Doenças de pele são comuns

Se o pelo do seu amigão está caindo ou com falhas e ele se coça muito, pode ser problema na pele

CRISTINA MEDEIROS 07/11/2010 00h00

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Foto: ARQUIVO
Sintomas como coceira, pele úmida e purulenta são indícios de que o cachorro está com problema de pe

Entre as consultas mais frequentes que aparecem em clínicas veterinárias estão as que dizem respeito às doenças de pele em cães. Vários donos queixam-se de animais se coçando muito, com aparecimento de pequenas feridas que, com o passar dos dias, tornam-se algo muito maior. Os principais problemas dermatológicos dos cães são as dermatites alérgicas, dermatites parasitárias (sarnas), as micoses superficiais e as piodermatites. “Posso dizer que 30% dos atendimentos de cães aqui na clínica estão relacionados a problemas de pele”, explica o médico-veterinário Antônio Defante Júnior.

Geralmente, a maioria dos casos de sarna é do tipo demodicose, que pode provocar diversas alterações na pele do animal, que vão de uma simples descamação (presença de caspas), passando por uma falha no pelo, até a presença de feridas abertas. Geralmente, só há coceira se houver também uma infecção bacteriana na pele. A transmissão ocorre de mãe para filho, no contato direto (na amamentação, por exemplo); ela não é transmitida para outros animais nem para o ser humano. “Normalmente,  o filhote nasce com ela, é assintomática e pode aparecer – ou não – em qualquer idade se o animal apresentar, por exemplo, baixa imunidade”, explica a médica veterinária Vamila Paraboni.

A escabiose, ao contrário desta, é a sarna que pode ser transmitida para o ser humano. “O cão contrai a doença de outro animal contaminado. Ela também apresenta feridas, queda de pelo e a coceira é tão forte que o cão chega a se automutilar”.

A dermatite úmida, segundo Camila, é outra doença comum em cães. “É bem típica, adquirida por meio de bactéria. Na verdade, esta bactéria já existe na pele do animal mas se manifesta em forma de doença quando a imunidade dele baixa. Um cachorro mais peludo, por exemplo, tem mais propensão. A pele se apresenta úmida, aparecem a secreção purulenta e a coceira. É importante salientar que sempre é necessário realizar um exame específico para descartar, por exemplo, a leishmaniose”.

Alergias
Outros fatores que podem desencadear lesões dermatológicas são picadas de insetos (pulgas, carrapatos) e alimentação incorreta. “Alguns cachorros apresentam alergia a uma enzima existente na saliva da pulga e o organismo reage”, explica o veterinário  Antônio Defante Júnior.
A nutrição correta, com a ração adequada ao porte e raça do animal fazem a diferença. “O fator nutricional é importante para a saúde do pelo e da pele. O animal não pode comer qualquer ração. O ideal é aquela que contenha zinco, ômega 3 e 6, que agem em benefício da pele”.

Saiba Mais
* A sarna é transmitida por cão, gato, coelho e cavalo, através do contato direto (pegar no colo, por na cama, etc.) com o animal doente. Para evitá-la, mantenha seu animal sempre de banho tomado (pelo menos a cada 15 dias) e troque semanalmente os panos das caminhas/casinhas. Se ele apresentar coceiras, leve-o a um veterinário.

* As micoses são transmitidas pelo contado direto com cão, gato ou coelho doentes. Para evitá-la, não deixe seu animal dormir em locais úmidos, e mantenha a casinha limpa. Caso apareça queda de pelo, consulte um veterinário.

* As raças mais predispostas a problemas de pele são as de pelo longo. Cães do tipo maltês, lhasa apso, têm resposta inflamatória maior do que outras raças. No caso de cães de grande porte, estão raças como labrador, dálmata e rotwailer – este último, campeão em dermatites.

*É preciso ficar atento à alimentação. O cachorro pode ser alérgico a algum ingrediente da ração e há necessidade, então, de mudá-la.

* Outros desencadeadores de alergia são o sabão em pó usado para lavar a roupa do animal, o xampu ou, mesmo, o perfume do dono.
 


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