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MS-295

Dof aprende 37 kg de maconha em veículo furtado

Dof aprende 37 kg de maconha em veículo furtado

Evelyn Souza

06/11/2010 - 08h28
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Policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) prenderam ontem (04), durante bloqueio policial realizado na Rodovia MS-295, E.L.R, de 38 anos e E.A.S, de 27 anos, ambos moradores da cidade de Itapema/SC.

Segundo informações do boletim de ocorrência, ao abordar o veículo Ford Fiesta, de placas MID-2797, de Concórdio/SC conduzido por E.L.R, os policiais localizaram em fundos falsos nas portas, no tanque de combustível e pára choques, 37 kg de maconha.

Também foi constatado junto ao sistema de informações do DOF que o veículo foi furtado na cidade de Florianópolis/SC.

Questionados a respeito, E.L.R informou que foi contratado para levar o veículo da cidade de Iguatemi/MS até a cidade de Curitiba/PR. Ambos receberam voz de prisão e foram encaminhados juntamente com a droga e o veículo até a Delegacia de Polícia Civil de Eldorado/MS.

Estelionato

Braço digital do Banco Master foi usado no golpe do "falso advogado" em MS

Will Bank, fintech liquidada em janeiro, aparecia como destino de valores transferidos por vítimas em Mato Grosso do Sul

05/02/2026 04h00

Golpistas usavam contas no Will Bank para receber dinheiro das vítimas

Golpistas usavam contas no Will Bank para receber dinheiro das vítimas Reprodução

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O braço digital do Banco Master, o Will Bank, liquidado no dia 21 de janeiro, aparece como instrumento de criminosos que aplicam o golpe do “falso advogado”.

Somente nos últimos 60 dias, o Correio do Estado identificou duas vítimas do golpe em Mato Grosso do Sul, que estão requerendo na Justiça a reparação de danos materiais e morais à fintech, que quebrou no mês passado.

Uma mulher, que teve um prejuízo de R$ 248 mil no golpe do “falso advogado”, e um homem, que teve um prejuízo menor, de R$ 2,5 mil, transferiram parte do dinheiro aos golpistas, que receberam os valores por meio de contas do Will Bank, que, na verdade, nem banco era: tem a razão social de Will Financeira e é classificada como fintech, assim como outros “bancos”, como PicPay, Nubank, Mercado Pago, entre outros.

Golpistas usavam contas no Will Bank para receber dinheiro das vítimas Trecho da abordagem do golpista no golpe do falso advogado

Nos dois casos do golpe do “falso advogado”, as vítimas foram abordadas por pessoas que se passavam por seus advogados e falsificavam documentos de decisões judiciais. Na primeira abordagem, os criminosos trazem uma “notícia boa”, avisando que a pessoa venceu a causa – que realmente existe – e que receberá a indenização.

O golpe vem depois, quando o falso advogado condiciona a liberação da indenização ao pagamento de vários custos, honorários, entre outras despesas. Quando a vítima se dá conta, já é tarde.

No caso da vítima que caiu no golpe do “falso advogado” em Campo Grande e perdeu R$ 248 mil, ela aponta falhas no controle do banco e negligência, sobretudo pela falta de controle ao permitir que, basicamente, qualquer pessoa abra uma conta na instituição.

O valor que ela perdeu no golpe do falso advogado, R$ 248 mil, é uma fração dos R$ 51 mil que ela teria para receber no processo, que deu origem à abordagem falsa feita pelos golpistas.

Além da Will Financeira, outras empresas abrigavam contas que receberam o dinheiro do golpe, como Nu Pagamentos (Nubank) e SAQ.

“Ao permitirem a abertura de contas-correntes por estelionatários sem a devida diligência, violaram frontalmente as normas do Banco Central do Brasil, em especial a Resolução nº 4.753/2019 e a Circular nº 3.978/2020, que impõem um rigoroso procedimento de ‘Conheça seu Cliente’ [KYC – Know Your Customer] para prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas”, alega a advogada da vítima do golpe de R$ 248 mil.

No processo, ela pede, de todas essas empresas e da PicPay – onde abriu conta por sugestão dos golpistas para transferir o dinheiro –, a devolução do valor perdido e mais R$ 30 mil em indenização por danos morais.

“A existência de uma conta em nome de uma ‘empresa fantasma’ [CNPJ 63.075.702/0001-54] é prova cabal e irrefutável da negligência. Essas instituições não apenas falharam, mas criaram a infraestrutura essencial para que os criminosos pudessem receber e movimentar os valores subtraídos da autora”, argumenta a defesa da vítima do golpe, cujo nome será mantido em sigilo.

No caso do homem que pagou R$ 2,5 mil aos golpistas, a indenização que ele receberia seria menor: R$ 22,1 mil. Ainda assim, ele cobra a devolução em dobro do valor perdido, além de indenização por danos morais.

“A responsabilidade da Will Financeira S.A. advém da negligência na abertura e fiscalização da conta receptora dos valores ilícitos, permitindo que sua plataforma fosse utilizada como instrumento para a prática de crimes. A jurisprudência pátria é firme em reconhecer a responsabilidade do banco que acolhe a conta do fraudador por não empregar mecanismos de controle eficazes”, afirma o advogado da vítima.

Ainda não há decisão em nenhum dos processos judiciais.

Golpe do falso advogado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) vem atuando para combater esse tipo de golpe, por meio da cobrança de providências das autoridades.

Além de abrir um canal permanente para o recebimento de denúncias, a instituição ajuizou, no ano passado, uma ação civil pública em que conseguiu, na Justiça Federal, o deferimento de pedido de tutela de urgência para que as companhias telefônicas criem um canal específico para o bloqueio imediato de linhas utilizadas por criminosos nesse tipo de fraude.

A liquidação

O Will Bank teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central do Brasil em 21 de janeiro deste ano. A medida encerrou de forma definitiva as operações da instituição, que deixou de funcionar imediatamente após o decreto.

A decisão do Banco Central foi motivada por uma série de problemas financeiros, operacionais e de governança que tornaram a continuidade do banco inviável, como a ligação com o Banco Master, uma vez que a Will Financeira era controlada pelo Banco Master, cuja liquidação já havia sido decretada em novembro de 2025, em razão de uma grave crise financeira e de suspeitas de irregularidades.

Outro fator foi a deterioração da situação econômico-financeira e a insolvência. 
Além disso, o Will Bank descumpriu compromissos no sistema de pagamentos, como o firmado com a operadora Mastercard no arranjo de pagamentos, o que levou ao bloqueio da participação do banco no sistema e à suspensão do uso de seus cartões.

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pantanal

Avião com quase meia tonelada de cocaína pousa em fazenda de influencer

Aeronave boliviana foi abandonada junto com a droga, avaliada em R$ 23 milhões, em Porto Murtinho

04/02/2026 18h33

Aeronave pousou em fazenda no Pantanal e foi abandonada com R$ 28,8 milhões em cocaína

Aeronave pousou em fazenda no Pantanal e foi abandonada com R$ 28,8 milhões em cocaína Foto: Divulgação / Polícia Militar

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Uma aeronave carregada com quase meia tonelada de cocaína realizou pouso em uma propriedade rural em Porto Murtinho, no último sábado. O influenciador Firmino Cortada, que tem mais de 2,2 milhões de seguidores nas redes sociais, afirmou que a fazenda é de propriedade da sua família e que o caseiro foi surpreendido com o pouso no local.

Conforme a Polícia Militar, a equipe de Força Tática do 11º BPM recebeu informação sobre uma aeronave suspeita e deslocou-se imediatamente até a fazenda, com apoio do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), onde foi encontrada a aeronave boliviana, de prefixo CP-298.

Após averiguação, foram encontrados no interior do avião 16 pacotes de pasta base de cocaína, que totalizaram 477 quilos da droga. Também foi apreendido um aparelho de GPS.

A polícia estimou o valor do entorpecente apreendido em aproximadamente R$ 23,8 milhões.

Piloto e possíveis ocupantes da aeronave abandonaram o avião e não foram identificados nem localizados até a publicação desta reportagem. Não há informações sobre o que motivou o pouso forçado.

Diante dos fortes indícios de tráfico internacional de drogas, a Polícia Civil foi acionada, mas a ocorrência acabou direcionada à Polícia Federal de Ponta Porã, que ficará responsável pela investigação em razão da competência para apuração do fato.

Toda a pasta base e o aparelho de GPS apreendidos foram encaminhados à Polícia Federal, enquanto a aeronave permaneceu na propriedade rural, sendo informado que as medidas necessárias para sua remoção serão adotadas pelos órgãos competentes.

Aeronave pousou em fazenda no Pantanal e foi abandonada com R$ 28,8 milhões em cocaínaAvião estava carregado com 477 quilos de cocaína (Foto: Divulgação / Polícia Militar)

Fazenda de influencer

O Influenciador campo-grandense Firmino Cortada, famoso nas redes sociais e com milhões de seguidores, publicou no Instagram um vídeo onde afirma que o caso aconteceu na fazenda de seu pai.

"Pousou um avião com carga de droga na fazenda. Eu estava acordando e o meu me liga, falando que o caseiro ligou e disse que abandonaram a carga e fugiram", disse.

Firmino explica que a pista de pouso da propriedade é homologada, mas há muitos anos não pousa nenhum avião no local, sendo mantida para possíveis emergências.

Ao notar que a aeronave voava baixo e depois pousou na pista, o caseiro foi até o local averiguar, mas encontrou apenas o avião abandonado e carregado com drogas, sem nenhum ocupante, e entrou em contato com o proprietário, o pecuarista  Firmino Miranda Cortada Filho.

"O avião tem bandeira da Bolívia e ficou no pátio da fazenda", disse o influencer. "O Pantanal tem época de estiagem e já teve roubo de gado [na fazenda], mas isso nunca tinha acontecido", contou na postagem.

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