Correio B

Aos 38 anos

Eliana está grávida de três meses e meio de seu 1º filho

Eliana está grávida de três meses e meio de seu 1º filho

r7

24/02/2011 - 13h30
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Aos 38 anos, Eliana espera seu primeiro filho. A apresentadora está grávida do namorado, o músico João Marcelo Bôscoli, de três meses e meio.

Entre idas e vindas, eles estão juntos há três anos. A novidade na vida do casal será anunciada no próximo domingo (27) no programa da apresentadora, segundo informou a assessoria de imprensa do SBT.

No encerramento da atração, Eliana dirá ao público que quer compartilhar algo novo na vida dela: “vou ser mamãe”.

Eliana começou a carreira na TV ainda jovem com o público infantil. 

Carnaval

A mais nova mãe famosa será uma das apresentadoras do SBT no Carnaval baiano. Ela comandará a exibição ao vivo na emissora da folia de sexta (4) e sábado (5) ao lado de Celso Portiolli.

Eliana também tem um bloco no Carnaval, o Happy. Em 2011, completa oito anos o grupo carnavalesco em que ela canta seus sucessos, marchinhas, entre outros.

Capa da semana - Especial 5 anos Correio B+

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill

"Acho que o mais bonito da atuação é justamente essa possibilidade infinita de experimentar universos diferentes."

07/06/2026 11h00

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill Foto: Thais Cunha

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Com uma trajetória marcada por personagens memoráveis na televisão, no cinema e no teatro, Nathalia Dill consolidou-se como um dos nomes mais respeitados de sua geração na dramaturgia brasileira. Nascida no Rio de Janeiro, a atriz iniciou sua carreira artística nos palcos em 2005, em montagens como A Glória de Nelson e Jogos na Hora da Sesta.

Pouco depois, fez sua estreia na televisão em uma participação na série Mandrake, da HBO, mas foi em 2007 que ganhou projeção nacional ao interpretar a vilã Débora Rios em Malhação, papel que a revelou para o grande público e lhe rendeu seus primeiros prêmios e indicações.

O reconhecimento nacional abriu caminho para uma sequência de protagonistas e personagens de destaque na TV Globo. Em 2009, viveu Maria Rita, a Santinha de Paraíso, conquistando o público ao lado de Eriberto Leão.

No ano seguinte, brilhou em Escrito nas Estrelas, interpretando os papéis de Viviane e Vitória, atuação que lhe garantiu o Prêmio Extra de Televisão de Melhor Atriz. Em seguida, integrou elencos de produções de sucesso como Cordel Encantado, onde interpretou a corajosa Doralice Peixoto; Avenida Brasil, fenômeno de audiência e repercussão internacional; Joia Rara; e Alto Astral, novela na qual voltou ao posto de protagonista.

Ao longo da carreira, Nathalia demonstrou grande versatilidade ao transitar entre heroínas, mocinhas, personagens cômicas e antagonistas. Entre seus trabalhos mais marcantes estão a vilã Branca Farto, de Liberdade, Liberdade; as gêmeas Júlia e Lorena, em Rock Story; a moderna e determinada Elisabeta Benedito, protagonista de Orgulho e Paixão; e Fabiana, uma das grandes vilãs de A Dona do Pedaço, personagem que conquistou destaque nacional e recebeu reconhecimento da crítica e do público.

Paralelamente à televisão, a atriz construiu uma carreira sólida no cinema. Em 2012, protagonizou o longa Paraísos Artificiais, dirigido por Marcos Prado, trabalho que lhe rendeu elogios da crítica especializada e uma indicação ao Prêmio Guarani de Cinema na categoria Melhor Atriz.

Ela também integrou o elenco de produções como Tropa de Elite, Feliz Natal, Apenas o Fim, Por Trás do Céu, Um Casal Inseparável e Incompatível, ampliando sua atuação para diferentes gêneros e linguagens audiovisuais.

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill                                       Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill - Divulgação

Nos palcos, Nathalia manteve uma presença constante ao longo dos anos, participando de montagens como A Agonia do Rei, Fulaninha e Dona Coisa e da aclamada peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, dividindo cena com Suely Franco e Deborah Evelyn em uma produção que percorreu diversas cidades brasileiras.

Em 2024, retornou ao horário das sete da TV Globo como a protagonista Vênus Mancini em Família É Tudo, reforçando sua conexão com o grande público.

Já em 2025, integrou o elenco de Guerreiros do Sol, produção inspirada no universo do cangaço, ampliando ainda mais sua galeria de personagens marcantes. Atualmente, voltou ao horário nobre da emissora em Quem Ama Cuida, reafirmando sua relevância na dramaturgia nacional.

Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Nathalia Dill acumulou importantes reconhecimentos, entre eles o Prêmio Extra de Televisão, o Prêmio Jovem Brasileiro, o Prêmio Contigo! de TV e diversas indicações em premiações de televisão, cinema e teatro.

Com talento, versatilidade e uma constante busca por novos desafios artísticos, a atriz segue construindo uma trajetória sólida e admirada pelo público e pela crítica.

A atriz Nathalia Dill está no ar na novela das 21h da TV Globo, Quem Ama Cuida, escrita por Walcyr Carrasco e com direção de Amora Mautner. Na trama, ela dá vida a Francesca, uma personagem misteriosa que promete movimentar a história ao se envolver diretamente com o personagem de Tony Ramos.

Vivendo um momento de forte presença na televisão, Nathalia está atualmente em três produções exibidas simultaneamente: na reprise de Avenida Brasil no Vale a Pena Ver de Novo, na novela Guerreiros do Sol e, agora, prestes a estrear no horário nobre.

A atriz também acaba de completar 40 anos, em uma fase de amadurecimento pessoal e profissional que dialoga diretamente com os desafios da nova personagem.

Hoje Nathalia abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa de um especial de comemorações do nosso Caderno que teve a sua estreia em junho de 2021 aqui no Correio do Estado, maior jornal do MS. Então vamos iniciar os trabalhos com essa entrevista exclusiva com a atriz Nathalia Dill!

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia DillHoje a atriz Nathalia Dill abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa exclusiva de um especial de comemorações do nosso Caderno. Foto: Thais Cunha - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você está no ar simultaneamente em três produções diferentes. Como tem sido viver esse momento tão especial da carreira?
ND -
 É muito curioso porque são três trabalhos de momentos completamente diferentes da minha trajetória, mas que acabam se encontrando agora diante do público.

Tem a Francesca, em "Quem Ama Cuida", que é uma personagem inédita e cercada de mistério; tem "Guerreiros do Sol", minha primeira novela para o streaming e só agora chegou na TV aberta; e tem a Deborah, de "Avenida Brasil", reaparecendo para uma nova geração. É um presente poder revisitar diferentes fases da minha carreira ao mesmo tempo e perceber como cada personagem continua encontrando seu espaço junto ao público.

CE - Francesca se tornou um dos assuntos mais comentados da novela. Como você recebeu a repercussão em torno dessa personagem tão enigmática?
ND -
 Com muita alegria. Quando recebi o convite e li os primeiros capítulos, percebi que existia um mistério muito bem construído, mas a gente nunca imagina exatamente como o público vai reagir.

O mais divertido é acompanhar as teorias. As pessoas criam histórias, levantam hipóteses e observam cada detalhe. Isso mostra o quanto elas estão envolvidas com a trama. Como atriz, é muito gratificante participar de uma personagem que desperta tanta curiosidade.

CE - O público ainda tenta entender quem é Francesca. O que mais te atraiu nela quando recebeu o papel?
ND -
Justamente essa camada de mistério. Ela não se apresenta de forma óbvia e carrega muitas informações que vão sendo reveladas aos poucos. Isso é muito interessante para o ator porque exige um trabalho de composição mais delicado.

Eu precisei entender toda a trajetória dela para conseguir dosar aquilo que seria mostrado em cada cena. É uma personagem que desafia constantemente tanto quem interpreta quanto quem assiste.

E o que torna a novela fascinante, sendo uma obra aberta, é que a gente realmente não sabe para onde a personagem vai. Tenho uma noção da história dela, mas até onde ela pode chegar, só o tempo vai dizer.

CE - Francesca contracena diretamente com o personagem de Tony Ramos. Como tem sido essa parceria?
ND -
Maravilhosa. O Tony é um ator extraordinário, mas também um colega extremamente generoso, eleva o trabalho de todo mundo ao redor. Contracenar com ele é uma oportunidade de aprendizado diário. Além disso, existe uma troca muito respeitosa e leve nos bastidores, o que torna o processo ainda mais especial.

CE - Esta é mais uma parceria com Walcyr Carrasco e também com a diretora Amora Mautner. Como é reencontrar profissionais com quem você já possui uma história?
ND -
 Existe uma confiança construída ao longo dos anos. Tanto o Walcyr quanto a Amora são profissionais que admiro muito e que têm uma capacidade impressionante de se reinventar. Quando você reencontra pessoas que já conhecem o seu trabalho, existe uma segurança maior para arriscar e experimentar novos caminhos. Ao mesmo tempo, cada projeto traz desafios inéditos e isso mantém tudo muito vivo.

CE - O sucesso das redes sociais tem mostrado uma audiência cada vez mais participativa. Você acompanha as reações do público?
ND -
 Acompanho dentro do possível. Acho muito interessante observar como a novela se transformou em uma experiência coletiva. As pessoas comentam enquanto assistem, criam teorias e compartilham emoções em tempo real.

É claro que procuro manter um equilíbrio saudável, mas gosto de perceber como os personagens reverberam fora da tela. Isso ajuda a entender o impacto que a história está gerando.

Primeira Capa de Aniversário - Entrevista exclusiva com a atriz Nathalia DillHoje a atriz Nathalia Dill abre um circuito de celebrações com a gente, 5 anos de Correio B+. Ela é a primeira Capa exclusiva de um especial de comemorações do nosso Caderno. Foto: Thais Cunha - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - "Guerreiros do Sol" também está chegando a um público ainda maior na TV aberta. O que esse projeto representa para você?
ND -
 Representa um trabalho pelo qual tenho muito orgulho. Foi uma produção feita com muita dedicação, que mergulha em um universo rico da nossa cultura. Chegou primeiro na Globoplay e agora na TV aberta, e acho bonito quando uma obra ganha novas oportunidades de ser descoberta. É legal ter essa perspectiva do alcance também de cada plataforma.

CE - Rever "Avenida Brasil" no Vale a Pena Ver de Novo desperta memórias especiais?
ND -
 Muitas. "Avenida Brasil" foi um marco na teledramaturgia brasileira e também na minha trajetória. É impossível não sentir um carinho enorme ao rever cenas, lembrar dos bastidores e reencontrar aqueles personagens. Se passaram quase 15 anos de lá pra cá e me considero uma atriz com muito mais estofo e recursos, o que é natural. Eu quero sempre que o meu próximo trabalho seja melhor que o anterior.

CE - Recentemente você completou 40 anos. Como tem vivido essa nova fase da vida?
ND -
 Tenho vivido com bastante tranquilidade. Acho que o tempo traz uma liberdade muito bonita. Hoje me sinto menos preocupada em atender expectativas externas e mais conectada com aquilo que realmente faz sentido para mim. Existe uma maturidade que não vem apenas da idade, mas das experiências acumuladas. Estou em um momento de valorização das escolhas.

CE - Depois de tantos anos de carreira e vivendo um momento tão intenso na televisão, o que ainda te motiva como artista?
ND -
 A curiosidade. Acho que ela continua sendo o motor principal. Gosto de conhecer pessoas através dos personagens, explorar universos diferentes e me desafiar constantemente. Cada trabalho me transforma de alguma forma.

E o que esse momento me mostra, com três personagens tão distintas chegando ao público ao mesmo tempo, é que as escolhas que fiz ao longo da carreira foram construindo algo que tem consistência. Sempre vou sentir essa vontade de aprender, experimentar e contar histórias, porque sou apaixonada por essa profissão.

 

 

Cinema Correio B+

Bonito CineSur 2026 terá Paulina García como homenageada

Festival retorna entre julho e agosto com filmes de dez países, homenagem a Paulina García e uma programação que une cinema, cultura e meio ambiente

07/06/2026 09h00

Bonito CineSur 2026 terá Paulina García como homenageada

Bonito CineSur 2026 terá Paulina García como homenageada Foto: Divulgação

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É particularmente apropriado poder discutir cinema, identidade, memória e preservação ambiental em Bonito, Mato Grosso do Sul. Cercada por rios cristalinos, cavernas e algumas das paisagens mais impressionantes do país, a cidade sul-mato-grossense se tornou sinônimo de ecoturismo para muitos brasileiros.

Nos últimos anos, porém, Bonito também passou a construir outra identidade: a de um importante ponto de encontro para o cinema sul-americano.

Entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, a cidade recebe a quarta edição do Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano, evento que vem ampliando sua relevância ao reunir produções de diferentes países do continente em uma programação gratuita voltada não apenas à exibição de filmes, mas também à formação de público, ao intercâmbio cultural e à discussão de temas ambientais.

E este ano terei a oportunidade de acompanhar o festival presencialmente, realizando a cobertura para o Caderno B+, do Correio do Estado. Será minha primeira vez em Bonito e também meu primeiro contato direto com um evento que vem se consolidando como uma das iniciativas mais interessantes do calendário audiovisual brasileiro.

A edição de 2026 contará com 32 produções selecionadas para as mostras competitivas de longas e curtas-metragens sul-americanos, filmes ambientais e obras produzidas em Mato Grosso do Sul. A programação reúne títulos da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, além de coproduções com países europeus.

A grande homenageada desta edição será a atriz chilena Paulina García, uma das intérpretes mais importantes do cinema latino-americano contemporâneo.

Vencedora do Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim por Gloria, ela construiu uma carreira marcada por personagens complexas e profundamente humanas, transitando entre cinema, televisão e teatro. O filme Querido Trópico, do qual participa, foi escolhido para abrir oficialmente o festival.

A seleção de longas sul-americanos traz alguns dos títulos mais interessantes da programação. Entre eles está o brasileiro A Vida de Cada Um, dirigido por Murilo Salles, além do peruano Naira, da diretora Gabriela Quiroz, e ¿Quién Mató a Narciso?, novo trabalho do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi, conhecido internacionalmente por As Herdeiras.

São obras que atravessam temas como memória, relações familiares, violência política, deslocamentos e conflitos sociais, refletindo preocupações compartilhadas por diferentes países do continente.

Mas talvez o aspecto mais singular do Bonito CineSur seja justamente a forma como o festival incorpora a discussão ambiental à sua identidade. Enquanto muitos eventos reservam espaço para filmes sobre natureza ou sustentabilidade, em Bonito essa conversa parece nascer organicamente do próprio território.

Bonito CineSur 2026 terá Paulina García como homenageada Bonito CineSur 2026 terá Paulina García como homenageada  - Divulgação

As mostras ambientais reúnem produções que abordam mineração, preservação de recursos hídricos, impactos climáticos, conflitos territoriais e saberes indígenas. Entre os destaques estão Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe, realizado a partir da cosmologia Munduruku nas margens do Tapajós, e Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky, que revisita a trajetória de um dos grandes documentaristas brasileiros e sua relação histórica com a Amazônia.

Outro aspecto importante é o espaço dedicado ao audiovisual produzido em Mato Grosso do Sul. Em vez de funcionar apenas como uma vitrine para obras nacionais e internacionais, o festival também atua como plataforma para realizadores da região, reforçando o papel do cinema como ferramenta de desenvolvimento cultural e econômico local.

Além das exibições, a programação inclui oficinas, palestras, debates e atividades voltadas para estudantes, ampliando o acesso à formação audiovisual e aproximando novos públicos do cinema produzido na América do Sul.

Em um momento em que a circulação de filmes latino-americanos continua enfrentando desafios dentro do próprio continente, festivais como o Bonito CineSur cumprem uma função que vai muito além da exibição de obras. Eles ajudam a criar conexões entre cinematografias que frequentemente dialogam mais com a Europa ou com os Estados Unidos do que entre si.

Talvez por isso faça tanto sentido que esse encontro aconteça justamente em Bonito. Em uma cidade conhecida pela riqueza de suas paisagens naturais, o festival convida o público a explorar outro tipo de patrimônio: as histórias, os conflitos, os sonhos e as identidades que atravessam a América do Sul contemporânea.

Nos próximos meses, volto aqui para contar como foi viver essa experiência de perto. Afinal, poucas combinações parecem tão promissoras para quem ama cultura quanto cinema, natureza e uma semana inteira dedicada a descobrir novas histórias.

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