Quinta, 23 de Novembro de 2017

E o vento levou...

5 FEV 2010Por FERNANDO MIRAGAYA, AUTO PRESS00h:50
Automóveis sem capota sempre chamam a atenção. Quando menores, então, parecem ter um charme a mais. Foi isso que a Renault buscou com o Wind, que vai ser apresentado no Salão de Genebra, com início previsto para 4 de março. A marca francesa o classifica como um cupêroadster dois lugares, mas o modelinho, baseado no monovolume Twingo, pode ser classificado tranquilamente como um targa, já que possui um arco atrás dos bancos que faz as vezes de coluna traseira. É desta característica de sua carroceria e de suas dimensões enxutas que surgem um dos principais diferenciais do Wind: sua capota. Ela pode ser recolhida ou acionada em apenas 12 segundos, enquanto nos conversíveis convencionais a operação leva geralmente mais de 20 segundos. Mas as linhas do Wind também chamam a atenção. Apesar de ser baseado na nova geração do Twingo, lançada em 2007, o Wind tem uma identidade mais harmoniosa, na qual prevalecem as linhas arredondadas e musculosas. O capô abaulado já deixa clara esta proposta. A tampa do motor tem um caimento acentuado ao centro, enquanto as extremidades são mais elevadas para receberem justamente os faróis angulosos. O conjunto ótico, aliás, remete ao do Fluence, sedã global da Renault que foi apresentado no Salão de Frankfurt, em setembro do ano passado, e que será lançado no Brasil este ano como novo Mégane. Ainda na frente, o Wind conta com uma generosa entrada de ar no spoiler dianteiro com cortes mais retos e definidos. Nas extremidades, surgem os faróis de neblina do tipo canhão. O losango que forma a logomarca da Renault aparece em uma protuberância na ponta do capô, que forma um discreto bico. Nas laterais, o doislugares abusa das saliências. Os paralamas bojudos emprestam um pouco de robustez ao carrinho. Três diferentes vincos na carroceria, por sua vez, passam a sensação de movimento indispensável aos modelos sem capota, sejam eles roadsters, conversíveis ou targas. A capota fechada do modelo segue a receita com caimento acentuado. Atrás, o vidro diminuto traz o brake-light, tem cortes arredondados e segue os limites dos encostos e do arco que serve de coluna traseira. Dois tubos também percorrem a lataria de trás na altura dos bancos do carro. As lanternas formam uma espécie de bumerangue, começando pelas laterais e envolvendo as pontas da carroceria – vistas de trás, lembram a forma de uma aspa. Um aerofólio em forma de arco ressalta um visual mais esportivo. A Renault deixou para o motorshow suíço mais informações técnicas sobre o Wind. Além do tempo de abertura de 12 segundos da capota, o portamalas comporta sempre 270 litros. Além disso, o modelo tem 3,63 metros de comprimento e o mesmo entre-eixos do Twingo: 2,37 m. Na parte de motorização, é provável que o Wind adote as opções tops de motores do monovolume: um 1.2 turbo com 100 cv de potência e um 1.5 turbodiesel de 64 cv. A previsão é de que o carrinho chegue ao mercado até o fim do ano. Na Europa, porém, o modelo não teria rivais diretos, já que Citroën C3 e o Peugeot 207 só tem versões cupê-cabriolet, com quatro lugares.

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