Terça, 21 de Novembro de 2017

Dono de jornal prestará depoimento hoje

15 SET 2010Por 13h:58

Vânya Santos

O dono de jornal Agnaldo Ferreira Gonçalves, acusado de matar o garoto Rogério Mendonça Pedra, o “Rogerinho”, de dois anos, durante uma briga de trânsito em novembro do ano passado, em Campo Grande, será interrogado às 16h de hoje. O depoimento será tomado pelo juiz em substituição legal na 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos. O acusado está detido no Centro de Triagem desde à tarde do dia 9 de setembro, quando se apresentou espontaneamente no gabinete do magistrado.
Agnaldo Ferreira foi preso no dia do crime e deixou o sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul no começo deste ano, por determinação do Tribunal de Justiça do Estado. Em maio ele mudou-se para Praia Grande, em São Paulo. No fim do mesmo mês, a acusação apontou indícios de fraude na separação do réu e da esposa.
A suspeita era de que Agnaldo tivesse terminado o casamento para que alguns bens fossem retirados do nome dele, tendo em vista a ação indenizatória no valor de R$ 1,3 milhão impetrada pela família da vítima.
De acordo com as informações, Agnaldo Ferreira aguardava o julgamento em liberdade, mas diante da nova acusação a Justiça determinou que ele prestasse depoimento por meio de carta precatória, em Praia Grande, no dia 15 de outubro. No entanto, um oficial de justiça esteve no endereço indicado pelo acusado para intimá-lo, mas não o encontrou. Em função disso, o juiz Aluízio decretou a prisão preventiva do réu.
O advogado de defesa Valdir Custódio, que já entrou com pedido de revogação da prisão, explicou que o magistrado só deve analisar o pedido de liberdade provisória depois do interrogatório.
A Justiça já ouviu as testemunhas de acusação e de defesa. Após o interrogatório do réu, o processo segue para fase de instrução e pronúncia.

O caso
A briga de trânsito entre Agnaldo e Aldemir Pedra Neto, tio de Rogerinho, teve início no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ernesto Geisel. Na esquina da Mato Grosso com a Rua Rui Barbosa, o jornalista atirou contra a caminhonete de Aldemir, matando a criança e ferindo o avô do menino, João Afonso Pedra. Agnaldo foi indiciado pelos crimes de homicídio doloso, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.

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