Quinta, 23 de Novembro de 2017

Espaço contará história da ferrovia

30 MAR 2010Por OSCAR ROCHA20h:12

Até o próximo ano, Campo Grande poderá contar com novo espaço cultural. Trata-se de uma casa da memória, destinada a lembrar a trajetória da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB). Os trabalhos de implantação iniciaram em um dos espaços da antiga estação ferroviária. "Optamos por casa da memória e não um museu porque o perfil da casa da memória é mais versátil, podendo abrigar várias atividades, além da visitação", explica o presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Athayde Nery.

O espaço funcionará na entrada da antiga Estação Ferroviária. Os recursos para implantação serão provenientes do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas, que também serão utilizados em outros pontos da região da antiga ferroviária. A administração ficará por conta da Fundac.

O projeto prevê, além de um miniauditório para palestras, área destinada à exposição de instrumentos utilizados no trabalho de manutenção e funcionamento da ferrovia. Há intenção de reformar antigos vagões de trem, que seriam um chamariz constante.

Na avaliação de Athayde, um espaço como a casa da memória precisará ter atrativos permanentes ao público. "Recentemente, tive contato com um projeto de restauração em Belo Horizonte, possibilitando que um antigo espaço servisse para abrigar novas atividades. Não é somente reformar, deixá-lo revitalizado, é necessário que tenha uma função, as pessoas precisam ir até o local. Queremos isso em Campo Grande".

Outra intenção é a de aproveitar as pessoas que trabalharam na ferrovia, contando suas experiências. "O que temos aqui é a memória viva. Na Europa, por exemplo, a história é contada apenas pelas construções, por aqui ainda podemos ter a visão das pessoas que atuaram na área. Queremos o envolvimento das famílias dos ex-ferroviários", destaca o presidente da Fundac.

Outra possiblidade que está sendo estudada é a de fazer a ligação, por meio do trem, da Casa da Memória até o Centro de Belas Artes, a ser construído no Bairro Cabreúva, e onde, inicialmente, funcionaria a Rodoviária de Campo Grande. Seria uma forma de manter a lembrança do período em que o trem cortava parte da cidade.

Segundo Athayde, não há previsão de quando a casa da memória funcionará na totalidade, mas acredita que as etapas de implantação estarão finalizadas até o próximo ano, no término da atual administração municipal.

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