Cidades

OPERAÇÃO MASCOTCH

Em lugar de merenda escolar, uísque para vice-prefeita e secretários

Em lugar de merenda escolar, uísque para vice-prefeita e secretários

Alagoas 24 Horas

31/03/2011 - 00h00
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Crianças sem merenda escolar e cerca de R$ 8 milhões desviados dos cofres públicos entre os anos de 2008 e 2011. O dado e o número fornecidos pela Polícia Federal em entrevista coletiva realizada ontem (30), referem-se a um esquema de desvio de recursos federais da merenda escolar em vários municípios alagoanos.

Ontem, durante a “Operação Mascotch”, a PF cumpriu 16 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão nos municípios de Maceió, Girau do Ponciano, Poço das Trincheiras, Estrela de Alagoas, Senador Rui Palmeira, Belo Monte, Limoeiro de Anadia, Lagoa da Canoa, Traipu e Craíbas. Foram presos vários secretários e ex-secretários municipais e até uma vice-prefeita.

Durante a coletiva, realizada na Sede da Polícia Federal em Alagoas, o superintendente da PF, delegado Amaro Vieira mostrou indignação: “Essa situação é inadmissível e repugnante. Trata-se de educação, que reflete diretamente na área de segurança pública. Essa prática criminosa merece nossa repulsa”.

O delegado André Santos, responsável pela operação, disse que os desvios dos recursos da merenda escolar eram para pagamento de propinas e para o custeio de despesas pessoais de servidores públicos. “Nessa lista de compras pessoais encontramos uísque 12 anos, ração para cães e caixas de vinhos”, contou o delegado, explicando que o nome dado a operação é uma junção as palavras mascote (por conta das rações) e scoth, devido aos uísques.

O delegado explicou como funcionava o esquema: “As prefeituras encaminhavam os pedidos às fornecedoras sem especificar o quantitativo. A diferença entre pedidos e notas fiscais era utilizada para pagar as propinas e para as compras pessoais”. Segundo o delegado, um dos municípios onde o desvio chama mais a atenção é em Traipu, onde o desfalque chegou a 50% dos recursos.

Dos 16 mandados de prisão expedidos, nove já foram cumpridos e, caso necessário, a PF pode solicitar a prisão preventiva dos acusados. Questionado sobre a participação de prefeitos nos esquemas criminosos, Santos disse que os gestores dos municípios investigados seriam ouvidos em oitivas na sede da PF.

Sai o frango, entra o uísque 

 Adilmar Gregorini, representante da Controladoria Geral da União (CGU), explicou que, inicialmente, uma equipe da CGU fiscalizou alguns municípios e verificou falta de produtos licitados e até da própria merenda nas escolas. “Em algumas escolas, os alunos chegavam a ficar até dez dias sem merenda e nos outros dias, comiam biscoitos com suco em pó”.

 Ainda de acordo com Gregorini, na segunda etapa, durante a Operação Caetés – ocorrida no ano passado para investigar fraudes em licitações para fornecimento de merenda escolar - vários documentos foram apreendidos. “Quando analisamos entendemos porque faltava merenda. Os servidores assinavam as promissórias e ao fim do mês pegavam itens que não foram licitados, mas a nota fiscal era emitida com a listagem dos produtos licitados. Provavelmente o uísque apareceu como se fosse frango em uma dessas notas”, explicou.

 O material apreendido durante a operação, entre documentos e depoimentos de ontem, ainda será analisado pela CGU.

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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