Segunda, 20 de Novembro de 2017

Dólar cai para R$ 1,76 e já recua 2,44 % neste mês

10 JUL 2010Por 21h:00
SÃO PAULO

Com o feriado de ontem no Estado de São Paulo em comemoração à Revolução Constitucionalista de 1932, não houve negócios no mercado à vista e futuro de dólar porque a BM&FBovespa não teve expediente, mas manteve a Clearing de Câmbio em funcionamento em esquema de plantão para registro das operações cambiais fechadas em outras praças do País e também por bancos paulistas que também fizeram plantão. Os poucos negócios realizados, no entanto, não indicam uma tendência para o dólar, porque houve volume de negócios reduzido e apenas operações de balcão. Ao final da sessão, a moeda americana, que abriu em alta de 0,11%, fechou em queda de 0,23%, a R$ 1,76. Na semana, recuou 0,90% e, em julho, acumula perda de 2,44%.
 Como explicou Jorge Knauer, gerente de tesouraria do Banco Prosper, o dia até teve algumas operações pequenas, mas ressaltou que, “sem os derivativos, o mercado à vista fica muito reduzido” e que o volume de negócios realizados no Estado de São Paulo costuma ser significativo no total, deprimindo bastante o giro de hoje. Segundo dados da Clearing de Câmbio, o giro em D+2 foi de US$ 532 milhões, cerca de um sexto dos US$ 3,1 bilhões registrados na quinta-feira. Por isso, Knaeur salienta que a sinalização da moeda vista no mercado doméstico “não é nada que represente uma tendência”, diante de tantos fatores atípicos.
 
Real
A favor do real, ontem foram confirmadas mais duas operações de captação externa, conforme já se previa ontem: do Banco Mercantil do Brasil e da BM&FBovespa. A captação do Mercantil foi de US$ 200 milhões, maior do que os US$ 150 milhões que se esperava graças à demanda forte, e o yield de referência foi de 9,625%, segundo informações de fonte à agência Dow Jones.
Já a BM&FBovespa lançou ontem US$ 612 milhões em bônus de dez anos no exterior, com um spread de 250 pontos-base acima do título do Tesouro dos EUA de vencimento equivalente. A demanda pelos novos bônus atingiu mais do que seis vezes o tamanho da emissão, de acordo com uma pessoa próxima à operação, alcançando US$ 4,5 bilhões. O yield foi de 5,548%.
 No mercado global de câmbio, um ajuste de posições na véspera do final de semana que terá a final da Copa do Mundo da África do Sul impediu que o euro se mantivesse no patamar de US$ 1,27, recuperado ontem - nível que não era alcançado desde o início de maio. Para os analistas, após o rali de busca pelos ativos de risco visto esta semana, os investidores preferiram uma certa dose de cautela, já que não estão completamente seguros da confiabilidade da recuperação no bloco.

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