Política

ELEIÇÕES 2012

Diretor do Google deixa vídeo no Youtube e tem prisão decretada

Diretor do Google deixa vídeo no Youtube e tem prisão decretada

terra

15/09/2012 - 06h00
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O juiz Ruy Jander Teixeira da Rocha, da 17ª Zona Eleitoral na Paraíba, expediu um mandado de prisão em flagrante contra o diretor geral do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar, por descumprimento de decisão judicial. A ordem, que deverá ser cumprida pela Polícia Federal, partiu de um pedido da coligação do candidato do PSDB à prefeitura de Campina Grande (PB). O Google afirmou, por meio de nota, que irá recorrer da decisão.

A coligação Por Amor a Campina, do candidato Romero Rodrigues, entrou com uma ação judicial com pedido de retirada de material do Youtube. Segundo a ação, o vídeo faz uma sátira com o candidato a prefeito da cidade, com o personagem Chaves, da série de TV mexicana.

O jargão tradicional "que burro, dá zero pra ele" é usado contra Rodrigues depois de o candidato se confundir com a sigla do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Para os autores da ação, o vídeo "tem o objetivo de denegrir a imagem do candidato".

No dia 5 de setembro, o juiz concordou com os argumentos do candidato tucano e ordenou que o Google, proprietário do Youtube, retirasse dentro de 48 horas o vídeo e apresentasse informações sobre o usuário "Humor Paraíba", autor do material. Em sua defesa, a empresa argumentou que o vídeo faz uma "simples sátira" sem ridicularizar o candidato.

Na decisão datada de ontem Ruy Rocha expediu um mandado de prisão contra Edmundo Balthazar porque a empresa não apresentou os dados do usuário. Assim, para a Justiça, o diretor pode ser responsabilizado pelo posicionamento da empresa.

ARTICULAÇÕES

Mesmo com neutralidade nacional, Riedel vai apoiar Flávio Bolsonaro a presidente

Federação União Progressista libera alianças nos estados e a coligação com o PL em Mato Grosso do Sul está assegurada

24/07/2026 08h00

O governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o ex-governador Reinaldo Azambuja

O governador Eduardo Riedel, a senadora Tereza Cristina e o ex-governador Reinaldo Azambuja Arquivo

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A decisão da cúpula nacional da Federação União Progressista, formada pelo PP e o União Brasil, de adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições deste ano não vai alterar o cenário político em Mato Grosso do Sul.

No Estado, a aliança entre PP, União Brasil, PL, Republicanos e outras siglas será mantida. Em um gesto político de apoio ao projeto presidencial do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador Eduardo Riedel (PP) deverá, inclusive, reforçar esse alinhamento ao participar, amanhã, da convenção nacional do PL, em São Paulo (SP), que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

Embora a federação tenha decidido retirar o apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro no plano nacional, a executiva nacional liberou os diretórios estaduais para definirem suas alianças de acordo com a realidade política de cada unidade da Federação.

Em Mato Grosso do Sul, a presidente estadual do PP e da Federação União Progressista, senadora Tereza Cristina, assegurou ao Correio do Estado que a decisão não interfere nas articulações locais.

“A neutralidade da federação na disputa presidencial não altera os acordos já costurados em Mato Grosso do Sul. Não vai afetar em nada. Estaremos coligados com PL, Republicanos e outros mais no nosso estado”, declarou.

Tereza Cristina chegou a ser convidada para compor a chapa presidencial como candidata a vice-presidente, mas recusou o convite.

Conforme já informado pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a decisão está relacionada, entre outros fatores, ao projeto político da senadora de disputar a presidência do Senado em 2027.

O presidente estadual do PL, ex-governador Reinaldo Azambuja, também reforçou à reportagem que, nos estados, os partidos estão livres para seguir ou não essa orientação de neutralidade na disputa pela Presidência da República.

“Não há uma vedação nos estados e até nacionalmente ainda não está batido o martelo. Muita coisa vai acontecer até o dia 15 de agosto, data final para o registro das candidaturas”, projetou, informando que viaja ainda hoje para São Paulo para participar, amanhã, do lançamento da candidatura de Flávio.

A posição da cúpula nacional da Federação União Progressista foi informada ao senador Flávio Bolsonaro após reunião da executiva nacional do PP, realizada na terça-feira, em Brasília (DF), com a participação de Tereza Cristina.

O encontro foi conduzido pelo presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), e reuniu outras lideranças nacionais, como os deputados federais Doutor Luizinho (RJ), Ricardo Barros (PR) e Eduardo da Fonte (PE).

Em São Paulo, assim como em Mato Grosso do Sul, a tendência é de apoio da federação à candidatura de Flávio Bolsonaro e à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Já na Paraíba o governador Lucas Ribeiro deverá manter alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Postura

Republicanos cobra reciprocidade do PL para fechar aliança com Flávio Bolsonaro

Pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores em seis estados

23/07/2026 19h00

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Andressa Anholete/Agência Senado

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O Republicanos quer reciprocidade do PL para fechar aliança nacional com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa à Presidência para as eleições de 2026.

O deputado federal e presidente da sigla Marcos Pereira (Republicanos-SP) disse que o PL não cedeu apoio aos pré-candidatos a governador do Republicanos em troca da aliança a nível nacional.

"Nós temos no Republicanos oito pré-candidatos ao governo de Estados. Eu coloquei na mesa seis", disse Pereira em entrevista nesta quarta-feira, 22, ao Grupo Z de Comunicação.

Segundo Pereira, pesquisas contratadas pelo partido apontam chances de o partido eleger governadores nesses seis Estados. Em São Paulo, ele avaliou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) ajuda mais a candidatura de Flávio do que vice-versa. O mesmo vale, segundo o deputado, para Minas Gerais, com o pré-candidato Cleitinho (Republicanos).

Já em Mato Grosso e Roraima, onde o Republicanos já comanda os governos estaduais, o presidente do partido afirmou que uma aliança com o PL garantiria a vitória no primeiro turno. Em contrapartida, ainda ajudaria a eleger senadores do PL nesses Estados.

Pereira também afirmou que, em conversa com Flávio Bolsonaro, ouviu quais eram as prioridades do PL: primeiro a Presidência, segundo o Senado, terceiro a Câmara dos Deputados e, por último, os governos estaduais.

"Por que não abrir mão desses dois estados, que são extremamente importantes para nosso partido?", questionou Pereira.

Pereira afirmou que, sem reciprocidade, o Republicanos deverá ficar neutro a nível nacional. O apoio a candidatura de Lula, segundo o deputado, não tem chances de acontecer.

Pereira explicou, ainda, que a aliança consiste em ceder o tempo de televisão para Flávio Bolsonaro. Atualmente, o PL tem menos espaço que o PT nas emissoras para divulgar a candidatura à Presidência.

Marcos Pereira disse que reuniu-se com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN) na quinta-feira passada, 16. Segundo ele, o desfecho da negociação deve ocorrer até 1º de agosto, antes da convenção do Republicanos, marcada para 4 de agosto.

Na entrevista, Pereira também falou sobre a escolha de Jair Bolsonaro de escolher o filho para concorrer à Presidência.

"Flávio não foi a melhor escolha, mas é o que temos para hoje", afirmou.

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