Política

SAÚDE

Equipe médica veta presença de Alencar na posse de Dilma

Equipe médica veta presença de Alencar na posse de Dilma

FOLHA ONLINE

29/12/2010 - 12h17
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A equipe médica que cuida do vice-presidente da República, José Alencar, decidiu vetar a presença do político na posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, neste sábado (1º), em Brasília. A informação é de um dos médicos que integram o comando da equipe no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

"Ele continua muito animado para ir a Brasília. Mas eu decidi barrar. Ele só vai a Brasília se me amarrarem e tirarem ele daqui", disse ontem à Folha um dos médicos que cuidam de Alencar.

Embora tenha passado ontem por um procedimento cirúrgico que conseguiu localizar e fechar a microartéria que causava a hemorragia intermitente, Alencar ainda inspira cuidados.

Os médicos aguardarão as 72 horas seguintes ao procedimento para avaliar se a interrupção do sangramento foi bem sucedida e se não houve nenhuma complicação decorrente desse processo.

O vice-presidente deve ser comunicado hoje pela equipe médica que não poderá participar da posse de Dilma.

HISTÓRICO

Alencar está internado desde quarta-feira (22) no hospital, quando deu entrada no local com quadro grave de hemorragia digestiva.

No dia 27 de novembro, o vice foi operado para desobstruir o intestino. Após cinco horas de cirurgia, os médicos extraíram dois nódulos e 20 centímetros de seu intestino delgado.

Desde então, em idas e vindas no Sírio-Libanês, não chegou a passar mais de seis dias fora do hospital.

Sua 17ª cirurgia, no dia 22, durou três horas e não atingiu o objetivo: uma aderência na região do abdome impediu que os médicos alcançassem o tumor.

Alencar combate um câncer na região do abdome há mais de 15 anos, e já passou por 17 cirurgias.

Comemoração em Campo Grande

Apoiadores atribuem vitória de Lula à mobilização nas ruas

Centenas de pessoas foram à Rua 14 de Julho, na Capital, para comemorar a reeleição

25/10/2026 22h17

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho Gerson Oliveira

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Centenas de pessoas tomaram a Rua 14 de Julho, em Campo Grande, na noite deste domingo (25), para comemorar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República. Entre buzinaços, trânsito congestionado e manifestações de apoio, eleitores apontaram a mobilização popular, as conversas nas ruas e a articulação nas redes sociais como fatores que contribuíram para o resultado.

Para o ator Marcelo Lopes, de 32 anos, a vitória representa a força da escolha da maioria e a defesa de pautas sociais. “A mobilização, a escolha da maioria fez-se valer. As pessoas foram às ruas pensando no coletivo, nos direitos trabalhistas, nos direitos humanos, na segurança jurídica, na economia, em tudo que é melhor para esse país”, afirmou.

Marcelo também avaliou que a movimentação durante o segundo turno surpreendeu eleitores que consideravam a disputa definida após a primeira votação. Na avaliação dele, a mudança de cenário estimulou apoiadores a intensificarem a campanha nas ruas e nas redes sociais. “O segundo turno chacoalhou todo mundo, especialmente as pessoas que deixaram de votar. A tática de virar o voto valeu a pena. A galera se esforçou nas ruas, nas redes, deu certo”, disse o artista em entrevista ao Correoio do Estado. 

A estudante Maria Vitória, de 20 anos, também destacou a importância do contato direto entre eleitores. Para ela, a mobilização nas ruas ajudou a ampliar a visibilidade da campanha e permitiu que as pessoas conversassem sobre as propostas dos candidatos.

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho

“Eu acreditava, mas era difícil imaginar que realmente acontecesse. Ver o povo saindo às ruas fez acreditar que isso poderia acontecer”, relatou. “O que mais foi fundamental foi o povo sair na rua de novo, esse corpo a corpo que uniu de novo e até as pessoas conversarem entre si", completou. 

O autônomo Otávio Nunes, de 22 anos, atribuiu parte da mudança de cenário à circulação de informações nas redes sociais e à busca dos eleitores por dados sobre os candidatos. Para ele, a estratégia de estimular as pessoas a pesquisar e conferir informações ajudou a ampliar o apoio a Lula, especialmente entre quem não havia participado da votação no primeiro turno.

“O canal no WhatsApp fomentou muito mais os votos e as pessoas começaram de fato a pesquisar no Google.Vamos pesquisar, então vamos ver de verdade quais são os fatos, o que a mídia está falando”, concluiu o jovem. 

Crescimento dos votos eem Campo Grande e em MS

Os dados da apuração mostram que Lula ampliou sua votação entre os dois turnos, embora Flávio Bolsonaro (PL) tenha terminado à frente em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, Lula passou de 159.856 votos no primeiro turno para 199.121 no segundo, aumento de 39.265 votos. Flávio Bolsonaro também cresceu na Capital, de 289.672 para 312.867 votos, acréscimo de 23.195.

No Estado, Lula recebeu 628.973 votos no segundo turno, ante 516.855 no primeiro, crescimento de 112.118 votos. Flávio passou de 873.351 para 927.892 votos, somando mais 54.541.

Apesar do avanço da votação de Lula, Flávio venceu em Mato Grosso do Sul, com 59,60% dos votos válidos, enquanto o petista obteve 40,40%. No resultado nacional, Lula foi reeleito presidente da República.

Eleições 2026

Nunes Marques: Não houve nenhuma alteração advinda de decisão do STF

Presidente do TSE destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral"

25/10/2026 22h00

Ministro Kassio Nunes Marques

Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação / X

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, sustentou que a Corte adotou todas as providências necessárias para cumprir a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o encerramento da votação em segundo turno em todo o País neste domingo, 25. Ele também destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". Por decisão do ministro Cristiano Zanin, proferida às 17h01, o fechamento das urnas foi adiado de 17h para 19h.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral", afirmou.

Judicialização da política traz consequências para tempo de resposta

Em declaração na noite deste domingo, Nunes Marques, afirmou que as eleições brasileiras experimentaram "um grau elevado de judicialização". Segundo ele, foram submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral um total de 2.265 processos referentes às eleições de 2026, dentre esse número foram 827 representações e 446 direitos de resposta.

O presidente da Corte eleitoral deu uma declaração na sede do TSE, em Brasília, após a Corte confirmar a reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Nunes Marques não respondeu a perguntas de jornalistas, diferentemente do que ocorreu após a declaração dos resultados no primeiro turno, em 4 de outubro. Estavam presentes na mesa o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e os ministros André Mendonça e Dias Toffoli, além dos demais ministros do TSE, mas nenhum deles se manifestou.

"A hiperjudicialização da disputa política produz consequências inevitáveis para o tempo de resposta jurisdicional. Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada", criticou Nunes Marques.

"A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional. Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal", completou.

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