Cidades

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Especialistas em ações afirmativas cobram apoio para alunos cotistas em universidades federais

Especialistas em ações afirmativas cobram apoio para alunos cotistas em universidades federais

agência brasil

24/11/2012 - 22h00
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Uma série de recomendações às ações afirmativas foram apresentadas por especialistas em um seminário de avaliação sobre os dez anos do sistema de cotas, na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). Ao final do encontro, na quinta-feira (22), foi divulgada uma carta com 12 pontos, sinalizando os desafios para a nova lei de cotas, como a permanência dos estudantes e a entrada de indígenas, que podem ficar subrepresentados. Em agosto deste ano, a presidenta Dilma Rousseff aprovou a Lei 12.711, determinando a reserva de 50% das vagas das instituições federais de ensino para estudantes de escolas públicas, com base na renda familiar e na cor/raça deles, em quatro anos. Reunidos na Uerj, primeira universidade do país a ter cotas raciais, os especialistas destacaram a necessidade de mais recursos do Ministério da Educação (MEC) para manter esses alunos não apenas com ações extras na área acadêmica, mas também com nas áreas social e cultural.

Outra preocupação é com a subrepresentação e as especificidades de alunos indígenas. “Considerando que a lei determina que as universidades devem seguir os percentuais de cada população do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na seleção e que em alguns estados o percentual de índios é de 0,4%, corremos o risco de não ter nem um índio por curso”, explicou a professora da Uerj Elielma Machado. O estudante Amaré Gonçalves, da União dos Estudantes Indígenas do Tocantins, que participou do seminário, lembrou que mais da metade dos índios deixam as universidades em menos de um ano por falta de apoio e de entendimento dos valores e práticas culturais. A carta também cobra o levantamento e a divulgação de dados sobre alunos cotistas e não cotistas. Nos últimos dez anos muitas informações foram retidas pelas reitorias, avaliaram os especialista.

“Isso permitiu que uma certa experimentação fosse feita sem que os erros fossem penalizados e sem que a imprensa polarizasse os dados”, explicou o coordenador do Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa da Uerj, João Feres. “Mas essa lógica agora se tornou impraticável”, completou, sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou as cotas constitucionais. O documento menciona ainda o combate o racismo institucional, principalmente em sala de aula. “Estou cansada de receber aluno que chega para mim e diz: até aqui eu consegui chegar, mas daquele cara eu não vou passar, não tem jeito, tudo o que eu faço ele [o professor] diz que está ruim, que não presta”, contou a professora Maria José de Jesus Alves Cordeiro, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

A universalização do ensino superior “como expressão da garantia do direito à educação” e ações afirmativas na escolha de bolsistas de mestrado e de doutorado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também estão na carta. Durante o evento, o assessor do MEC Thiago Thobias informou que a pasta estuda criar um comitê para acompanhar a nova lei de cotas e facilitar a troca de experiências entre as instituições. O foco são as políticas bem sucedidas de permanência. Thobias também adiantou que o MEC deverá transferir diretamente o dinheiro de bolsas para os cotistas, por meio de um cartão, como é feito com os alunos da pós-graduação.

trt24

Assédio moral e sexual gera cerca de três novas ações trabalhistas por dia em MS

No ano passado, Justiça do Trabalho recebeu 1.241 novos processos envolvendo os diferentes tipo de assédio no Estado

05/03/2026 17h00

Ações trabalhistas por assédio moral e sexual aumentaram em MS

Ações trabalhistas por assédio moral e sexual aumentaram em MS Andrey Popov / Organização Internacional do Trabalho (OIT)

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O número de ações envolvendo assédio moral e sexual aumentou em Mato Grosso do Sul no ano passado. Conforme o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT/MS), em 2025, foram recebidos 1.241 novos processos do tipo, o que dá, em média, três novos processos por dia.

Conforme o TRT/MS, o número de ações envolvendo assédio moral somaram 1.116 no ano passado, frente a 799 casos em 2024. 

Nos casos de assédio sexual, o crescimento foi de 66,7%, passando de 75 ações em 2024 para 125 processos em 2025.

O juiz Marco Antônio de Freitas, coordenador do Subcomitê de Prevenção e Enfrentamento da Violência, Assédio e Discriminação do Primeiro Grau, avalia que as posturas assediadoras no ambiente de trabalho não são um fenômeno recente..

“As práticas de assédio sempre existiram nas relações de trabalho e, em um cenário de crescente competitividade no mercado, podem até se intensificar. No entanto, o aumento no número de processos registrado em 2025 não deve ser interpretado apenas sob essa ótica. Ele também reflete um avanço importante: a maior conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos e sobre o que caracteriza o assédio”, destaca.

O magistrado ressalta ainda que o aumento de ações impetradas não necessariamente reflete o aumento de casos, mas sim no aumento formal de denúncias que antes não eram feitas.

“O crescimento dos registros pode indicar não apenas o aumento de situações que precisam ser apuradas, mas também maior procura dos trabalhadores pela reparação dos danos sofridos com esse tipo de prática”, explica.

Na análise do juiz, esse resultado é fruto de campanhas educativas, cursos e treinamentos promovidos pelas instituições e empregadores, que fortalecem a cultura de respeito e estimulam a utilização responsável dos canais formais de denúncia.

Em todo o País, a Justiça do Trabalho recebeu 142.828 novas ações de assédio moral e 12.813 de assédio sexual em 2025.

Assédio

A definição de assédio no âmbito do Poder Judiciário está prevista na Resolução CNJ nº 351/2020, posteriormente alterada pela Resolução CNJ nº 518/2023, que instituiu a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação.

Conforme a resolução, os assédios são configurados da seguinte forma:

  • Assédio Moral: violação da dignidade ou integridade psíquica ou física de uma pessoa por meio de conduta abusiva, independentemente de intencionalidade, manifestada pela degradação das relações socioprofissionais e do ambiente de trabalho. Pode se caracterizar por exigências de tarefas desnecessárias ou exorbitantes, discriminação, humilhação, constrangimento, isolamento, exclusão social ou situações suscetíveis de causar sofrimento ou psicológico.
  • Assédio moral organizacional: processo contínuo de condutas abusivas ou hostis, sustentado por estratégias organizacionais ou métodos gerenciais voltados a obter engajamento intensivo ou excluir trabalhadores, mediantes desrespeito a direitos fundamentais. 
  • Assédio sexual: conduta de conotação sexual praticada contra a vontade da pessoa, de forma verbal, não verbal ou física, por palavras, gestos ou contato, com o objetivo ou efeito de constranger, afetar a dignidade ou criar ambiente intimidativo, hostil, degradante ou humilhante. 
  • Discriminação: compreende toda distinção, exclusão, restrição ou preferência fundada na raça, etnia, cor, sexo, gênero, religião, deficiência, opinião política, ascendência nacional, origem social, idade, orientação sexual, identidade e expressão de gênero, ou qualquer outra que atente contra o reconhecimento ou exercício, em condições de igualdade, dos direitos e liberdades fundamentais nos
    campos econômico, social, cultural, laboral ou em qualquer campo da vida pública; abrange todas as formas de discriminação, inclusive a recusa de adaptação razoável.

O assédio sexual está tipificado no artigo 216-A do Código Penal. Outras situações podem se enquadrar em tipos penais distintos, como constrangimento ilegal, ameaça, perseguição, violência psicológica contra a mulher, racismo ou injúria racial, nos termos da Lei nº 7.716/1989. 

Nos casos de discriminação contra pessoa com deficiência, aplica-se o artigo 88 da Lei Brasileira de Inclusão. 

Previsão

Fim de semana chega a 40°C, mas frente fria derruba temperaturas na próxima semana

O calorão atinge todo o Estado com máximas entre 38ºC e 40ºC, mas chuvas chegam entre domingo e segunda-feira juntamente com uma nova massa de ar fria

05/03/2026 16h00

Massa de ar frio avança pelo País a partir deste domingo

Massa de ar frio avança pelo País a partir deste domingo FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O final de semana promete ser de temperaturas altas em todo o estado de Mato Grosso do Sul. De acordo com previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), nas regiões centro-norte, as máximas podem chegar a 40ºC neste sábado. 

Porém, o avanço de uma frente fria a partir da noite de domingo (8) deve derrubar gradativamente as temperaturas em todas as regiões.

Entre sexta-feira (06) e sábado (07), a previsão indica tempo firme em grande parte do Estado, com sol e variação de nebulosidade, devido à atuação de um sistema de alta pressão atmosférica. 

As altas temperaturas vêm acompanhadas de baixos valores de umidade relativa do ar, variando entre 15% e 35%, índices que requerem atenção quanto à hidratação e aos cuidados com a saúde. 

De forma isolada, podem acontecer pancadas de chuvas de forma rápida, principalmente na região norte, com ventos com velocidades superiores a 50 km/h. 

As máximas variam entre 35ºC e 40ºC em todas as regiões do Estado, e as mínimas chegam a 21ºC nas regiões do Bolsão, Norte e Leste. 

No domingo (8), as temperaturas seguem altas, podendo chegar a 37ºC especialmente na metade sul do Estado. Nas demais regiões, a previsão indica aumento de nebulosidade e possibilidade de ocorrência de chuvas. 

Entre a noite de domingo e ao longo da segunda-feira (9), as chuvas devem chegar em todo o Estado, acompanhadas de raios, rajadas de vento e possíveis queda de granizo. Essas condições estão atreladas ao avanço de uma frente fria pelo oceano, aliada à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica. 

As chuvas são consequência da onda de calor que atingiu o Estado nos últimos dias, aquecendo a atmosfera, combinada com a disponibilidade de umidade e passagem de cavados. 

Estão previstos grandes acumulados de chuva, podendo ultrapassar os 40 milímetros diários, especialmente entre a segunda-feira (9) e a terça-feira (10). 

Frente fria

Entre o final desta quinta-feira (5) e a sexta-feira (6), uma longa e intensa frente fria começa a avançar pelo País devido a formação de um novo ciclone no extremo sul do continente Americano. 

Os efeitos do fenômeno já começam a ser sentidos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina na sexta-feira, com pancadas de chuvas ao longo do sábado. No domingo, o ciclone deve impulsionar a frente fria em direção ao norte, levando as chuvas para o Paraná, Mato Grosso do Sul e grande parte da região Sudeste. 

As temperaturas começam a cair gradativamente nesses estados por causa de uma massa de ar frio no País, indicativo da chegada do outono, que já chega no dia 20 de março. 

Essa nova massa de ar frio começa a avançar pelo Brasil logo após a passagem das chuvas, derrubando de forma expressiva as temperaturas no centro-sul do País. Essa queda acentuada vem logo após uma onda de calor com máximas de 40ºC em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. 

Segundo o Clima Tempo, as temperaturas começam a cair em Mato Grosso do Sul já na próxima segunda feira, com máximas entre 28ºC e 29ºC, acompanhadas de temporal. 

O frio chega na quinta-feira que vem (12), quando a máxima em Campo Grande não deve ultrapassar os 23ºC, seguindo até o próximo fim de semana. 
 

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