Sexta, 24 de Novembro de 2017

Educadores falam sobre o impacto na metodologia pedagógica

4 MAR 2010Por 06h:31
O Lendo Mais, Sabendo Mais possibilita que cada escola, a partir das oficinas ministradas pela coordenação dos projeto, crie ações diferenciadas conforme as necessidades da comunidade escolar. A Escola do Sesi – Edmundo Macedo Soares e Silva – localizada no centro, e que atende alunos do ensino médio e da EJA, é uma das mais antigas participantes. “Estamos desde 2003 e os jornais têm sido essenciais em várias atividades, estabelecendo grande impacto na metodologia pedagógica. Resolvemos aliar o projeto aos nossos macroprojetos como ‘Reciclar para preservar’ e ‘Inovação tecnológica”, sem contar os outros que desenvolvemos durante o período de aula como ‘Cultura alimentar do Brasil’, ‘História em movimento’, entre outros”, destaca a diretora Maria José dos Santos Souza. A Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho Correa, que funciona no Colibri II, participa há 3 anos. Nesse período, conseguiu incluir a leitura do jornal no cotidiano de crianças e adolescentes. “Têm alunos da educação infantil, na faixa dos 5 anos, que no dia que o professor não lê o jornal na sala, eles vêm procurar um exemplar na coordenação”, aponta a diretora Dejair dos Santos Silva. No caso do ensino fundamental, os alunos utilizam o jornal para atividades mais amplas como a produção de um informativo estudantil. O trabalho une as disciplinas de língua portuguesa, geografia e inglês. A estrutura jornalística é estudada por meio das reportagens do Correio do Estado. “Os alunos também recortam as charges, que depois de colocadas em transparência, são mostradas em diversas salas. Há uma pasta que arquiva os desenhos”, conta a diretora. Outra atividade na escola é manutenção de um mural com as informações mais relevantes segundo alunos e professores. A diretora-adjunta da Escola Municipal Padre Tomaz Girardelli, Maria Sebastiana Souza Molina, tem contato com o projeto desde a escola anterior onde atuou, a Escola Municipal Gonçalina Faustina de Oliveira, localizada no Bairro Tarumã. “Quando vim para cá, solicitei também a inclusão dela no projeto, isso porque presenciei na outra escola o sucesso que o jornal faz em sala de aula”, afirma Maria Sebastiana. Nas duas, os procedimentos iniciais com relação aos exemplares do Correio do Estado são os mesmos. “Os jornais são levados à biblioteca, onde são carimbados, isso para evitar que se misturem com exemplares particulares que possam ter no local. A biblioteca também controla reserva dos professores que querem utilizá-los em sala de aula”. Na primeira semana, não é autorizado o recorte do jornal, que somente acontece depois que grande parte dos alunos e professores teve contato com o material publicado. “Na segunda semana alunos podem recortar matérias e ilustrações e colocar nos cadernos, não somente nas aulas de educação artística, mas em qualquer outra disciplina”, explica a diretora- adjunta. (OR)

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