Segunda, 20 de Novembro de 2017

Estado tem maior número de autuações por transporte ilegal de carvão

26 MAR 2010Por 06h:16
Desde segunda-feira (22) fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) participam da Operação Corcel Negro, que visa a coibir o transporte e a produção de carvão vegetal ilegal. Mato Grosso do Sul, até ontem, concentrava o maior número de autuações por conta de transporte ilegal. Das 25 contabilizadas no País, 12 foram emitidas no Estado. Além de Mato Grosso do Sul, a operação também está sendo desenvolvida no Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, escolhidos, segundo o Ibama, por serem os principais produtores e consumidores de carvão irregular. Em 2007, Mato Grosso do Sul liderou o ranking nacional da produção de carvão vegetal, tendo queimado 4,5 milhões de m³ do produto. Nos anos seguintes a produção caiu devido à desativação de siderúrgicas no Estado e diminuição da exportação. Segundo o chefe do departamento responsável pela fiscalização em Mato Grosso do Sul, Luiz Augusto Benatti, no Estado duas carvoarias já foram fechadas por estarem operando sem as devidas licenças ambientais. Também houve 12 autuações por conta de transporte irregular do carvão, todas registradas na região do Bolsão, onde, segundo Benatti, concentra-se o maior número de carvoarias e de onde o produto parte para abastecer outras localidades. A fiscalização está sendo intensificada nas regiões de fronteira com os estados de São Paulo e Minas Gerais, para onde é destinado o carvão produzido em Mato Grosso do Sul. “Sabemos que a exploração de carvoarias ilegais estimula o desmatamento e por isso estamos preocupados”, esclareceu Luiz Benatti. Nos 14 estados, o primeiro dia de operação resultou na fiscalização de 21 carvoarias e na emissão de 25 autos de infração, no valor total de R$ 1,48 milhão. Dos 52 caminhões inspecionados, 10 foram apreendidos. Desde ontem, fiscais do Ibama estão inspecionando siderúrgicas para verificar a procedência do carvão usado.

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