Levantamento aponta redução nos maiores valores cobrados no crédito e nos menores preços pagos no débito ou em dinheiro
A partir de dados coletados pelo Procon de Mato Grosso do Sul em 35 estabelecimentos de combustíveis em Campo Grande, o preço médio nas bombas pode sofrer uma variação de até 13,55%.
Na comparação entre julho e agosto, o levantamento mostra que, com exceção da gasolina comum e do Gás Natural Veicular (GNV), os maiores valores cobrados no pagamento com cartão de crédito recuaram para o diesel S500 (-5,03%), o diesel S10 (-2,67%) e o etanol comum (-1,87%).
Considerando os menores preços praticados nas modalidades débito ou dinheiro, também foram registradas quedas no etanol (-4,24%), no diesel S500
(-3,19%), no GNV (-2,28%), na gasolina (-1,78%) e no diesel S10 (-0,77%).
Variações nas bombas
O etanol está entre o mais queridinho da população por ser o mais econômico nos postos, por esse motivo muitos condutores optam por realizar pagamentos no crédito, que pode acabar elevando o valor final.
A pesquisa mostra que o bairro do Anhanduizinho é onde o etanol comum lidera na variação, os valores podem oscilar entre R$ 3,69 a R$ 4,19 por litro. Por outro lado, os dados mostram que abastecer 50 litros, aplicando o menor valor encontrado na região, pode gerar uma economia ao consumidor de até R$ 25 por tanque.
O diesel também mostra uma certa variação no pagamento no crédito e no débito e dinheiro, indo de 12,33% no débito ou dinheiro na região da Lagoa e na região do Imbirussu de 13,20% com o pagamento no crédito.
Isso representa um preço médio nas bombas de R$ 6,96 e R$ 6,92, respectivamente. Enquanto isso, o diesel S500 registrou valores médios de R$ 6,42 (débito) e R$ 6,53 (crédito) entre as áreas pesquisadas.
A variação não se restringe apenas no etanol e no diesel, a gasolina comum obteve o menor preço médio no débito registrado, na região central o valor foi de R$ 6,08.
Enquanto o pagamento no crédito foram encontrados preços a partir de R$ 6,19 o litro nas regiões do Anhanduizinho e Lagoa.