Segunda, 20 de Novembro de 2017

É uma questão de credibilidade

4 AGO 2010Por 08h:17
   O secretário da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), Nestor Kirchner, objetivando contornar a crise, já com o talho das relações diplomáticas e a quase declaração de guerra pelo tiranete-bufão-Cel. Paraquedista Hugo Chávez, contra a Colômbia de Álvaro Uribe, já convocou o presidente Lula e outros membros da UNASUL, visando o impasse entre as 2 nações.
   O leitor(a), indagar-me-á: O governo lula tem credibilidade para arbitrar a crise Chávez-Uribe? Não tem. Por quê? Porque, já em 2002, no início do seu governo, enquadrava as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), como “um movimento social”, enquanto Chávez quer que as FARC, grupo que vive do terror, do sequestro e do tráfico de drogas, seja aceita como uma “força política legítima da Colômbia”. Pode?
   Vamos, agora, com os relatos que se seguem, ajuizar com a melhor segurança, das implicações do PT com a narcoguerrilha colombiana; 1) Nos arquivos da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), documentos ali guardados e produzidos por uma investigação em 2002, informam de que, um grupo de esquerdistas brasileiros, reuniu-se numa chácara chamada “Coração Vermelho”, distante 40 quilômetros de Brasília(DF), imóvel pertencente ao sindicalista Antônio Francisco do Carmo, tudo acontecido em uma mesa debaixo de árvores, para evitar que um grampo clandestino pudesse captar as conversas; 2) Quem foi o mentor  dessa reunião° ora, o ex-padre Olivério Medina, cujo nome, anotem, FRANCISCO ANTÔNIO CADENAS COLLAZOS, reconhecido pelo PT, como o embaixador das FARC, no Brasil, homem marcado para morrer na Colômbia, acuado pelo Exército, pela morte de 95 militares, sequestro de mais de 100 pessoas, além de produtor e venda de cocaína, assassinatos, aliciamento de crianças, crimes sexuais,  além de empregar e espalhar minas terrestres que já provocaram a morte e mutilação de milhares de civis colombianos. No entanto, na visão do acanhado do Senador Eduardo Suplicy, as “FARC, em síntese, propõem uma sociedade mais igualitária; 3) Então, na citada reunião, Medina anunciou que as FARC estavam doando 5 milhões de dólares, para ajudar na campanha eleitoral do PT naquele ano. Disse mais, Medina, que os 5 milhões saíram de Trinidad e Tobago e entraram no Brasil por intermédio de empresários amigos do PT, que por sua vez, doaram o dinheiro aos comitês regionais do partido como se fossem contribuições suas.
   Preso pela Polícia Federal em 2005, não demorou para o Brasil receber o pedido de repatriação do ex-padre que trocou a Bíblia pelo fuzil. Com uma vaselina doida nos lábios, portanto, labioso ao extremo, aproximou-se da cúpula governamental do presidente Lula, e desse modo, possibilitou-lhe forjar intensas amizades, procedimento que lhe rendeu em julho/06, a condição de refugiado, pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), apesar de a legislação vigente, não autorizar o benefício a quem tenha tomado partido no conflito.
   Tranquilo, casou-se com a professora paranaense Ângela Slong e, a pedido da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganhou um cargo de confiança ligado à Presidência da República, na Secretaria da Pesca. Leitor(a), até que estou vendo uma certa semelhança no histórico de Dilma e Medina. O ex-padre tinha 17 anos, quando o vilarejo chamado de GARZÓN, ao lado de camponeses marxistas, lutou em defesa de seu ideário, contra forças colombianas. E a Dilma? Bem, a Dilma com 16 anos, ingressou no PILOP(Organização Política Operária)e, depois, tornou-se o cérebro do grupo guerrilheiro VAR-Palmares(Vanguarda Revolucionária Palmares), até que foi presa, aos 22 anos, em 1970, confinada no presídio Tiradentes, em São Paulo, pela prática de sequestro e assaltos a Bancos.
   Agora, inquestionavelmente, quem criou o relacionamento PT-FARC, foi o presidente Lula, no FORO DE SÃO PAULO, em 1990. Assim, logo após a fundação desse Foro, Lula convidou diversos movimentos de esquerda da América Latina, INCLUINDO AS FARC, objetivando debater o futuro do socialismo, após a queda do Muro de Berlim. Agora, por que, não? Em 1999 o então governador do Rio Grande do Sul, o petista Olívio Dutra, recebeu no seu gabinete, Hernán Ramírez, integrante da alta hierarquia das FARC.
   Todavia o caldo engrossou mesmo, na recente reunião da Organização dos Estados Americanos(OEA), em Washington, quando o embaixador da Colômbia, Luiz Alfonso Hoyos, exibiu vídeos, fotos e mapas que revelavam a presença das FARC, no território venezuelano. O falastrão Chávez inflamou-se de tal maneira, cortando as relações com a Colômbia, colocando suas tropas de alerta. E para mediar esse imbróglio que a UNASUL, convocou o presidente Lula.
   Agora, num leve rigor de raciocínio, tem o governo Lula credibilidade para arbitrar essa crise? Como asseverou o jornalista Cláudio Humberto:”Lula negociando o conflito com as FARC é o mesmo que o PCC (1° Comando da Capital), assessorado por Fernandinho Beira-Mar, mediar os confrontos nas favelas no Rio”.

J. Bandeira, Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Aposentado e, ex-Vereador  em Campo Grande, MS

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