Cidades

EDUCAÇÃO

Enem começa hoje para 151 mil candidatos em Mato Grosso do Sul

Enem começa hoje para 151 mil candidatos em Mato Grosso do Sul

DA REDAÇÃO

26/10/2013 - 00h00
Continue lendo...

Os 151.551 candidatos inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontecem hoje, podem concorrer em Mato Grosso do Sul às cerca de 7,8 mil vagas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) que devem ser abertas nas instituições de Ensino Superior do Estado para 2014. Até o momento, apenas a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual (UEMS) confirmaram a quantidade de vagas, sendo 961 e 2,3 mil respectivamente. A reportagem está na edição deste sábado (26) do jornal Correio do Estado, já nas bancas.

As outras duas instituições devem confirmar até 22 de novembro, quando vence o prazo de adesão ao Sisu junto ao Ministério da Educação (MEC). No entanto, a UFMS, para o Sisu de verão 2013, com ingresso de alunos para o primeiro semestre deste ano, ofereceu 4,1 mil vagas e para 2014, já anunciou novas 180 vagas em novos cursos para o interior no ano que vem. Já o IFMS, segundo a assessoria de imprensa, prevê 300 vagas para o primeiro semestre de 2014.

Veja o horário

O primeiro e o segundo dia de provas começam ao meio-dia em Mato Grosso do Sul, mas terminam em horários diferentes. Hoje, o exame que vai avaliar o conhecimento em Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Ciências da Natureza e suas Tecnologias termina às 16h30min. Amanhã, a prova termina às 17h30min, com avaliações de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Redação. A reportagem é de Lucia Morel.
 

Suspeita de Feminicídio

Mãe encontra filha morta em casa e polícia apura feminicídio em Campo Grande

Mulher de 34 anos apresentava marcas no pescoço e foi localizada após a mãe estranhar a falta de contato; homem de 46 anos é apontado inicialmente como suspeito.

29/08/2026 15h40

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande.

Adriele dos Santos, de 34 anos foi encontrada morta pela própria mãe e caso é apurado como possível feminicídio em Campo Grande. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada sem vida dentro de casa, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no início da tarde deste sábado (29). A própria mãe localizou o corpo após estranhar a falta de contato com a filha. Marcas encontradas no pescoço da vítima levaram a polícia a apurar as circunstâncias da morte, tratada inicialmente como suspeita de feminicídio.

O corpo foi localizado em uma casa na Rua Brasil Central, nas proximidades da Avenida Júlio de Castilho. A mulher morava nos fundos de outra residência e teria sido encontrada depois que familiares não conseguiram contato com ela.

Conforme as informações disponíveis até o momento, preocupada com a falta de respostas às mensagens enviadas à filha, a mãe foi até o endereço. Para conseguir entrar no imóvel, teria utilizado uma escada para transpor o muro. Ao chegar a casa, encontrou a filha já sem vida em um dos cômodos.

A Polícia Militar foi acionada e equipes seguiram para o local. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no endereço e constatou o óbito.

As circunstâncias da morte ainda serão esclarecidas pela investigação. Entretanto, hematomas encontrados na região do pescoço levantaram a possibilidade de que a mulher tenha sido esganada. A confirmação da causa da morte dependerá dos exames periciais.

A suspeita inicial é de que a vítima estivesse morta desde a noite de sexta-feira (28). Uma das estimativas levantadas no local indica que a morte pode ter ocorrido por volta das 22h, mais de 12 horas antes da localização do corpo. O horário, contudo, ainda deverá ser confirmado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

Uma equipe que realiza captação de córneas chegou a comparecer ao endereço, mas o procedimento não pôde ser realizado em razão do período transcorrido desde a morte.

Relacionamento é investigado

Um homem de 46 anos que mantinha um relacionamento com a vítima há aproximadamente quatro anos aparece, nas informações iniciais, como suspeito. O relacionamento seria marcado por períodos de separação e reconciliação.

Até o momento, porém, não há confirmação oficial sobre a autoria nem sobre a dinâmica da morte. A eventual responsabilidade do homem deverá ser apurada pela Polícia Civil, assim como a existência de elementos que permitam enquadrar o caso como feminicídio.

Equipes da Polícia Militar permaneceram no imóvel durante os primeiros procedimentos. Também era aguardada a presença da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), responsável pela investigação de crimes praticados contra mulheres na Capital.

A mãe da vítima permaneceu no endereço enquanto os trabalhos eram realizados. O local deverá passar por perícia para auxiliar na identificação das circunstâncias em que ocorreu a morte.

Caso a investigação confirme que a mulher foi assassinada em contexto de violência de gênero, o episódio será contabilizado como o 25º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Obra Mais Cara

Reforma da 'ponte-gangorra' fica R$ 650 mil mais cara e chega a R$ 4 milhões

Obra na MS-345, entre Anastácio e Bonito, começou após anos de problemas e reclamações; estrutura chegou a apresentar desnível de até 48 centímetros

29/08/2026 15h05

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, passa por recuperação estrutural e teve o custo da obra elevado para R$ 4,06 milhões.

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, passa por recuperação estrutural e teve o custo da obra elevado para R$ 4,06 milhões. Foto: Arquivo Correio do Estado.

Continue Lendo...

A recuperação da ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, conhecida como “ponte-gangorra” e localizada em uma das principais rotas de acesso a Bonito, ficou R$ 650 mil mais cara. Com o novo acréscimo autorizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, o contrato da obra passou de R$ 3,411 milhões para R$ 4,061 milhões.

O reajuste consta no Diário Oficial do Estado publicado nesta sexta-feira (28). A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) firmou o segundo termo aditivo do contrato nº 107/2025 com a Águia Construtora Ltda., responsável pela recuperação e pelo recondicionamento da estrutura sobre o Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda, na divisa entre Anastácio e Bonito.

Conforme a publicação, foram acrescentados exatamente R$ 650.199,53 ao contrato. O valor até então atualizado, de R$ 3.411.406,62, passou para R$ 4.061.606,15, aumento de aproximadamente 19% nesta nova alteração. O termo foi assinado em 25 de agosto.

Na comparação com o investimento de R$ 3.309.408,68 anuniado pelo governo quando os trabalhos começaram, em fevereiro, a recuperação já está cerca de R$ 752 mil acima daquele montante, diferença de aproximadamente 22,7%.

O Diário Oficial não detalha quais serviços específicos respondem pelos R$ 650 mil adicionais. A publicação informa que a mudança está amparada pela Lei Federal nº 14.133/2021 e por uma justificativa técnica anexada ao processo administrativo nº 79.010.156/2025, documento que não foi reproduzido na edição do Diário.

A ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, ganhou notoriedade justamente pelos problemas estruturais apresentados após o aumento do fluxo de veículos na região.

A situação se tornou ainda mais sensível depois da pavimentação da MS-345, que transformou a chamada Estrada do 21 em uma alternativa para quem viaja entre Campo Grande e Bonito.

A pavimentação criou uma rota capaz de reduzir em aproximadamente 40 quilômetros o caminho entre a Capital e o principal destino turístico de Mato Grosso do Sul.

O novo corredor, entretanto, aumentou a circulação pela antiga ponte sobre o Rio Miranda, que não havia sido construída para o atual volume e perfil do tráfego.

De “gangorra” a acidentes

Os problemas na estrutura antecedem a atual reforma. Em setembro de 2024, o Correio do Estado mostrou que a ponte precisou ser parcialmente interditada depois de apresentar movimentação anormal durante a passagem de veículos pesados.

Moradores do distrito de Águas do Miranda relataram que, quando caminhões chegavam a uma das extremidades, a estrutura se movimentava e formava uma espécie de degrau no lado oposto.

As medições feitas por moradores indicavam que o desnível poderia chegar a 48 centímetros, situação que rendeu à travessia o apelido de “ponte-gangorra”.

O problema chegou a provocar prejuízo a motoristas. Um morador da região registrou em vídeo uma picape que teve os quatro pneus furados ao atingir o desnível. Com a violência do impacto, os airbags do veículo chegaram a ser acionados.

À época, uma moradora ouvida pelo Correio do Estado afirmou que os primeiros sinais do efeito “gangorra” haviam surgido ainda em 2023 e que a situação piorou com o crescimento do tráfego. Segundo ela, reclamações foram feitas repetidamente antes da adoção de medidas mais efetivas.

Diante do risco, a Agesul realizou intervenções emergenciais, reforçou a sinalização e impôs restrições à circulação.

Também foi contratada uma inspeção especial para avaliar a estrutura e elaborar o projeto executivo de recuperação. Esse estudo, conforme informações divulgadas à época, custou R$ 415,3 mil.

Licitação teve pouca disputa

A recuperação definitiva, porém, demorou a sair do papel. Somente em outubro de 2025, mais de um ano após a interdição parcial noticiada pelo Correio do Estado, a Agesul lançou a licitação para recuperar a ponte. O valor máximo previsto inicialmente era de aproximadamente R$ 3,31 milhões.

O processo licitatório também chamou atenção. Reportagem do Correio do Estado publicada em novembro daquele ano mostrou que apenas duas empresas demonstraram interesse inicialmente e uma delas não avançou na disputa por não apresentar a documentação exigida dentro do prazo.

Com isso, a Águia Construtora ficou sozinha na fase decisiva. A proposta inicial foi apenas 20 centavos inferior ao teto estabelecido pela Agesul e, depois de negociação, o desconto obtido ficou em cerca de R$ 3,3 mil.

A empresa acabou contratada e as obras começaram efetivamente em fevereiro deste ano. Na ocasião, o Governo do Estado anunciou investimento de R$ 3.309.408,68 e informou que os trabalhos envolveriam recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequações técnicas para recuperar a estabilidade da ponte.

Interdições durante a reforma

Desde o início das intervenções, a travessia passou por uma série de bloqueios e restrições. Em diferentes etapas, o tráfego ficou limitado a veículos leves e caminhões de pequeno porte, com circulação em meia pista, sistema de pare e siga e passagem de um veículo por vez.

Em maio e junho, novas interdições foram realizadas para serviços como substituição de aparelhos de apoio e concretagem dos reforços estruturais.

O Correio do Estado noticiou sucessivamente os bloqueios, que obrigaram motoristas com destino a Bonito a utilizar rotas alternativas.

Em julho, uma interdição que inicialmente deveria durar cerca de 24 horas acabou se prolongando, e a travessia foi liberada somente na manhã do dia 9, ainda com restrições de tráfego.

Mais recentemente, em agosto, a ponte voltou a ser fechada por 48 horas para continuidade dos serviços de recuperação. Até então, as informações oficiais ainda apresentavam a intervenção como uma obra de aproximadamente R$ 3,3 milhões.

Agora, o segundo termo aditivo revela que o custo atualizado ultrapassou a barreira dos R$ 4milhões. O novo acréscimo ocorre em uma estrutura considerada estratégica tanto para moradores e produtores da região quanto para o turismo.

A MS-345 passou a desempenhar papel ainda mais relevante após a pavimentação do corredor entre Anastácio e Bonito, aumentando o fluxo justamente sobre uma ponte construída há quase seis décadas.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).