Quarta, 22 de Novembro de 2017

variados pratos

Esqueça o bafo e aproveite o sabor

1 SET 2010Por 08h:48
CRISTINA MEDEIROS

Ela é do tipo ame ou deixe-a. Muita gente não suporta o cheiro penetrante e o sabor inconfundível da cebola, principalmente quando ela está ali, crua, no prato. Se esse é o seu caso, tomara que depois de ler esta reportagem, deixe de lado a mania de separar pedacinho por pedacinho do vegetal do restante da comida e experimente sem cara feia a mais acebolada das receitas. Embora haja maneiras agradáveis de degustá-la, ainda assim a pobrezinha é injustamente preterida. O fato é que a cebola tem muito poder. Ela é tiro e queda para combater micróbios, verrugas, prisão de ventre e até insônia. Cardiologistas e nutricionistas garantem seus efeitos terapêuticos e antiinflamatórios, por ser um alimento rico em flavonoide, um antioxidante que age contra os radicais livres, grandes responsáveis pelo envelhecimento precoce, e que diminui a oxidação das placas de gordura nas artérias, prevenindo doenças cardíacas.
Sabe-se que a cebola dificulta a ação das bactérias, inclusive as causadoras da cárie e dos distúrbios gástricos, além de atuar contra fungos que provocam micoses, amenizar os sintomas da asma, combater inflamações e diminuir os riscos de trombose e aterosclerose. Um dos últimos trabalhos reafirmando essas qualidades é assinado pelo Ministério da Agricultura do governo da Austrália. Porcos com dieta rica em gorduras tiveram seus índices de triglicérides reduzidos em 15% quando a cebola foi incluída no cardápio.
Mas mesmo que tudo isso convença, não há como esquecer o bafo que se instala logo após comê-la. E qual a solução?  Um dos segredos é cortá-la bem fininha e consumi-la com salsinha para eliminar o mau hálito. E o cheiro nas mãos? Basta esfregar as mãos em borra de café.
Há um outro truque: consiste em escaldar as cebolas em água fervendo e deixá-las nessa água por dois minutos. Em seguida, escorrê-las e descascá-las sob água fria.
O próximo passo, agora, é descobrir qual seria a melhor cebola para uma vida mais longa e saudável. Ora, são mais de 600 espécies! À primeira vista todas são parecidas do ponto de vista nutricional, reunindo numa só rodela cálcio, fósforo, magnésio, ferro, potássio, zinco, cobre, manganês, vitaminas do complexo B — principalmente B1 e B2 — e vitamina C.

Roxa
Das cerca de 50 variedades disponíveis no Brasil, só cinco têm essa tonalidade. Em alguns países as cebolas roxas são as preferidas. Mas quer saber? Do ponto de vista funcional, parecem conter menos substâncias benéficas do que as amarelas.

Amarelada
As de tonalidades claras e as mais escuras são menos ardidas e, por isso, comuns na cozinha doméstica. Já as brancas costumam ser industrializadas na forma de cebola desidratada ou em conserva.

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