Sexta, 24 de Novembro de 2017

Economia de MS vai crescer no segundo semestre deste ano

31 JUL 2010Por 16h:37
VERA HALFEN

Durante os seis primeiros seis meses do ano, a economia sul-mato-grossense apresentou níveis animadores de crescimento em praticamente todos os setores. A indústria, comércio, automóveis e a construção civil estão otimistas em relação ao segundo semestre de 2010. No conjunto, as expectativas são de manter o mesmo ritmo obtido na primeira metade do ano e com projeções de até 10% de crescimento.
No setor de revenda de automóveis, o presidente da Fenebrave/MS, Luiz Antônio de Souza Campos, frisa que março registrou o maior volume de vendas de todos os tempos. “Já em maio e junho, os negócios desaceleraram, mas neste mês de julho, fomos surpreendidos com um volume expressivo de negócios. Será o segundo melhor mês do ano”, diz. As perspectivas de crescimento para o setor, para os próximos meses, é de 8% sobre 2009.
Já as exportações de produtos industrializados cresceram 64% no primeiro semestre, comparadas a 2009, e as perspectivas para os próximos seis meses são animadoras. Para se ter uma ideia desse crescimento, em 2009 o volume exportado, no primeiro semestre, foi de US$ 527,8 milhões e, em 2010, pulou para US$ 865,7 milhões. No mesmo período, o número de trabalhadores no setor pulou de 101.602 para 107.891.
Na avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen, o vigor da indústria, evidenciado em índices cada vez mais animadores e estimulantes, deve-se a um conjunto de fatores, entre eles, a chegada de novos investimentos no Estado, aumento das linhas de crédito, além de desempenhos expressivos de alguns setores como o do vestuário e têxtil, celulose e papel, sucroenergético, alimentos e a recuperação do minero-siderúrgico. Segundo Longen, “O Estado ainda é jovem e desponta recente para as múltiplas potencialidades da indústria. Ainda temos muito que avançar, notadamente na abertura de novas frentes de desenvolvimento no cone-sul e na região norte,” prevê.

Perspectivas
No setor da construção civil, o presidente do Crea/MS (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), Jary de Carvalho e Castro, “não tem como frear o crescimento da construção civil. Foi vencida a inércia e esperamos que ela não retorne”. Ele frisa que o setor não ficará desabastecido de material para construção, como ocorreu há alguns anos. “Na falta de produto no mercado interno, existe a possibilidade de trazer de outros países”, afirma.
O comércio entra no mesmo ritmo e as perspectivas de crescimento até o final do ano ficam entre 8 e 10%. De acordo com o gerente do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), Valdineir Ciro de Souza, as vendas não mantêm um crescimento relevante. “O indicativo desse crescimento são as consultas ao SCPC, que cresceram 1,01%. “Esse porcentual mostra parte das vendas a crédito, uma vez que o órgão não é responsável por todas as consultas do crediário, pois o cartão de crédito é uma opção de compra sem essa consulta. Em junho, as vendas por meio de cartões cresceram 19%”, diz.

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