Terça, 21 de Novembro de 2017

Estelionatário toma R$ 100 mil em golpes

28 MAI 2010Por 06h:33
Vânya Santos

Neuton Vieira dos Santos, 47 anos, foi preso em flagrante, na tarde de quarta-feira,  no Jardim Mainara, em Campo Grande, pela equipe da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco). Ele foi acusado dos crimes de uso de documento falso, falsificação de documento público e estelionato. A suspeita é de que tenha dado prejuízo de pelo menos R$ 100 mil a comerciantes da Capital.

De acordo com informações da polícia, Neuton utilizou documentos roubados para registrar uma empresa na Junta Comercial de Mato Grosso do Sul. Ele se apresentava a comerciantes de Campo Grande como proprietário da empresa Manancial Comércio e Representações Ltda., que operou por um tempo no segmento de produtos alimentícios, até adquirir crédito junto a clientes, fornecedores, comércios e bancos.

Depois de conseguir créditos, Neuton teria passado a aplicar o “Golpe da Arara”, que consiste na compra de grandes quantidades de produtos, com longos prazos para pagamento, para revenda a terceiros por um preço menor que o de mercado. Tanto empresas fornecedoras quanto bancos foram lesados.
Durante investigação foi constatado que a Manancial funcionava no mesmo endereço de um cassino fechado por equipe da Deco no dia 29 de março deste ano, na Rua Raul Pires Barbosa, 435, Bairro Chácara Cachoeira. O contrato de locação do imóvel teria sido assinado pelo golpista, que usou o nome de uma das vítimas roubadas.

Neuton abriu conta bancária com os documentos roubados e distribuiu na praça aproximadamente 60 cheques sem fundo. Ele também teria utilizado documentos perdidos por um ajudante de pedreiro para abrir outra conta corrente, sacando o limite oferecido pela agência bancária.
O homem é acusado ainda de ter locado um veículo Gol, prata, numa empresa localizada na Avenida Joaquim Murtinho, e revendido o carro no Paraguai. O veículo foi recuperado pela vítima, que pagou R$ 10 mil a receptadores daquele Pais.

Conforme equipe do Deco, o acusado atuava em companhia de outros comparsas que já foram identificados e podem ser indiciados nos próximos dias. Neuton é reincidente na prática de estelionato e responde a processo em trâmite na Justiça Federal.

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