jeffrey Epstein explorou informações sobre seus casos extraconjugais "para me pressionar a retomar o contato com ele" depois que Gates já havia começado a romper a relação.

Gates fez esse comentário em sua declaração inicial perante o Comitê de Supervisão da Câmara, que o questionou sobre suas relações com Epstein em uma audiência fechada. O comitê tem investigado a atuação do Departamento de Justiça nas investigações sobre o financista e seus associados.

Um representante de Bill Gates divulgou uma cópia de sua declaração antes da audiência, que tinha previsão de duração de quatro horas. No depoimento, Gates reiterou comentários anteriores de que lamentava ter tido contato com Epstein, mas que nunca o viu se envolver em qualquer "conduta criminosa". Ele também afirmou que "nunca vitimou ninguém".

As revelações sobre as interações de Gates com Epstein começaram a vir à tona pouco depois da prisão do financista pelas autoridades federais em 2019, sob acusações de tráfico sexual. Essas revelações mancharam a reputação de Gates, contribuíram para o declínio de seu casamento e levaram sua fundação beneficente a autorizar, este ano, uma investigação externa sobre seus laços com Epstein.

"No meu trabalho, a reputação é a base para desenvolver parcerias que salvam vidas. O encontro com Epstein foi um grave erro de julgamento e colocou esse trabalho em risco", disse Gates em sua declaração. "Seu comportamento foi antitético a todos os meus esforços para contribuir para um mundo onde todos tenham a chance de viver uma vida saudável e produtiva."

Como se deu o relacionamento

Os negócios entre eles começaram em 2011, cerca de três anos depois de o financista ter se declarado culpado na Flórida por aliciar uma menor para prostituição. A declaração de culpa ocorreu após um controverso acordo de não persecução penal com os procuradores federais, que interrompeu uma investigação sobre alegações de que Epstein havia abusado sexualmente de dezenas de adolescentes regularmente - algumas com apenas 14 anos de idade.

Quando foi apresentado a Epstein em 2011, Gates disse que deveria ter pesquisado mais sobre o homem com quem ia se encontrar.

"Lembro-me de ter conhecimento de que Epstein havia enfrentado problemas legais anteriores, mas não compreendia totalmente a extensão dos crimes que ele cometeu”, disse ele. “Aceitei a apresentação sem a devida análise."

Até 2014, Gates teve vários encontros com Epstein, principalmente para discutir a possibilidade de criar um fundo de doação com aconselhamento - um tipo de fundo filantrópico com vantagens fiscais. Epstein também conversou sobre o fundo com banqueiros do JPMorgan Chase e esperava receber uma remuneração pelo seu trabalho. Mas o fundo nunca se concretizou e, no final de 2014, as conversas sobre o assunto praticamente cessaram.

Gates disse que, depois de ter parado de negociar com Epstein, descobriu que o financista em desgraça estava tentando usar seus problemas conjugais para obter vantagem sobre ele.

O agressor sexual tinha um padrão de tentar coletar informações pessoais sobre algumas das pessoas com quem lidava, a fim de se colocar em uma posição em que pudesse fazê-las perceber que sabia coisas sobre elas.

"Como o público agora pode ver, com base no que foi divulgado nos arquivos, Epstein estava trabalhando para usar informações sobre minhas infidelidades", disse Gates em sua declaração.

O comitê da Câmara já entrevistou diversas pessoas próximas a Epstein, incluindo o ex-presidente Bill Clinton e o magnata do varejo Leslie Wexner. O comitê também agendou entrevistas com James Staley, executivo de Wall Street que durante anos foi o principal defensor de Epstein no JPMorgan, e com Leon Black, o bilionário do setor de private equity que pagou a Epstein US$ 170 milhões por serviços de consultoria tributária e patrimonial.

A convocação ocorreu após a divulgação de documentos pelo Departamento de Justiça americano no âmbito das investigações sobre Epstein. Os arquivos reúnem registros de encontros, trocas de mensagens e fotografias envolvendo empresários, políticos e outras personalidades que mantiveram contato com o financista ao longo dos anos.

Parlamentares democratas também defendem que o presidente Donald Trump seja ouvido, citando sua antiga relação com Epstein. Republicanos, por sua vez, afirmam não ter encontrado evidências de irregularidades envolvendo o atual presidente.

Epstein foi indiciado pelo governo federal americano em 2019 por acusações de tráfico sexual de menores e conspiração para exploração sexual. Os promotores afirmaram que ele manteve, entre 2002 e 2005, uma rede de adolescentes, algumas com apenas 14 anos, para fins de abuso sexual. O financista morreu na prisão em Nova York enquanto aguardava julgamento.

*Com informações de agências internacionais.
 

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