Terça, 21 de Novembro de 2017

CPI da Saúde

Divergências provocam crise na CPI da Saúde

30 JUN 2010Por 07h:36
Fábio Dorta, de Dourados

A CPI da Saúde da Câmara Municipal de Dourados está em crise. Criada há mais de 70 dias, ainda não tem nem mesmo uma assessoria jurídica contratada. As únicas ações concretas anunciadas até agora foram denúncias de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), feitas em reuniões abertas que estão sendo realizadas em bairros da periferia.

Existe divergência entre a Mesa Diretora da Câmara e o presidente da CPI Dirceu Longhi (PT). A mesa exige um pedido de abertura de licitação para a contratação dos advogados que irão auxiliar os trabalhos dos vereadores. Longhi discorda e afirma que a contratação pode ser feita com dispensa de licitação por causa do caráter de urgência das investigações.

Enquanto a parte burocrática não é resolvida, o presidente da CPI e os dois membros Humberto Teixeira Júnior (PDT) e Júlio Artuzi (PRB) estão alternando as sessões itinerantes nos bairros com reuniões administrativas, que ocorrem apenas uma vez por semana, no plenarinho da Câmara.

Convocações
Apesar do atraso nas investigações, Longhi afirma que as denúncias feitas nos bairros e a documentação encaminhada pela Secretaria Municipal de Saúde são suficientes para que autoridades ligadas ao setor e servidores públicos sejam convocados para prestar depoimento. Ele ainda não adiantou os nomes.
A CPI foi criada para investigar os gastos da Secretaria Municipal de Saúde nos últimos dois anos da gestão do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) e na administração atual comandada por Ari Artuzi (PDT).

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