O número corresponde a 12,3% das pessoas com 60 anos ou mais no Estado que são analfabetas, o menor percentual observado desde o início da pesquisa
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2025, divulgadas nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa de analfabetismo em Mato Grosso do Sul cresceu 0,2% em relação ao ano anterior.
De acordo com a pesquisa, o analfabetismo está diretamente associado à idade, já que quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção das pessoas que não sabem ler nem escrever.
Entre o grupo de idosos, pessoas de 60 anos ou mais, em 2025 no Estado, eram 53 mil analfabetos, ou seja, 12,3% do grupo etário total em Mato Grosso do Sul e 60,9% da população analfabeta no Estado.
Apesar de corresponder à maior porcentagem de pessoas que não sabem ler nem escrever, a a taxa de idosos analfabetos em 2025 foi a menor já registrada desde o início da pesquisa em 2016, quando era 20%. Em comparação ao primeiro índice, a queda foi de 7,7%.
Em 2017, a taxa foi de 16,5%, mesmo valor observado em 2018. Já em 2019, a proporção era de 15,6%, caindo para 13,7% em 2022, 13,7% em 2023 e 12,9% em 2024.
Desde o início da pesquisa, a taxa de mulheres analfabetas entre os idosos foi maior em relação aos homens, com exceção do último ano. Em 2025, a proporção de homens idosos analfabetos era de 12,8%, enquanto entre as mulheres, foi de 11,9%.
Com relação à população total em Mato Grosso do Sul que não sabe ler nem escrever, em 2025 eram 87 mil analfabetos com 15 anos ou mais no Estado. Isso equivale a uma taxa de analfabetismo de 3,9%, a 12ª menor taxa do País.
Com relação ao ano anterior, houve um aumento de cerca de 5 mil analfabetos no Estado. Os aumentos foram observados nos grupos de 15 anos ou mais (de 3,7% para 3,9%), 18 anos ou mais (de 4% para 4,1%) e 25 anos ou mais (de 4,5% para 4,6%). Nos grupos de idade mais avançada, de 40 anos ou mais e 60 anos ou mais, nota-se uma queda entre os anos.
Média de estudo maior entre brancos e mulheres
No Brasil, a média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de idade, em 2025, foi de 10,2%. Em Mato Grosso do Sul, a média superou a nacional, chegando a 10,3%, mesmo valor de 2024.
No Estado, as mulheres têm maior escolaridade média (10,7 anos) em comparação aos homens (9,8 anos). Os homens apresentaram maior taxa de escolaridade nas faixas entre 0 a 14 anos. No entanto, a partir dos 15 anos, o cenário se inverte e as mulheres passam a representar taxa mais elevadas.
O maior diferencial ocorreu na faixa dos 18 aos 24 anos, onde a taxa de escolaridade dos homens foi de 28,7% e das mulheres foi de 40,2%, com uma diferença de 11,5 pontos percentuais.
Na variação de cor ou raça, nessa mesma faixa etária, a taxa de escolaridade das pessoas brancas foi de 42,2%, superando com folga entre as pessoas pretas ou pardas, que foi de 28,9%.
Curso frequentado
Em 2025, a maior parte dos estudantes do Estado frequentava o ensino fundamental (382 mil). Os estudantes da Alfabetização de Jovens e Adultos (AJA) e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) eram 3 mil, totalizando 385 mil estudantes nesse nível de escolaridade.
Na comparação entre as redes pública e privada, o número de estudantes na rede privada superou os da rede pública apenas nos dois grupos mais elevados de ensino: superior e especialização, mestrado e doutorado.
Na série histórica, é possível perceber o aumento da participação da rede pública na oferta de graduação, que passou de 36 mil estudantes em 2016 para 48 mil em 2025. No setor privado houve redução, de 93 mil estudantes em 2016 para 92 mil em 2025.