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Dilma
faz pacto
contra gasto

Dilma
faz pacto
contra gasto

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20/11/2013 - 10h15
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Em uma tentativa de recuperar a credibilidade com o mercado financeiro, a presidente Dilma Rousseff firmou nesta terça-feira, 19, um pacto com as lideranças dos partidos de sua base aliada no Congresso Nacional para evitar a aprovação de novos cortes de impostos e novos gastos sem previsão orçamentária.

"É preciso zelar pelo cumprimento das metas fiscais acordadas no Orçamento e na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias)", diz um trecho do pacto, assinado por deputados e senadores da coalizão governista. "Por isso, tomamos a decisão de não apoiar matérias que impliquem, neste momento, aumento de gastos ou redução de receita orçamentária."

Segundo fontes, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse aos parlamentares que há risco inflacionário e possibilidade de redução da nota de crédito do Brasil por agências internacionais, para convencê-los a assumir o pacto proposto por Dilma.

No entanto, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), insiste em votar o projeto que cria um piso nacional para agentes comunitários de saúde. A medida tem impacto anual de R$ 2,5 bilhões, segundo o governo.

Com a proposta do pacto, o governo está preocupado em passar para o mercado e investidores estrangeiros a mensagem de que existe compromisso com a austeridade fiscal. Apesar da situação confortável no cenário político, onde a presidente Dilma Rousseff seria reeleita já no primeiro turno, segundo a última pesquisa de intenção de votos feita pelo Ibope, na economia os sinais são muito mais incertos. O mercado tem carimbado o governo como "gastador" e que não demonstra exatamente esse compromisso com as contas públicas.

Existe no Planalto a preocupação assumida em desfazer essa imagem que pode influenciar negativamente o interesse de investidores em colocar dinheiro no País. Dilma começou seu movimento público na semana passada, ao conversar com deputados de partidos aliados. Na segunda-feira, usou sua conta no Twitter para tratar do assunto e espalhar seu novo recado.

No microblog, Dilma lembrou que o primeiro pacto que lançou em resposta aos protestos de junho foi justamente o da estabilidade fiscal. E lembrou que, apesar de o País sentir os efeitos da crise internacional, pelo "décimo ano consecutivo vamos manter a inflação abaixo da meta de 6,5% anuais", postou a presidente. E reafirmou que o Brasil tem economia sólida.

Propostas

O problema é que, apesar disso, o Congresso tem na sua pauta propostas que comprometem qualquer meta de austeridade e o próprio governo tem dificuldades para controlar seus gastos. Ao deixar sua base de apoio solta para aprovar esses projetos classificados como "bombas fiscais", o governo perde o discurso para proclamar sua responsabilidade fiscal. Por isso, Dilma fez a proposta de pacto antigastos ontem aos aliados.

O movimento do Planalto diverge da abordagem dada pelo governo até o início do ano. Preocupado com o baixo crescimento da economia, o governo Dilma Rousseff promoveu cortes bilionários de impostos, cujo rombo dificulta o cumprimento da poupança para pagamento de juros da dívida pública, o chamado superávit primário. É justamente o descumprimento da meta fiscal que leva desconfiança aos mercados.

nesta terça-feira Dilma também sinalizou que o governo pretende flexibilizar um dos itens do esforço fiscal. Segundo o líder do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE), a proposta que desobriga a União a cobrir as metas não cumpridas de Estados e municípios pode ser votada ainda ontem, em sessão conjunta do Congresso Nacional. Isso depende, no entanto, da votação de seis vetos presidenciais, que precisavam ser analisados antes.

BENEFÍCIO SOCIAL

Em MS, 69 mil famílias superam pobreza e deixam o Bolsa Família

Famílias não dependem mais do programa pois saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem

05/06/2026 09h45

DIVULGAÇÃO

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Dados divulgados pelo Governo Federal apontam que aproximadamente 69,5 mil famílias deixaram o Bolsa Família, entre março de 2023 e maio de 2026, em Mato Grosso do Sul.

As famílias não dependem mais do programa pois saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem.

Os lares alcançaram a renda acima do limite exigido pela regra de proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.

Em maio de 2026, mais de 2,4 mil famílias sul-mato-grossenses deixaram o programa social. Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família neste período.

Campo Grande (623) foi o município com maior número de desligamentos no mês passado, seguido por Dourados (163), Ponta Porã (90), Três Lagoas (89), Corumbá (84), Naviraí (72), Sidrolândia (66), Aquidauana (58), Aparecida do Taboado (57) e Amambaí (55).

A regra de proteção, do Bolsa Família, garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.

BOLSA FAMÍLIA

Bolsa Família é um programa social que proporciona renda à famílias em situação de pobreza e vulnerabilidade social.

O objetivo é garantir condições dignas de vida aos mais necessitados, reduzir a pobreza e a desigualdade social no país.

As famílias beneficiárias recebem valores mensais que variam conforme a composição e a renda familiar. Para manter o benefício, é necessário que crianças e adolescentes estejam matriculados na escola e com frequência escolar adequada, além de cumprirem o calendário de vacinação e acompanhamento de saúde.

O programa foi criado pelo Governo Federal em 2003 e desde então vem contribuindo para a redução da extrema pobreza e para a melhoria de indicadores sociais no País.

No Pantanal

Maior porto de minério em MS vai duplicar capacidade

Expansão deve viabilizar o embarque de 15 milhões de toneladas de minério por ano

05/06/2026 08h00

Ilustração de como ficará a obra do porto depois de pronta

Ilustração de como ficará a obra do porto depois de pronta Divulgação

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A mineradora LHG Mining, da holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista, encaminhou projeto de expansão do Porto Gregório Curvo, que fica às margens do Rio Paraguai, para aumentar a capacidade de armazenamento de minério das atuais 700 mil toneladas por ano já licenciadas para 1,5 milhão de toneladas de capacidade estática.

Além disso, a proposta envolve viabilizar que a estrutura permita o embarque de 15 milhões de toneladas de minérios de ferro e manganês por ano. Para garantir essa reestruturação, é preciso uma nova autorização de órgãos ambientais.

O porto vem sendo operado com a licença de operação nº 220/2019, emitida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

A estrutura fica na margem esquerda do Rio Paraguai, na altura do km 2.628, no distrito de Porto Esperança, a cerca de 90 quilômetros da cidade de Corumbá.

Para conseguir a autorização dessas obras, é preciso que o projeto passe por audiência pública, agendada para ocorrer em Corumbá na quinta-feira, a partir das 18h.

MEDIDAS

As medidas que envolvem essa iniciativa e outras intervenções foram orçadas em R$ 1.911.513.680,00, conforme consta no projeto apresentado para discussão na audiência pública.

Para garantir a expansão das operações, também será necessária a implantação de estrutura ferroviária, sistema de virador de vagões, transportadoras de correias, um novo pátio de estocagem de produtos e um píer com sistema de embarque de minério.

Com essas cifras, o projeto está entre as grandes intervenções previstas para o Estado, mas ainda distante das construções das megafábricas de celulose na região leste, que têm investimentos a partir dos R$ 16 bilhões.

A definição de garantir escoamento da produção por meio fluvial vem sendo sustentada diante de questões ambientais.

“Foram estudadas alternativas tecnológicas para definição do tipo de transporte do minério produzido na mina, para seu escoamento. Foram comparados o transporte fluvial (barcaças), rodoviário e ferroviário, verificando-se aquele que emite menos gases de efeito estufa. A emissão para 15 mil toneladas/ano (em CgCO2e) corresponde para o meio rodoviário a 562, 433 para o ferroviário e 263 para as barcaças”, apontou relatório.

As medidas destacadas no relatório correspondem a gigagramas de equivalente de dióxido de carbono (CO2), ou GgCO2e, sendo 1 GgCO2e equivalente a mil toneladas de CO2.

Pelo cronograma de ações da empresa, principal mineradora em Mato Grosso do Sul, entre este ano e 2029 haverá a etapa de implantação, e a operação está prevista para acontecer a partir de 2029.

Porém, a viabilização da obra depende da autorização ambiental e vai atuar diretamente com alterações em áreas do Pantanal.

Para garantir que haja a interligação da área das instalações do pátio de estocagem, do peneiramento e da pera ferroviária com as instalações do píer, será preciso criar uma ponte de acesso por um corixo que separa as regiões.

Nessas intervenções ainda estão previstas remoção de vegetação em 66,52 hectares, terraplanagem e abertura de acessos para viabilizar a ponte que vai transpor o corixo.

O aterro previsto para a pera ferroviária vai necessitar de um volume aproximado de 1.505.167,38 m³ de terra, o que corresponde à movimentação de mais de 107 mil caminhões do tipo truck, que podem carregar até 14 m³. Para as outras estruturas previstas no projeto, o aterro será de 162.669,9 m³. 

VOLUME

A mineradora ainda sustentou que, com a autorização das obras, 1.642 trabalhadores vão atuar diretamente na terraplanagem e em obras civis, montagem eletromecânica, comissionamento, gerenciamento e na área operacional. 

“Os vagões carregados de minério chegarão pela ferrovia e ingressarão na pera ferroviária, onde passarão pelo virador de vagões para descarregamento automático dos vagões. Após descarregado, o minério seguirá para o pátio de estocagem por meio de transportadores de correia, onde estão previstas sete pilhas de estocagem de minério. A área de formação das pilhas será descoberta e, por isso, são previstas unidades aspersoras para controle de poeiras. Foram projetados 22 transportadores de correia (TC) para atender a pera ferroviária e o pátio de estocagem de minério”, especificou a empresa no projeto.

O projeto em análise ambiental reconheceu que a ampliação do porto pode influenciar na qualidade do ar, por conta da emissão de poeira e gases vindos de maquinários e veículos. 

“Os resultados indicaram, de forma geral, que o comportamento da dispersão da poeira é semelhante ao observado no cenário atual, com algumas variações que incluem o deslocamento das emissões para a direção contrária de Porto Esperança e a redução das concentrações de poeira na comunidade. Essa redução ocorre principalmente em função da substituição do transporte rodoviário de minério pelo transporte ferroviário”, ponderou.

A calha do Rio Paraguai também deve sofrer alterações em razão da dragagem. A medida sugerida pela LHG Mining antecipa, inclusive, discussões da concessão da hidrovia. Esse tipo de intervenção está prevista no processo de concessão, que ficou para 2027.

* Saiba 

Entre este ano e 2029 haverá a etapa de implantação, e a operação está prevista para acontecer a partir de 2029.

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