Política

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Dilma é criticada em evento gay por se aproximar de evangélicos

Dilma é criticada em evento gay por se aproximar de evangélicos

folha.com

16/12/2011 - 06h30
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A presidente Dilma Rousseff foi criticada na abertura da 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos LGBT por não se posicionar abertamente sobre a homofobia e por se aproximar de segmentos evangélicos.

"Nossa presidente esteve na ONU e não teve coragem de falar de homofobia (...) Enquanto acordo com evangélicos for feito nas cortinas do palácio, o sangue das travetis vai continuar correndo", disse a travesti Jovanna Baby, durante seu discurso, na presença dos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Maria do Rosário (Direitos Humanos).

Pouco depois, quando Jovanna Baby citou o ex-presidente Lula, a plateia de cerca de 800 pessoas se levantou e começou a gritar "Lula! Lula! Lula!". Ao final do discurso da travesti, o público cantou "Ô, Dilma, que papelão, não se governa com religião", o que deixou constrangidos os dois ministros.

O então presidente Lula participou, em 2008, da 1ª conferência.

Ao tomar a palavra, Maria do Rosário afirmou que não é justo esquecer que o trabalho da Secretaria dos Direitos Humanos, responsável pela conferência e por outras iniciativas para o segmento, é respaldado pela presidente Dilma.

À Folha, Gilberto Carvalho disse que "o governo age em conjunto. A publicidade [campanha de TV de combate ao preconceito contra gays, lançada ali] é financiada pelo governo".

O evento homenageou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto, relator da ação que reconheceu a união homoafetiva em maio deste ano. O ministro arrancou aplausos da plateia cada vez que defendia a total igualdade entre homossexuais e heterossexuais.

"Procurei estudar a Constituição por todos os ângulos, por todos os aspectos, desde o seu preâmbulo até seu último artigo, para ver se era juridicamente acertado, irretocável, correto, reconhecer às pessoas homoafetivas os mesmos direitos --mas todos os direitos, todos, sem exceção-- das pessoas heteroafetivas (...) para felicidade minha, surpresa agradabilíssima, quanto mais eu desfilava pela passarela da Constituição com a minha alma totalmente aberta, eu só encontrava confirmação de que é um absurdo, é uma violência, é fundamentalismo dizer que a pessoa é mais ou menos digna pelo fato da sua orientação sexual. Não há como fazer distinção", disse ele.

Eleições 2026

Pollon confirma planos de se candidatar ao Senado e diz ter "mais coragem que juízo"

Deputado federal articula voto casado com Capitão Contar e pode atrapalhar planos da direita tradicional

02/02/2026 17h17

Marcos Pollon e seu maior aliado na política, Eduardo Bolsonaro

Marcos Pollon e seu maior aliado na política, Eduardo Bolsonaro Arquivo

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) confirmou neste fim de semana que estuda concorrer ao Senado por Mato Grosso do Sul. A declaração de Pollon ocorre dias depois de o Correio do Estado ter antecipado que Marcos Pollon e o Capitão Renan Contar (PL-MS) teriam uma articulação informal para pregar para o público bolsonarista o “voto casado” para os dois candidatos ao Senado. 

Apesar de ainda se declarar pré-candidato ao governo do Estado, Pollon foi claro sobre os pedidos que vem recebendo da Família Bolsonaro para que concorra ao Senado e disse que ele tem um dos requisitos do grupo, que é “ter mais coragem do que juízo”.

“Conversei bastante com Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, e ainda preciso conversar com o Flávio. Há um apelo forte para que eu venha ao Senado. Hoje, o Senado carece de pessoas que tenham mais coragem do que juízo, e esse é um perfil que eu tenho. Não me acovardei até agora e, no Senado, não será diferente”, afirmou o deputado federal em entrevista à Rádio Auriverde, que tem sido o principal meio de propagação dos ideias bolsonaristas.

O plano informal de Pollon e Contar também conta com o apoio do deputado federal Marcel Van Haten, do Novo do Rio Grande do Sul. O Novo tem tudo para ser o partido de destino de Pollon na janela partidária do mês de março, uma vez que Pollon tem encontrado pouco espaço no PL depois da chegada do ex-governador Reinaldo Azambuja, que também é pré-candidato ao Senado. 

A estratégia de Pollon pode criar dificuldade para os planos de Azambuja e Nelsinho Trad (PSD), que buscam o segundo voto bolsonarista nas eleições, para ter uma campanha mais previsível em termos de chance de vitória. No campo da direita mais radical, o voto casado Pollon-Contar atrapalha as pretensões dos candidatos da direita tradicional. 

 

Política

Fachin nomeia Cármen Lúcia relatora de um código de ética para o STF na primeira sessão do ano

No STF, a maioria dos ministros é a favor do código, mas há resistências especialmente de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, ministros com grande interlocução com a política

02/02/2026 16h00

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Arquivo

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, anunciou na primeira sessão do ano que Cármen Lúcia será a relatora da proposta de um código de ética para a Corte.

Ao anunciar que Cármen Lúcia comandará a principal proposta da gestão Fachin, o presidente mostra que, apesar de pressões externas e internas, seguirá com a ideia. No STF, a maioria dos ministros é a favor do código, mas há resistências especialmente de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, ministros com grande interlocução com a política.

Em discurso em plenário, Fachin lembrou que, durante a ditadura militar, o tribunal foi atacado. A referência foi feita em meio a ataques externos ao STF a partir das investigações do caso Banco Master, que colocou na berlinda os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

"Em 1965, o regime militar impôs o aumento de 11 para 16 ministros como meio de interferir no Tribunal. As ruas sabiam ao silêncio tenso da censura, enquanto a aposentadoria compulsória de ministros deixava no ar o sabor amargo da submissão do direito à força do AI-5, de 1968. Ministros foram afastados por não transigirem com o autoritarismo", afirmou.

O presidente do Supremo ressaltou que, na redemocratização do país, a Corte ganhou um "perfil constitucional" com a meta de "não errar por omissão e não ceder por conveniência, e com isso preservar a própria legitimidade"

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