Segunda, 20 de Novembro de 2017

Educação pede policiamento em 54 escolas

26 MAR 2010Por 05h:55
Depois da morte de Nailton Elber Martins, 16 anos, – assassinado na quadra da Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, durante partida de futebol, no sábado (20) –, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) resolveu pedir policiamento para os colégios de Campo Grande que fazem parte do projeto “Escola Aberta, Escola Viva”. Segundo o professor Gandi Winckler, coordenador do programa, o objetivo é garantir a segurança dos participantes do projeto e “evitar que outras fatalidades aconteçam”. Winckler afirma que, na próxima semana, a secretaria oficializará o pedido enviando documento ao comandante da Polícia Militar (PM) de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, solicitando à corporação que disponibilize equipe para fazer a segurança das 54 escolas que ficam abertas nos fins de semana e recebem os participantes do “Escola Aberta, Escola Viva”. “Ainda acreditamos que a morte de Nailton tenha sido um fato isolado, mas vamos pedir a presença da polícia para que não tenhamos problemas novamente”. O professor admite que nunca houve policiamento durante as atividades do “Escola Aberta, Escola Viva”, mas garante que não houve negligência da secretaria. “Na verdade nunca achamos que seria necessário. Em cinco anos de projeto, não tínhamos registrado qualquer violência nas escolas que recebem o projeto”. O “Escola Aberta, Escola Viva” é desenvolvido desde 2005 pela Semed. Escolas que participam do projeto abrem as portas nos fins de semana para receber alunos e moradores do entorno que participam de oficinas, atividades de esporte e lazer. Família Fami l iares de Nai lton acreditam que a presença da Polícia Militar na escola teria evitado a tragédia. “Se tivesse um policial lá (na escola Plínio Barbosa Martins), duvido que o menino que matou meu neto teria coragem de ter sacado a arma. Se a polícia estivesse nas escolas todos os fins de semana, esses meninos de gangue, a molecada bandida, nem apareceria”, afirma a avó do garoto, Jucineida Viana, 60 anos. Nailton foi morto com um tiro no peito quando jogava futebol com outros participantes do projeto “Escola Aberta, Escola Viva”, na quadra do colégio onde cursava o 7º ano do Ensino Fundamental. Conforme testemunhas, ele teria se desentendido com outro adolescente que assistia à partida e que, no momento da discussão, sacou um revólver e efetuou o disparo que matou o estudante. O Corpo de Bombeiros chegou a prestar socorro à vítima, mas Nailton não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do posto de saúde do Bairro Universitário.

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