Domingo, 19 de Novembro de 2017

Estado vai colher 5 milhões de toneladas

8 FEV 2010Por CÍCERO FARIA, DOURADOS06h:23
soja superprecoce, na primeira quinzena de outubro, na região de Dourados, começa a colher as primeiras lavouras, que servirão de balizamento da produtividade para as variedades de ciclo precoce, médio e tardio. O clima nesta safra foi extremamente generoso com os produtores de soja do cent r o e s u l do Estado, com chuvas intensas em dezembro e j a n e i r o e , a g o r a , ocorre um período de veranico que já dura mais de dez dias, essencial para a formação dos grãos. Mas ainda tem ocorrido pancadas de chuvas localizadas na região, por causa do forte calor e das nuvens carregadas que se formam ao longo dos dias. O pico da colheita se dará em março. Os agricultores estão conseguindo encurtar essa etapa por causa do plantio do milho safrinha que, quanto mais cedo for para o solo, menos riscos corre com a seca e a geada. Mas os sojicultores colherão até meados de abril. Aqueles que plantaram parte das lavouras com variedades superprecoce estão fazendo a dessecação para acelerar o processo de desfolha das plantas e da colheita. Já na semana passada os primeiros grãos começaram a chegar aos armazéns em algumas propriedades em Dourados, onde foram plantados 140 mil hectares e há previsão de serem produzidas 420 mil toneladas nesta safra. Na m i - crorregião de Dou rados, na classificação do I B GE , s ão pouco mais de um milhão de hectares plantados, com destaque para Maracaju, maior produtor do Estado com 180 mil ha, Ponta Porã e Dourados. A expectativa de uma “safra cheia” é grande entre todos os agricultores da região. O clima bom deste ano está impulsionando as lavouras que deverão bater recorde de produtividade em relação às ultimas quatro safras, afetadas pela seca. Segundo o coordenador de Agricultura da Secretaria da Produção do Estado, Jerônimo Chaves a área de soja total no Estado é de 1 milhão e 700 mil hectares e a expectativa de produção é de 5 milhões de toneladas. A preocupação hoje é com a ferrugem asiática que tem atacado com mais intensidade em Dourados, com 45 ocorrências até a quinta-feira passada, mesmo com as pulverizações preventivas. É o município mais contaminado pelo fungo no sul do Estado. Em Mato Grosso do Sul eram 333 focos. Outros grandes produtores conseguiram controlar melhor a doença, como indicam os números do Consórcio Anti-Ferrugem, da Embrapa Soja, de Londrina(PR): Ponta Porã (10 casos), Caarapó(10), Maracaju (5), Amambai (18) e Laguna Carapã (4); Aral Moreira (7) e Itaporã (1). Também o percevejo é outra preocupação dos agricultores porque ataca nesta fase da cultura – a de formação de grãos. Mas o controle com inseticida é eficiente na maioria dos casos e os estragos, em geral, não são expressivos. Mas os produtores precisam ficar atentos a infestação para ser evitados danos maiores, como destacou o agrônomo Ângelo Ximenes. Preço ruim Ao lado de pragas e doenças, os preços da soja é que deixam os agricultores pensativos neste período. Neste período de pré-colheita para alguns, as cotações estão com tendência baixa em todos os mercados, por causa da grande produção mundial, começando pelos Estados Unidos que atingiram o recorde de 91 milhões de toneladas. Nos últimos dias, o preço da saca em Dourados variou de R$ 31 a R$ 34, dependendo da cotação do dólar e da demanda interna e de exportação. Mas os especialistas no mercado de commodities agrícolas estimam que o valor ficará entre R$ 28 e R$ 29, no pico da colheita.

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