Quinta, 23 de Novembro de 2017

Enxurrada castiga conjunto pela 15ª vez

10 FEV 2010Por SILVIA TADA00h:00
“É a 15ª vez que acontece isso”. A frase foi dita pelo comerciante Paulo Roberto dos Santos, de 53 anos, enquanto puxava, com uma enxada, a terra acumulada em seu bar, localizado na rua principal do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, a Avenida Orlando Darós. É na porta de seu estabelecimento que areia e pedras trazidas pela enxurrada dos bairros Panorama e Vivendas do Parque se acumulam. Com a chuva da noite de segunda-feira, que somou 30 milímetros, com ventos de 51 quilômetros por hora, a situação se repetiu e também causou destruição em diversas ruas dos bairros da região da saída para Três Lagoas, deixando algumas intransitáveis. “De 2008 pra cá, sempre que chove acontece isso, principalmente depois da construção do Residencial Oiti, que acabou desviando a água de chuva que desce do Jardim Noroeste para o Maria Aparecida Pedrossian. E vem toda a sujeira em direção ao bar”, lamentou Paulo. Parte da sujeira fazia parte das ruas do Jardim Panorama, como a Londrina e a Tibagi. Com a enxurrada, o cascalho foi levado pelas águas e valas foram abertas, dificultando o tráfego de veículos. Os estragos nas duas vias são constantemente alvos de matérias do Correio do Estado. Ontem pela manhã, várias ruas asfaltadas estavam sujas com pedras e areia. Barreira Na Rua João Francisco Damasceno esquina com a Rua Alzira Brandão, na divisa do Bairro Maria Aparecida Pedrossian com o Residencial Oiti, o trânsito está impedido. No entanto, a barreira é proposital, feita com areia, pedras e galhos para impedir a água de entrar pelo bairro e invadir residências. “Não sei se foram os moradores ou se foi a prefeitura, mas sei que essa barreira está aí há uns 40 dias. Isso impede a passagem de veículos, mas realmente a água que desce vem muito forte”, afirmaram Carlos de Aquino e Kely Monteiro, que moram no Oiti. A situação mais crítica está na Rua Porto Velho, no Panorama. Valas com cerca de dois metros de profundidade se agravaram após a chuva e tomaram conta de boa parte da via. “Ficou bem pior depois da chuva. Tem vizinho que nem consegue sair de casa com o carro, por causa dos buracos. Minha filha nem dorme quando chove, com medo de a água entrar na casa”, contou a faxineira Lucia Macedo, de 61 anos, que estava na casa das filhas Maria do Carmo e Maria Aparecida, cuidando dos quatro netos. Na continuação da Rua Porto Velho, a Rua Prudentópolis é outra que está tomada por buracos e uma cratera, ao lado da pista. Previsão Segundo o meteorologista da Uniderp/Anhanguera, Natálio Abraão, a chuva de domingo e segunda-feira somou 66 milímetros. Para hoje, a previsão é de que o tempo continue instável, com possibilidade de chuva, principalmente no fim da tarde e à noite.

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