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LABORATÓRIO CULTURA VIVA

Edital está recebendo inscrições para produção de projetos audiovisuais de pontos e pontões de cult

Edital está recebendo inscrições para produção de projetos audiovisuais de pontos e pontões de cult

DA REDAÇÃO

29/05/2011 - 06h30
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A produção de documentários sobre a diversidade cultural do Programa Cultura Viva é o mote do edital nº 01 lançado pelo projeto Laboratório Cultura Viva. Pontos ou Pontões de Cultura que disponham de equipe de produção audiovisual, insumos e equipamentos necessários à produção podem participar da seleção. Serão 20 projetos selecionados. As inscrições seguem até 16 de junho.

O Laboratório Cultura Viva é um projeto realizado pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ), resultado de parceria com o Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura e com a Fundação Universitária José Bonifácio, que visa a produção, exibição, difusão, formação, pesquisa e experimentação em audiovisual e multimídia dos Pontos e Pontões de Cultura.

As ações se darão através da articulação de redes, desenvolvimento de plataforma on-line de produção colaborativa e da produção de uma revista eletrônica para veiculação em TV e multimídia.

Os documentários selecionados integrarão a revista eletrônica e veiculada na plataforma do projeto, assim como nos meios de distribuição de conteúdos fomentados pelo Ministério da Cultura e parceiros, tais como emissoras de radiodifusão, canais de TV públicos, comunitários ou por assinatura, outros portais na internet, salas de cinema e cineclubes.

A proposta do laboratório é dar sequência às experiências anteriores dos Pontos de Cultura com a produção de programas para TV, principalmente as séries Cultura Ponto a Ponto e Ponto Brasil, realizadas em parceria com a TV Brasil. Além disso, visa estimular a participação dos Pontos de Cultura na produção, exibição e difusão de produtos audiovisuais e multimídia em televisão, internet e novas mídias, assim como integrar a produção dos Pontos de Cultura com a pesquisa universitária.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical

"Queremos que o espectador sinta que está em um show da própria Tina"

08/03/2026 17h30

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical Foto: Caio Galucci

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O palco do Teatro Santander recebeu, na noite de 26 de fevereiro, a estreia de “TINA - Tina Turner O Musical”, montagem internacional que chegou a São Paulo como um dos principais destaques da temporada. À frente do espetáculo está a atriz Analu Pimenta, que vem sendo aclamada por todos que já viram o espetáculo, já que é a responsável por dar vida a Tina Turner na versão brasileira da produção.

No musical, a trajetória da cantora é apresentada sem suavização. A narrativa percorre os anos de violência no relacionamento com Ike Turner, interpretado por César Melo, o processo de ruptura e a reconstrução de uma artista que se tornou símbolo de resistência.

Analu destaca que a encenação não foge dos momentos mais duros da história.

“Há muitas cenas lindas mas também as de brigas. Ela sofreu muito. O espetáculo mostra toda a luta e vitória de uma mulher preta que superou abusos, e racismo."

Ao mesmo tempo em que expõe as feridas, o espetáculo aposta na força dos grandes sucessos e na experiência sensorial do público. A proposta, segundo a atriz, vai além da interpretação biográfica.

“Queremos que o espectador feche os olhos e sinta que está em um show da própria Tina”, diz.

A caracterização também foi tratada como elemento estratégico na construção da personagem. “Não é o mais importante, mas é muito importante. Quando contamos a história de uma personalidade que é muito presente na vida do público, precisamos nos preocupar com essa caracterização”, completa.

Com trajetória consolidada no teatro musical, Analu Pimenta já integrou produções como Shrek – O Musical, Godspell, Pippin, A Cor Púrpura, Vozes Negras e Tom Jobim – O Musical. Em 2023, protagonizou Bob Esponja – O Musical como Sandy Bochechas, participou do concerto Disney Magia & Sinfonia como Elsa, de Frozen, e esteve no elenco de A Noviça Rebelde como Madre Superiora, e recentemente dublou a voz do fenômeno "Guerreiras do K-pop", dando voz a Rubi. Consolidando assim seu nome entre as principais vozes do teatro musical brasileiro.

A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre carreira, escolhas e do grande sucesso que está vivendo dando vida e cantando a diva e saudosa Tina Tuner.

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Igor Mota - Diagramação: Denis Felipe - ´pr: Flávia Viana

CE - Analu, dar vida a Tina Turner em uma superprodução internacional é um desafio enorme. Em que momento você sentiu que estava pronta para esse papel?
AP -
 A gente sempre tem a sensação de que não tá completamente pronta, né? A gente vai construindo o papel enquanto a gente vai ensaiando e depois que estreia constrói mais um pouco porque aí entra o público que é mais um ponto da nossa atuação, o nosso termômetro do que funciona e é uma sensação de nunca estar 100% pronta, encerrado o processo, mas quando eu senti que eu estava preparada para fazer esse papel, eu senti que eu estava preparada para fazer esse papel em 2019, 2020.

Quando eu audicionei para fazer esse papel em Madrid e eu passei para fazer o papel em Madrid, mas acabou não rolando porque veio a pandemia e aí ali eu sabia que eu tava pronta para fazer esse papel em. Outro país e nunca imaginei que viria para o nosso país. Então, quando as audições vieram agora, eu falei, eu tô preparada, mais do que nunca, quatro anos depois de já ter passado. Então, foi isso.

CE - A história não suaviza as dores da Tina. Como você atravessa essas cenas sem se deixar consumir por elas?
AP -
 Bom, para a gente entrar na cena e não se deixar levar, a gente ensaiou bastante, né? Tem cenas muito fortes e que em algum momento emocionam todo mundo, mas que pessoalmente cada um acaba tendo questões pessoais próximas em algum lugar daquela história.

Então, durante o processo, todo dia de espetáculo não se deixar consumir, foi preciso fazer muitas vezes, me cuidar psicologicamente e não levar as minhas questões para peça, né? Ali eu tô contando a história da Tina e não a minha história, eu me empresto para contar essa história, né? Então, foi preciso muito cuidado, né?

CE - Existe um instante do espetáculo em que você sente que a plateia realmente “encontra” a Tina?
AP -
 Sim, eu sinto. Para quem não assistiu o espetáculo, né, o primeiro ato a gente passa por um, por ela desde seis anos de idade, até quando ela se separa desse primeiro marido por volta de uns 40 anos, né? E ali são fases, é uma fase que as pessoas ainda não têm tanta memória afetiva com a Tina Estrela, né?

Porque a Tina que as pessoas mais conhecem é a do segundo ato da peça. E aí eu sinto que as pessoas vão se apegando à história pessoal. E aí quando chega no segundo ato, que realmente vem o cabelo icônico, as músicas mais famosas, aí eu sinto o momento que o público vira e fala, meu Deus, a Tina chegou, sabe? 

CE - Interpretar uma mulher preta que se tornou símbolo mundial de resistência muda algo dentro de você?
AP -
 Interpretar a Tina, que é uma mulher preta que venceu depois dos 40 anos, muda tudo pra mim. Eu acabei de fazer 39, então sou quase uma mulher de 40, fazendo a minha primeira protagonista. Então, muda tudo. É um nível de representatividade que é arrebatador poder contar essa história, porque ela me representa demais e eu tenho certeza que eu também tô representando outras mulheres, então muda tudo pra mim.

CE - Você tem uma trajetória sólida no teatro musical. O que esse papel tem que nenhum outro teve até agora?
AP -
 O que esse papel tem que nenhum outro teve, primeiro, obviamente, é o protagonismo. Depois é a dificuldade, né, eu tô três horas em cena, saio apenas pra trocar de roupa em segundos e volto pra cena.

É uma dificuldade alta de canto, de dança, de atuação, então, pra além de ser um grande papel como atriz e um grande papel representativo, né, porque é uma história que trata de temas muito fortes, então, é o maior papel da minha carreira, num papel de muita relevância.
 

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Igor Mota - Diagramação: Denis Felipe - ´pr: Flávia Viana

CE - Sua formação como fonoaudióloga especialista em voz interfere na forma como você constrói a personagem?
AP -
 Sim, a minha formação de fonoaudióloga ajuda muito, é um papel que vocalmente é muito difícil de ser executado, então eu conheço bem os meus limites saudáveis e não saudáveis pra fazer um trabalho de tanta exigência vocal e ajuda obviamente na construção porque eu tenho que trazer ali uma proximidade de uma voz, de uma personalidade real.

As pessoas precisam reconhecer algo de parecido, ser igual, eu nunca vou ser, ninguém nunca vai cantar igual a Tina, mas a gente precisa acessar uma memória afetiva do público e a voz é um caminho que me direciona bastante.

CE - Entre palco e estúdio de dublagem, onde você se sente mais desafiada hoje?
AP -
 Nossa, são desafios diferentes, eu acho que não tem um que eu me sinta mais desafiada. A dublagem tem o desafio de não ter tempo de construir um personagem. Você chega no estúdio e você tem que imediatamente ouvir aquela a voz do personagem, ver a imagem e gravar. Você não tem um tempo de construção, né?

E depois que você gravou, aquilo fica eternizado, você não tem como mudar. Então é muito difícil, é muito desafiador. E o processo teatral é desafiador porque ele tem um processo. A gente leva meses pra construir e cada dia que a gente entra no palco, a gente faz de uma maneira diferente. Então é porque a gente tá vivo, né? Então são desafios bem diferentes.

CE - Depois de tantos personagens marcantes, o que ainda te provoca frio na barriga?
AP - 
O que me provoca frio na barriga é saber e ter a possibilidade de tocar as pessoas, emocionar as pessoas, atingir e alcançar as pessoas com a história que eu tô contando, com a personagem que eu tô fazendo, com a música que eu tô cantando, com a cena que eu tô fazendo. Isso me dá frio na barriga, quando eu vejo que eu consegui atingir e alcançar o público, isso é o que me dá o frio na barriga.

CE - Como você lida com a responsabilidade de representar uma artista tão presente no imaginário do público?
AP -
 Olha, esse é um peso muito grande. A responsabilidade de fazer uma personagem que existiu e com tanta significância e relevância que as pessoas realmente conhecem, que tem traços fortes cantando e dançando e se comunicando, existe um respeito de não querer ser a Tina, e nem de imitar mas de homenagear. Então é um peso muito grande essa responsabilidade de levar alguém de tanta importância.

CE - Quando as luzes se apagam e o espetáculo termina, o que você espera que as pessoas levem consigo dessa experiência?
AP -
 Olha, eu espero que as pessoas levem a força da Tina para casa, a esperança, a vitalidade, a vontade de viver e nessa missão que ela tinha que fez, ela seguir em frente e que as pessoas saiam preenchidas de tanta esperança e de uma história de vitória, que elas possam se encher disso, tanto da história da Tina quanto da minha história de vitória. Então, é isso que eu espero.
 

Entrevista exclusiva com a atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical A atriz Analu Pimenta, ela dá vida e canta Tina Turner em musical - Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 09 e 15 de março. Coragem para superar a estagnação.

A energia do Oito de Copas fala da coragem de se deixar o passado para trás e abandonar situações que não servem mais. É um convite para superar a estagnação, agindo com maturidade emocional para controlar seu próprio caminho e seguir em direção a novos.

08/03/2026 13h30

A energia do Tarô da semana entre 09 e 15 de março. Coragem para superar a estagnação.

A energia do Tarô da semana entre 09 e 15 de março. Coragem para superar a estagnação. Foto: Divulgação

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O Oito de Copas e a Arte de Desapegar

Quando você fica em silêncio, consegue ouvir o chamado do seu verdadeiro eu? Já teve a sensação de atravessar períodos de confusão, tristeza ou até a impressão de estar vivendo uma fase de “azar”?

O Oito de Copas é uma carta de movimento e crescimento. Ela fala sobre deixar para trás lugares de “tédio”, “desânimo” ou “vazio” emocional para seguir em direção a um futuro mais gratificante. Como disse Joseph Campbell: “Devemos estar dispostos a abrir mão da vida que planejamos para podermos viver a vida que nos espera.”

Em certos momentos da vida, precisamos parar e reavaliar com honestidade o que realmente nos traz satisfação e alegria. O Oito de Copas significa justamente esse instante de pausa, convidando-nos a reconhecer o que, em nossa situação atual, já não funciona. Não há necessidade de continuar investindo energia no que se esgotou. É simplesmente hora de seguir em frente, sem pressão, sem imposição.

Essa carta é como um bilhete para a próxima etapa da jornada, uma permissão simbólica para atravessar um novo portal. Ela nos lembra, com suavidade: você já deu o suficiente.

Este arcano simboliza o desapego, a necessidade de abandonar situações, relacionamentos ou emoções que não trazem mais realização, partindo em busca de algo superior. É uma carta de transição, mudança e coragem, representando a decisão de deixar para trás o familiar para encontrar maior propósito pessoal, mesmo com dor e com o coração apertado. 

Pode indicar a decisão de encerrar um relacionamento emocionalmente esgotado, lidar com uma decepção ou reconhecer a necessidade de se afastar para se curar. O Oito de Copas também sugere a transição para novas fontes de renda, a reavaliação de projetos que não prosperam e a importância de não permanecer apegado ao que já não traz retorno.

Nem sempre sabemos o que vem a seguir e, muitas vezes, o futuro permanece incerto. O que se pede é fé: a confiança de que, ao final da jornada, as experiências vividas terão trazido lições valiosas e conduzido você a um lugar melhor.

Mudar de direção nem sempre é fácil. O caminho à frente pode parecer desafiador e, às vezes, seguimos sem saber exatamente o que esperar. Se soubéssemos de antemão o tamanho das dificuldades, talvez nem tivéssemos coragem de começar.

Ainda assim, os desafios não existem para nos paralisar, mas para nos fortalecer. Eles não devem ser barreiras, e sim parte do processo que nos impulsiona a dar o próximo passo em direção a uma vida mais autêntica.

Não há como negar: o Oito de Copas frequentemente aponta para perdas ou despedidas, mas nem sempre com um significado negativo. Em sua essência, essa carta também carrega um forte impulso de transformação. Por isso, pode indicar a necessidade de deixar algo do passado para trás, abrindo espaço para um novo direcionamento na situação ou no momento que você está vivendo.

Às vezes, é preciso aceitar o fim de um ciclo. Em outras, a carta simboliza o início de uma jornada mais íntima, marcada pelo autoconhecimento e pela possibilidade de recomeçar.

O conselho é manter o coração aberto para essa renovação. Mesmo que haja tristeza ou sensação de solidão no processo, é importante erguer a cabeça e seguir em frente com confiança. O Oito de Copas convida a soltar mágoas e decepções, para que você possa concentrar sua energia naquilo que realmente tem valor e pode trazer novos significados para sua vida.

O Oito de Copas fala sobre o momento em que percebemos que algo já não faz mais sentido e, por isso, decidimos nos afastar. A carta carrega um tom melancólico, pois geralmente surge após uma perda ou decepção que provoca distanciamento emocional. Ainda assim, sua energia está ligada ao movimento e à necessidade de seguir adiante.

Na imagem tradicional da carta, uma figura se afasta das taças que ficaram para trás. Há mágoa e desapontamento nesse gesto, mas também uma escolha consciente: em vez de permanecer preso ao que já não o satisfaz, ele decide seguir adiante e enfrentar o caminho desconhecido. Sua busca é pela nona taça — o Nove de Copas, arcano associado aos desejos realizados, à satisfação e à realização emocional.

Esse gesto de deixar para trás as oito taças simboliza a coragem de sair da zona de conforto em busca de algo que tenha mais significado. Assim, o Oito de Copas também representa uma jornada interior, um processo de amadurecimento e expansão da consciência, no qual a pessoa se permite buscar novos sentidos para a própria vida.

Em essência, o Oito de Copas está associado ao ato de seguir em frente. Ele surge quando percebemos que algo que antes nos preenchia já não possui o mesmo significado. Mesmo que tenha havido momentos bons, chega o momento de se afastar e abrir espaço para novas possibilidades.

Por isso, essa carta fala de mudança de rumo. Ela marca um período de transição, em que é necessário soltar o que ficou para trás para caminhar em direção a novas experiências, aprendizados e caminhos mais alinhados com o momento presente.

Quando o Oito de Copas surge como carta regente, costuma indicar que é hora de ampliar os horizontes. Ele convida a reconhecer quando uma situação, relação ou caminho já não corresponde mais ao que você busca no fundo do coração. Nesse sentido, incentiva a coragem de mudar de direção e buscar algo que traga mais significado à sua jornada.

Esse movimento, porém, pede reflexão. Muitas vezes, o afastamento vem acompanhado de silêncio interior e de um período mais introspectivo, necessário para compreender melhor os próprios desejos e favorecer o crescimento pessoal.

Ainda assim, essa escolha nem sempre é simples. Deixar algo conhecido para trás pode despertar dúvidas, insegurança ou até a sensação de estar abrindo mão de algo importante. Por isso, o Oito de Copas também lembra da importância de agir com consciência, refletindo sobre as razões dessa decisão e sobre o que realmente se deseja construir adiante.

No fundo, a carta fala sobre enfrentar o desconhecido com maturidade, aceitando que todo recomeço pode envolver algum grau de desapego, mas também a possibilidade de encontrar caminhos mais verdadeiros.

O Oito de Copas fala sobre a decisão de se afastar de algo que já não faz mais sentido, seja um relacionamento, trabalho, amizade ou fase da vida. A carta costuma surgir em momentos de emoções intensas e indica a necessidade de desapego e mudança, podendo até apontar para viagens ou novos caminhos.

Ela nos lembra que resistir às transformações apenas torna o processo mais difícil. Às vezes, aceitar o fim de um ciclo é o primeiro passo para algo mais saudável e mais alinhado com quem você realmente é.

De tempos em tempos, é necessário mergulhar profundamente em si mesmo para ouvir a própria essência e resgatar forças e habilidades que talvez tenham sido esquecidas. Embora essa jornada seja extremamente valiosa, raramente é simples enquanto acontece. Muitas vezes, ela vem acompanhada de momentos de tristeza, confusão ou até da sensação de atravessar uma fase difícil.

Por isso, é preciso coragem para deixar para trás situações que já não promovem crescimento, mesmo quando esse movimento traz consigo sentimentos de perda.

Relacionamentos

No amor, o Oito de Copas costuma falar de distanciamento emocional e busca por algo mais profundo. Essa carta aparece quando uma relação já não preenche da mesma forma que antes, levando a pessoa a refletir se ainda vale a pena permanecer ou se é hora de seguir outro caminho.

Muitas vezes, ela indica desgaste afetivo, decepção ou a sensação de que algo essencial está faltando na relação. Não significa necessariamente falta de amor, mas sim a percepção de que os sentimentos ou expectativas já não estão alinhados. Nesses casos, o Oito de Copas pode apontar para a decisão de se afastar, encerrar um ciclo ou buscar um espaço para compreender melhor o que o coração realmente deseja.

Para quem está solteiro, a carta pode representar um período de recolhimento emocional. Depois de experiências amorosas marcantes, a pessoa sente necessidade de se afastar temporariamente para curar feridas, refletir e amadurecer antes de se abrir novamente para um novo vínculo.

Apesar de sua associação com despedidas, o Oito de Copas também traz um sentido de evolução emocional. Ele lembra que, às vezes, é preciso deixar para trás o que já não nutre a alma para abrir espaço a relações mais verdadeiras e satisfatórias.

Finanças/Carreira

No trabalho e nas finanças, o Oito de Copas costuma indicar a necessidade de reavaliar caminhos. Ele surge quando uma atividade, projeto ou ambiente profissional já não traz a mesma satisfação ou perspectiva de crescimento.

A carta pode apontar para a decisão de deixar um emprego, mudar de área ou abandonar iniciativas que não estão dando retorno. Mais do que perda, esse movimento representa a busca por algo que ofereça mais propósito, realização ou estabilidade.

No campo financeiro, o Oito de Copas sugere cautela e reflexão: pode ser o momento de repensar investimentos, fontes de renda ou estratégias que já não estão funcionando, abrindo espaço para novas possibilidades.

A coragem de seguir em frente

É da natureza do ego humano cultivar apegos. Por isso, mudar raramente é um processo fácil. Ainda assim, seguir em frente é caminhar em sintonia com o fluxo da vida. Quando aceitamos esse movimento, permitimos que o universo conspire a favor daquilo que habita o nosso coração e abrimos espaço para experiências mais significativas, gratificantes e, por que não, mágicas.

Como lembra Alan Watts: “Despertar para quem você é exige que você se desapegue de quem você imagina ser.”

Uma ótima semana e muita luz,
Ana Cristina Paixão

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