Quarta, 22 de Novembro de 2017

Enxurrada deixa rastro de destruição

8 FEV 2010Por 06h:45
Depois de oito dias de estiagem, chuva de 20 minutos com forte enxurrada voltou a causar estragos e prejuízos ontem à tarde em Campo Grande. O rápido temporal danificou ruas, alagou casas e interrompeu o abastecimento de energia elétrica em algumas regiões da cidade. Parte da Rua Rachid Neder, próximo à esquina com a Rua 14 de Julho, por exemplo, ficou danificada. Trechos do asfalto cederam por conta da força da água, que também arrastou entulhos e parte da calçada para cima da pista. Pelo menos dois veículos ficaram presos no meio da rua e precisaram de ajuda dos bombeiros para serem retirados. Rajadas de vento, que chegaram a 54 km/h, de acordo com o meteorologista Natálio Abraão Filho, também assustaram moradores e quem trabalhava na região. “Eu entrei em pânico e só agora que parei de chorar. Pensei que esse vidro fosse cair”, afirmou a auxiliar de serviços gerais Selma Sena Gomes, de 39 anos, que trabalhava em um estande de venda de imóveis, quando ocorreu o temporal. Em frente ao local, o muro de um imóvel foi derrubado pela ventania. O Corpo de Bombeiros enviou quatro viaturas para o local e militares usaram ferramentas para desobstruir a via e permitir o fluxo de veículos. Os bombeiros tiveram de orientar o trânsito até a chegada da Polícia Militar e da Defesa Civil. Na região, pelo menos outras três árvores caíram sobre carros e a rede de energia, causando interrupção no abastecimento. Alagamento Pelo menos quatro residências foram alagadas. Na Vila Olinda, que fica perto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, muita água, lama, pedaços de asfalto e de madeiras assustaram uma família. A família Fernandes mora em quatro pequenas casas que ficam em um terreno margeado pelas obras da Via Morena. A força da água foi tanta, que levou parte da terra usada na obra para as casas. A família teve que fazer um mutirão para limpeza. Na residência da empregada doméstica Fátima Fernandes, 39 anos, a água chegou a 30 centímetros e encharcou fogão, colchões e roupas. Assim como na casa de Fátima, a da irmã dela, Aparecida, 49 anos, também ficou cheia de barro. O quintal do terreno virou um rio de lama. Esta é a segunda vez que as residências são alagadas. Na primeira, em novembro, as duas irmãs perderam os guarda-roupas.

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