Quinta, 23 de Novembro de 2017

Doutora da alegria

24 MAR 2010Por 07h:30
Marisa Orth não esperava, mas vai voltar ao ar bem antes do que imaginava. Há poucos meses, em dezembro do ano passado, quando se despediu da neurótica Rita, de “Toma lá, dá cá”, ela achou que ficaria um bom tempo fora dos estúdios. Mas já retorna ao batente na noite de 4 de abril, em mais um papel cômico. Desta vez, porém, a personagem de Marisa vai mudar de ramo. Em vez de trabalhar no setor imobiliário, o papel da atriz vai atuar como médica. Isso porque, no seriado humorístico “S.O.S. emergência”, ela vai dar vida à ginecologista e obstetra dra. Michele. “Gosto do universo médico. Sou quase uma hipocondríaca...”, diverte-se ela, garantindo que, apesar de a produção brincar com o dia a dia dos médicos, eles não vão ficar ofendidos. “A gente quer que, principalmente, a classe médica dê risada. Se eles rirem, a gente vai se considerar realizado”, torce. De personalidade forte, dra. Michele trabalha no fictício hospital Isaac Rosenberg. Lá, ela divide as queixas dos pacientes com uma equipe médica formada, entre outros, por especialistas como o cirurgião Wando, encarnado por Bruno Garcia; a clínicageral Veruska, papel de Maria Clara Gueiros; e o diretor médico do hospital, dr. Solano, representado por Ney Latorraca. “O elenco está fantástico. O Maurinho tem um talento enorme para ‘casting’”, elogia ela, referindo-se a Mauro Mendonça Filho, diretor-geral do programa. Ao elogiar a escalação do diretor, contudo, Marisa não disfarça sua predileção por Ney Latorraca. “Ele é maravilhoso. É o mais engraçado de todo o elenco. É uma matriz de piadas”, derrete- se. Para compor a médica, Marisa – juntamente com o resto do elenco do seriado – visitou o hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, a fim de conhecer histórias, rotinas e curiosidades dos homens e mulheres de branco. Afinal, ela recebeu do diretor-geral a instrução de que a trama seria realista, mas não real. Não é à toa que a atriz não se preocupou em fazer um laboratório detalhado com ginecologistas para representar a Michele o mais próximo da realidade. O mais importante, para ela, foi captar a rotina dos médicos, e não a maneira como eles executam cada procedimento. “Não assisti a um parto, por exemplo. Para quê? Para fazer comédia? Tenho um médico de verdade do meu lado que me ensina como segura um bebê. Às vezes tem até dublê de mão”, entrega, aos risos. Marisa conta que, apesar de ser fã dos seriados americanos dedicados à Medicina, como “House” e “E.R.”, não procurou assisti-los quando soube que viveria uma médica na ficção. Até porque, segundo ela, o humor americano é completamente diferente do brasileiro. E, desde que começou a ser escrito pela dupla de autores Marcius Melhem e Daniel Adjafre, o “S.O.S. emergência” nunca teve esse propósito. Marisa explica que o objetivo do programa é mostrar o humor brasileiro. “Temos muito a aprender com as séries americanas, que são sensacionais. Ninguém vai dizer o contrário. Mas qual é o jeito da gente? Como vai ser isso? Acho que a gente vai achar à medida que for fazendo”, argumenta, confessando que torce para que o programa caia nas graças do público. “Nossa meta é que as pessoas alternem gargalhadas com sorrisos. Que não necessariamente riam na hora, que riam depois, contando para uma amiga. A gente quer que tenha identificação”, torce.

Leia Também