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Donos compartilham fotos para expressar publicamente o amor pelos animais de estimação

Donos compartilham fotos para expressar publicamente o amor pelos animais de estimação

EDUARDO FREGATTO

05/07/2014 - 18h00
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Foto de animal de estimação nas redes sociais é sucesso na certa. Nada gera mais comoção e “curtidas” do que um lindo cão ou gatinho fazendo pose para a câmera, seja sozinho ou ao lado do seu dono. E os usuários, claro, postam as imagens quase que diariamente. “É mais ou menos como sentimento de mãe. Você acha tudo tao fofo que quer compartilhar com o mundo todo esse amor”, tenta explicar a jornalista Mikaele Teodoro, 22 anos, “mãe” do gatinho preto Criolo.

Mikaele compartilha diversas fotos com seu filho na rede. Sempre com muitos amigos curtindo e tecendo elogios. “É a tal da mãe coruja, né?”.

De fato, se sentindo verdadeiras mães, pais e irmãos dos seus animais, as pessoas cada vez mais o incluem no ambiente familiar. “Claro que tenho porta-retratos espalhados pela casa dos meus filhos cachorros”, diz a professora Rosângela Macia, de 59 anos.

LEMBRANÇA
Atenta aos novos hábitos da sociedade que, cada vez mais, valoriza a companhia animal em suas casas, a fotógrafa Célia Nazarko transformou uma ideia em negócio profissional.

Junto de seu marido, Célia faz ensaios fotográficos de animais de estimação. “As pessoas que nos procuram pra fotografar tem em comum um amor e um carinho super especial, querem eternizar esses momentos”, explica.

Para Rosângela, o ensaio foi crucial. A professora foi a primeira cliente de Célia e tem gratidão eterna pela fotógrafa e amiga. “Fizemos as fotos em outubro, em dezembro minha cadela Meg faleceu”, conta. “Então aquelas fotos são a principal lembrança que tenho dela e que vão ficar para sempre”.

Além de Meg, os retratos dos cães David Beckham, Kevin Costner, Angel e Tiny também enfeitam a residência. E no perfil virtual da professora, a foto principal é a cadela meg, de quem sente tanta falta. “São parte da família”, explica. “Só não digo que são igual aos meus filhos porque eu brigo com meus filhos, msa com os meus cachorros nunca. Eles são só amados”, brinca.

HOMENAGENS 
Não são só os momentos felizes que os usuários colocam na rede. Quando existe a perde, as homenagens póstumas também são publicadas e emocionam os internautas.

Como verdadeiros membros da família, os animais ganham cada vez mais espaço na vida e na rotina dos seus amigos humanos. “É uma espécie de orgulho do bichinho, misturado com a necessidade de mostrar o quão grande é o seu vínculo afetivo com ele, sabe?”, indaga Mikaele, que também exibe sua imagem com Criolo em seu perfil nas redes sociais. 

CINEMA

Semana do Cinema: ingressos a partir de R$ 10 começam amanhã

Promoções se estendem por uma semana e da ao público mais uma chance de assistir os indicados ao Oscar nas telonas

04/02/2026 12h30

Semana do cinema começa amanhã e vai até a próxima quarta-feira

Semana do cinema começa amanhã e vai até a próxima quarta-feira Divulgação

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Para os cinéfilos e amantes do cinema que ainda não tiveram tempo de assistir os longas indicados ao Oscar, essa é a oportunidade. A partir desta quinta-feira (05), todos os ingressos nas três redes de cinema de Campo Grande entram na primeira Semana do Cinema de 2026.

Durante esse período, ingressos para todo o catálogo do Cinemark, Cinépolis e UCI ficam a R$ 10, isso inclui os filmes já em cartaz e também as estreias. Todas as sessões iniciadas até 16h59 mantém o valor, e a partir de 17h os ingressos sobem o preço para R$ 12.

Além disso, a semana ainda contará com promoções em combos de pipoca, snacks e refrigerantes. Para quem não consegue ir durante a semana, as sessões do sábado (07) também adotam o preço promocional.

Os preços dos combos variam e as promoções são para todos os gostos. No Cinemark os combos são a partir de R$ 39 e no Cinépolis a partir de R$ 29. No UCI, os combos com pipoca média salgada e dois refrigerantes de 500 ml custarão R$ 30, e para quem prefere doce, a pipoca de chocolate e refrigerante de 700ml sairá por R$ 50.

Com ao menos 4 fimes indicados ao Oscar, a programação inclui o filme brasileiro "O Agente Secreto" indicado em quatro categorias da premiação: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator, com o Wagner Moura, que interpreta o personagem principal.

Além de "Avatar: Fogo e Cinzas", indicado em duas categorias: Melhor Figurino e Melhor Efeitos Visuais, está na programação também o drama "Marty Supreme" com interpretação do ator Timothée Chalamet no papel principal e nove indicações ao Oscar.

E também a animação "Zootopia 2" que ainda está em cartaz e foi indicado ao prêmio de "Melhor Filme de Animação".

Semana do Cinema

A iniciativa é idealizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC) e acontece nacionalmente em todos os cinemas do Brasil. A ideia é um incentivo a ida do público ao cinema pensada após a pandemia. 

A edição é a oitava desde que começou, mas é a primeira do ano e normalmente acontecem duas vezes por ano. O objetivo é ampliar o acesso à cultura e também alimentar o audiovisual nas telonas.

*O preço promocional não se aplica a pré-estreias, shows e salas especiais.

> Serviço

Semana do Cinema:

  • 05 a 11 de fevereiro;

Valores:

  • sessões iniciadas até 16h59 - R$ 10;
  • sessões a partir de 17h - R$ 12;

Promoção válida:

  • Cinemark, Cinépolis e UCI.

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SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Ultraprocessados são uma escolha prática e acessível, mas trazem muitas consequências à saúde

Cada vez mais comuns na mesa das famílias brasileiras, os alimentos ultraprocessados são uma escolha prática e acessível, mas trazem consequências devastadoras à saúde

04/02/2026 10h30

Brasil enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, como a obesidade, por conta da má alimentação

Brasil enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, como a obesidade, por conta da má alimentação Freepik

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Uma transformação profunda na alimentação, caracterizada pela substituição da comida de verdade por produtos industrializados, está redefinindo o perfil de saúde do País. Em vez de desnutrição aguda, o Brasil agora enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, impulsionada pelo consumo crescente de alimentos ultraprocessados.

A obesidade já afeta um a cada dois adultos e uma a cada três crianças, enquanto estudos recentes revelam que um aumento de 10% no consumo desses produtos eleva em 3% o risco de morte prematura. 

O QUE SÃO OS ULTRAPROCESSADOS?

Os ultraprocessados não são simples versões modificadas de alimentos. São formulações industriais criadas a partir de substâncias extraídas de alimentos (como óleos, amidos, açúcares) ou sintetizadas em laboratório contendo pouco ou nenhum alimento inteiro. Suas características distintivas incluem:

Brasil enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, como a obesidade, por conta da má alimentaçãoAlimentos ultraprocessados são meras formulações industriais - Foto: Freepik

> Ingredientes de uso industrial: presença de substâncias raramente usadas em casa, como xarope de milho de alta frutose, gordura hidrogenada, isolados proteicos e maltodextrina;

> Aditivos cosméticos: utilização intensa de corantes, aromatizantes, emulsificantes e realçadores de sabor para imitar ou intensificar qualidades sensoriais de alimentos frescos;

Alta conveniência: são produtos prontos para consumir, aquecer ou reconstituir, feitos para substituir refeições preparadas em casa;

> Hiperpalatabilidade: formulações científicas combinam açúcares, gorduras, sal e aditivos para criar sabores extremamente atraentes e que podem induzir ao consumo excessivo;

> Exemplos comuns: refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, macarrão instantâneo, barras de cereal açucaradas, nuggets, salsichas, pães de forma industrializados com emulsificantes e bebidas lácteas adoçadas.

CLASSIFICAÇÃO NOVA

Para orientar a população, o Guia Alimentar para a População Brasileira adotou a classificação Nova, desenvolvida por pesquisadores brasileiros. Ela categoriza os alimentos com base no grau e no propósito do processamento industrial, indo muito além do simples conteúdo de nutrientes.

Para facilitar a comparação, aqui estão as quatro categorias da Nova:

> Grupo 1: alimentos in natura ou minimamente processados. Definição: partes comestíveis de plantas ou animais, que podem ter passado por processos como limpeza, secagem, moagem ou pasteurização sem adição de outras substâncias.

Exemplos: frutas, legumes, ovos, leite pasteurizado, arroz, feijão, carnes congeladas, farinhas. Função na dieta: formar a base da alimentação.

> Grupo 2: ingredientes culinários processados. Definição: substâncias extraídas do Grupo 1 ou da natureza, usadas para temperar e cozinhar.

Exemplos: óleos, sal, açúcar, manteiga, vinagre. Função na dieta: usar em pequenas quantidades no preparo das refeições.

Grupo 3: alimentos processados. Definição: produtos fabricados com a adição de sal, açúcar ou outro ingrediente do Grupo 2 a um alimento do Grupo 1, para aumentar sua durabilidade ou palatabilidade.

Exemplos: vegetais em conserva, frutas em calda, queijos, pães feitos apenas com farinha, água, sal e fermento. Função na dieta: consumir em pequenas quantidades, como parte de refeições baseadas no Grupo 1.

> Grupo 4: alimentos ultraprocessados. Definição: formulações industriais com cinco ou mais ingredientes, incluindo substâncias de uso exclusivo industrial e aditivos cosméticos.

Exemplos: refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, macarrão instantâneo. Função na dieta: Evitar.

IMPACTOS

Estudos associam o alto consumo de alimentos ultraprocessados ao maior risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Um mecanismo-chave é a “quebra” dos sinais de saciedade: esses produtos, muitas vezes com alta densidade calórica (duas a cinco vezes maior que um prato de arroz e feijão), “enganam” o organismo, que não registra adequadamente as calorias consumidas, levando à ingestão excessiva.

Além do impacto na saúde física, evidências emergentes também apontam para riscos aumentados de depressão, ansiedade e declínio cognitivo.

Paralelamente, a cadeia produtiva dos ultraprocessados é intensiva e poluente. Baseia-se em monoculturas (como soja e milho), demanda grande uso de água, agrotóxicos e fertilizantes e gera toneladas de embalagens não biodegradáveis. O transporte de longa distância ainda contribui com a emissão de poluentes.

COMO EVITAR

Evitar os ultraprocessados exige atenção crítica e apoio de políticas públicas. Aqui estão estratégias práticas:

1. Desconfie do marketing: termos como “integral”, “fonte de vitaminas”, “vegano” ou “orgânico” na embalagem não garantem que o produto não seja ultraprocessado. Um biscoito com grãos integrais ainda pode ser carregado de açúcar, gordura saturada e aditivos;

2. Leia a lista de ingredientes: é a ferramenta mais poderosa. Desconfie de listas longas com nomes pouco familiares. Prefira produtos cujos ingredientes você reconhece como comida de verdade;

3. Use os novos rótulos de advertência: A legislação brasileira agora exibe um selo frontal em formato de lupa indicando “alto teor” de açúcares adicionados, gorduras saturadas ou sódio. Evite produtos com esses selos;

4. Priorize a regra de ouro do Guia Alimentar: baseie sua alimentação em alimentos in natura ou minimamente processados e em preparações culinárias. Use ingredientes culinários com moderação e limite os processados.

Para ajudá-lo a começar, imagine como seria reorganizar as compras da semana priorizando os grupos menos processados da classificação Nova.

Desjejum/Café da Manhã

Evitar: barras de cereal industrializadas, iogurte com sabor e adoçado, pão de forma com aditivos, cereal matinal açucarado. Priorizar: frutas da estação, iogurte natural, pão feito com farinha, água e fermento (feito em casa ou de padaria artesanal), ovos.

Brasil enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, como a obesidade, por conta da má alimentaçãoUma alimentação saudável requer alimentos in natura ou minimamente processados - Foto: Freepik

Refeições Principais (Almoço/Jantar)

Evitar: hambúrgueres congelados, nuggets, macarrão instantâneo, lasanhas prontas, sopas em pó, molhos industrializados. Priorizar: arroz, feijão, legumes e verduras frescos, carnes, ovos, peixes, preparações caseiras (guisados, ensopados).

Brasil enfrenta uma epidemia de doenças crônicas, como a obesidade, por conta da má alimentaçãoExemplo de refeição nutritiva da culinária brasileira - Foto: Freepik

Lanches

Evitar: salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, bolos industrializados, refrigerantes. Priorizar: Frutas, oleaginosas sem sal (castanhas, nozes), iogurte natural, pipoca feita em casa (sem mixes prontos).

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