Cidades

OFTALMOLÓGICO E ODONTOLÓGICO

Escolas públicas receberão atendimento itinerante de graça

Escolas públicas receberão atendimento itinerante de graça

DA REDAÇÃO

10/02/2012 - 09h30
Continue lendo...

A partir do mês de abril deste ano, estudantes das escolas públicas de Campo Grande (MS) serão atendidas com atendimento itinerante oftalmológico e odontológico. O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian assinou convênio com o Ministério da Saúde que está implantando o benefício em 20 estados com o desenvolvimento do projeto Consultórios Itinerantes.

O objetivo é levar atendimento gratuito para os alunos e identificar precocemente problemas da visão e garantir a saúde bucal de crianças e adolescentes.

O programa é resultado da parceria com o Ministério da Educação, responsável pela compra e manutenção dos caminhões transformados em consultórios. Já o Ministério da Saúde entra com a manutenção dos consultórios e dos materiais que serão utilizados.

Gratuito

Uma das finalidades dos consultórios itinerantes oftalmológicos é oferecer gratuitamente aos estudantes do Programa Saúde na Escola (PSE), procedimentos de baixa complexidade em oftalmologia como consultas, medida de refração ocular, fornecimento de óculos, diagnóstico precoce de patologias relacionadas à retina ou ao estado dos vasos (exame de fundo de olho), retirada de corpo estranho, entre outros.

Os exames clínicos e os atendimentos serão realizados nos municípios atendidos pelo PSE, por profissionais da saúde, residentes ou estudantes, conforme definição dos Hospitais Universitários Federais, desde que observada a devida responsabilidade técnica.

Ao todo serão 37 veículos, cada um com dois consultórios, que atenderão os estudantes do PSE. Inicialmente as clínicas itinerantes oftalmológicos deverão atuar nos municípios onde se localizam os Hospitais Universitários, com posterior interiorização do atendimento. A intenção é atender a todos os municípios que aderiram ao PSE.

Além do atendimento oftalmológico, os estudantes também terão a sua disposição 34 veículos cada um com dois consultórios odontológicos. A unidade móvel é estruturada em veículo devidamente adaptado e equipado para o desenvolvimento de ações de atenção à saúde bucal.

Os consultórios são preparados para procedimentos simples, comorestaurações e extrações, limpeza e aplicação de flúor, além do trabalho educativo com orientação para a escovação.

Corrupção

Prefeitura contratou R$ 72 milhões a mais para Barões do Tapa-Buraco

Investigação aponta explosão de aditivos contratuais à Construtora Rial enquanto esquema de medições fictícias desviava recursos públicos de Campo Grande

14/05/2026 20h53

Cratera no Bairro Los Angeles, onde os Barões do Tapa-Buraco têm contrato para atuar

Cratera no Bairro Los Angeles, onde os Barões do Tapa-Buraco têm contrato para atuar Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostra que o esquema de corrupção que envolve a Construtora Rial, responsável pelo tapa-buraco em Campo Grande, teve seu auge, em termos de volume financeiro, no período compreendido entre 2022 e 2025.

Nesse espaço de três anos, a empresa passou de um volume de R$ 34,9 milhões para R$ 113,7 milhões, tendo sido agraciada com R$ 72,6 milhões em aditivos contratuais, nome que a lei dá para os reajustes nos contratos de prestação de serviço.

Os donos da Construtora Rial, os “Barões do Tapa-Buraco” de Campo Grande, Antônio Roberto Bittencourt Rocha Pedrosa, o “Peteca”, e o filho dele, Antônio Jacques Pedrosa Júnior, estão presos preventivamente por envolvimento no esquema de corrupção, assim como o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos da época, Rudi Fiorese, apontado pelo Ministério Público como um dos operadores do esquema de desvio de dinheiro público municipal por meio de medições fictícias, nas quais a empreiteira tampava buracos apenas nas planilhas para faturar alto com o peculato, enquanto as vias da cidade, ao mesmo tempo, continuavam esburacadas.
 

Fiorese, quando foi preso, era o diretor-presidente da Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul), responsável por executar orçamento bilionário de obras públicas do Estado de Mato Grosso do Sul. Ele foi exonerado no dia seguinte pelo governador Eduardo Riedel.

Apesar de as evidências do esquema de fraude na medição de serviços e desvio de dinheiro público terem começado na década passada, com um único contrato de R$ 6,1 milhões para manutenção de vias não pavimentadas que a Rial detinha ainda na gestão Marquinhos Trad (PV), o esquema disparou a partir de abril de 2022, quando Adriane Lopes (PP) já era prefeita, período em que a empresa entrou no serviço de manutenção de vias pavimentadas, que demanda valores mais altos, ao ganhar quatro licitações.

Foi nessa época que a empresa venceu a licitação em três dos sete lotes em que a cidade foi dividida: Anhanduizinho (a maior região da cidade), em um contrato de R$ 10,6 milhões; Imbirussu, em outro contrato de R$ 5,4 milhões; e Segredo, em contrato de R$ 4,2 milhões.
Além disso, a Rial ainda ganhou, no mesmo ano, licitação para remover ondulações transversais nas vias públicas, no valor de R$ 1,3 milhão.

Outro contrato da Rial que está na alça de mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul foi firmado em 2024, quando ela voltou a ser responsável por vias não pavimentadas nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu, Prosa e Segredo, tudo isso por R$ 7,4 milhões.

A evolução exponencial dos aditivos ocorreu nos contratos licitados em abril de 2022 e firmados no segundo semestre daquele mesmo ano. O da região do Anhanduizinho, de lá para cá, saltou de R$ 10,2 milhões para R$ 46 milhões; o da região do Imbirussu subiu de R$ 5,4 milhões para R$ 27,1 milhões; e o da região do Segredo pulou de R$ 4,2 milhões para R$ 21,3 milhões.

O “Arquiteto” 

De acordo com as provas colhidas, incluindo interceptações de mensagens, o engenheiro e supervisor da Sisep, Mehdi Talayeh, é apontado como o “arquiteto das fraudes”. Ele determinava arbitrariamente os valores que deveriam constar nas medições, independentemente do serviço realizado. Em diálogos com o executor das planilhas, Erik Antônio de Paula, Mehdi chegava a ordenar valores fechados, como “Rial, 530 total” ou “faz 520”, para que as notas fossem emitidas rapidamente.

Para justificar os valores inflacionados, os servidores inseriam “ruas fantasmas” nas planilhas de medição. Em um dos áudios interceptados, o servidor e integrante do esquema Erik de Paula confessa a dificuldade de alcançar as metas de desvio impostas: “eu ‘tô’ tendo que colocar bastante rua para chegar nesse valor”, diz.

Além disso, o esquema incluía a cobrança por serviços que, na prática, eram executados por equipes e maquinários da própria prefeitura.

Envolvimento da cúpula

A investigação aponta que o comando estratégico do grupo contava com a participação direta de Rudi Fiorese, ex-secretário da Sisep. Fiorese é acusado de validar as medições superfaturadas e solicitar urgência nos pagamentos para as empresas do grupo, chegando a orientar “jogadas fáceis” nas planilhas para manter os valores acordados.

O esquema operava, segundo o Ministério Público, em uma “promiscuidade absoluta entre o público e o privado”, garantindo que a empreiteira mantivesse o fluxo de recebimentos milionários enquanto entregava serviços classificados por outros técnicos da prefeitura como de “péssima qualidade” ou “serviço de porco”.

Além de Fiorese e dos dois donos da empreiteira, estão presos Mehdi Talayeh, Fernando Souza de Oliveira (servidor da Sisep) e Edivaldo Aquino Pereira, chefe do serviço de tapa-buraco.

Cidades

Lei que regulamenta telemedicina na Capital avança na Câmara

Proposta é de autoria dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro, ambos do PL

14/05/2026 18h13

Foto: Divulgação / Câmara

Continue Lendo...

A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei 11.603/25, que regulamenta a prática da telemedicina na Capital. A proposta é de autoria dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro, ambos do PL. 

Apesar de tratar da regulamentação do atendimento médico remoto, o texto abriu discussão por prever a possibilidade de parcerias entre a Prefeitura e entidades privadas para a gestão dos serviços.

O artigo 14 do projeto estabelece que o Poder Executivo poderá celebrar contratos, convênios e parcerias com Organizações Sociais (OS), Organizações da Sociedade Civil (OSC), entidades do terceiro setor e instituições públicas ou privadas para implantação, operacionalização e gestão dos serviços de telemedicina no município.

Na prática, críticos da proposta apontam que o dispositivo abre caminho para a terceirização da saúde pública em Campo Grande. Esta é a terceira tentativa de Rafael Tavares de aprovar medidas que permitem a participação da iniciativa privada na gestão de serviços de saúde da Capital.

O projeto foi apresentado em fevereiro deste ano e já passou pelas comissões permanentes da Câmara. Agora, o texto ainda precisa ser aprovado em segunda votação, prevista para a próxima semana.

Antes da aprovação em plenário, a Procuradoria-Geral do Município se manifestou contra a tramitação da proposta. Em parecer emitido em março, a procuradora Michelly de Oliveira Sarmento Daroz afirmou que a regulamentação da telemedicina é competência exclusiva da União.

“Ante todo o exposto, esta Procuradoria opina pela NÃO TRAMITAÇÃO do Projeto de Lei n. 11.603/2025, porquanto a regulamentação do exercício da telemedicina constitui matéria de iniciativa privativa da União, prevista no artigo 22, inciso XVI, da Constituição Federal”, diz trecho do parecer.

Em abril, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) entrou na polêmica da privatização das Unidades de Saúde de Campo Grande ao instaurar procedimento administrativo com o objetivo de avaliar a proposta do Município de terceirizar os Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. 

No dia 26 de março ocorreu uma reunião entre a promotora de justiça do Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes), Daniela Cristina Guiotti, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Jader Vasconcelos, para debaterem a proposta feita pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para mudança no modelo de gestão de algumas Unidades de Saúde da Capital.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).