Política

INTENÇÕES DE VOTO

Dilma e Aécio Neves estão tecnicamente empatados em MS

Dilma e Aécio Neves estão tecnicamente empatados em MS

DA REDAÇÃO

26/06/2014 - 09h30
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A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados nas intenções de votos dos eleitores sul-mato-grossenses, de acordo com a segunda parte da pesquisa de intenções de voto para presidente da República, da Fiems/Ibrape. Na pesquisa estimulada cenário 1, em que são apresentados ao eleitor os nomes de todos os prováveis candidatos, Dilma Rousseff aparece com 33% dos votos, dos quais 30% são da Capital e 35% do interior, seguida de perto por Aécio Neves (PSDB) com 30%, dos quais 29% são da Capital e 30% do interior, e, em terceiro, Eduardo Campos (PSB) com 15%, dos quais 18% são da Capital e 14% do interior. Já os candidatos Pastor Everaldo (PSC), Magno Malta (PR) e Luciana Genro (PSOL) tem 1% cada um, enquanto os demais candidatos não somaram nem 1%, sendo que os votos brancos e nulos somaram 10% e não sabem ou indecisos totalizaram 9%.

No interior do Estado, Dilma lidera as intenções de voto na região do Bolsão com 40%, enquanto nas outras regiões ela obteve os seguintes percentuais: Norte (35%), Ivinhema (33%), Grande Dourados (34%), Conesul (32%), Sudoeste (35%) e Pantanal (37%). Considerando apenas os votos válidos no cenário 1, em que são descartados os brancos, nulos e indecisos, ela teve 41% dos votos, Aécio Neves alcançou 37% e Eduardo Campos somou 19%, enquanto os candidatos Pastor Everaldo, Magno Malta e Luciana Genro totalizaram 1% cada um.

No cenário 2 da pesquisa estimulada Fiems/Ibrape, Dilma Rousseff totalizou 34%, dos quais 33% na Capital e 35% no interior, Aécio Neves obteve 31%, dos quais 30% na Capital e 31% no interior, e Eduardo Campos somou 17%, dos quais 19% da Capital e 16% do interior. Os votos brancos e nulos totalizaram 9%, enquanto os eleitores que não sabem ou estão indecisos alcançaram 9%. Na pesquisa espontânea, Dilma Rousseff teria 12% da preferência do eleitorado estadual, dos quais 11% na Capital e 13% no interior, enquanto Aécio Neves obteve 8%, dos quais 7% na Capital e 3% no interior, Eduardo Campos 3%, dos quais 3% na Capital e 3% no interior, e Pastor Everaldo (PSC) 1%, dos quais 1% na Capital e 1% no interior. Outros candidatos aparecem com 2%, brancos e nulos somaram 13% e 61% não sabem ou estão indecisos.
 

eleições 2026

Adesivo eleitoral pode levar à perda da cobertura de seguro

Seguradoras alertam sobre mudanças no veículo durante campanhas

10/08/2026 14h30

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente

Carros que colocarem adesivos eleitorais devem avisar a seguradora previamente Foto: Joédson Alves / Agência Brasil

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Motoristas que pretendem adesivar veículos com propaganda eleitoral ou utilizá-los em atividades de campanha nas eleições 2026 devem informar previamente a seguradora para evitar problemas em caso de sinistro. O alerta é da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg).

Segundo a vice-presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, Keila Farias, a adesivação com material eleitoral e o uso do automóvel em atividades de campanha podem ser considerados pelas seguradoras como aumento de risco, devido à maior exposição a acidentes, vandalismo e circulação em eventos públicos.

A FenSeg acrescenta que mudanças no perfil de uso do veículo sem atualização da apólice podem resultar em recusa de indenização por roubo, furto ou colisão.

As seguradoras argumentam que a utilização do carro para transporte de material de campanha, deslocamento de equipes ou atividades de apoio altera as condições avaliadas quando o contrato foi firmado.

A entidade também destaca que danos a adesivos, plotagens e envelopamentos geralmente não estão cobertos pelos seguros convencionais. Além disso, prejuízos decorrentes de tumultos, motins e atos de vandalismo costumam estar entre as exclusões previstas nos contratos.

Como evitar a perda da cobertura

  • Informar a seguradora antes de adesivar o veículo
  • Comunicar qualquer mudança na utilização do carro durante a campanha eleitoral
  • Consultar o corretor de seguros antes de prestar serviços a candidatos ou partidos
  • Solicitar um endosso para registrar formalmente a alteração na apólice, quando necessário
  • Verificar se o envelopamento exige atualização do registro do veículo junto ao Detran
  • Conferir quais danos e situações estão excluídos da cobertura contratada

COSTURA POLÍTICA

Secretário diz que acordo entre Azambuja e Nelsinho pode redesenhar disputa de 2028

Walter Carneiro Jr. reforça que aliança não é apenas eleitoral e vê condições para grupo permanecer unido no próximo pleito

10/08/2026 07h35

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado

Walter Carneiro Júnior é o titular da Casa Civil do Estado Foto: Reprodução

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O acordo político que colocou o senador Nelsinho Trad (PSD) como primeiro-suplente de Reinaldo Azambuja (PL) na disputa pelo Senado pode ultrapassar as eleições deste ano e influenciar diretamente a formação das alianças para o pleito municipal de 2028.

A avaliação é do secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, completando que a composição entre o ex-governador e o senador não deve ser vista apenas como uma solução para acomodar as forças políticas que integram a base do governador Eduardo Riedel (PP) na eleição deste ano, mas como parte de uma aliança com potencial para permanecer unida nos próximos pleitos.

"Esse time político não se uniu agora, há muito tempo já caminham juntos. O que está sendo construído é algo maior do que uma composição eleitoral pontual", afirmou ao Correio do Estado.

A declaração ganha peso diante do novo desenho político estabelecido após Nelsinho desistir da tentativa de reeleição ao Senado e aceitar ocupar a primeira-suplência de Azambuja.

A movimentação aproximou ainda mais duas das principais forças políticas da base governista e abriu espaço para que o entendimento firmado neste ano seja reproduzido nas eleições seguintes.

Walter Carneiro Jr. não confirmou, porém, nenhum acordo envolvendo nomes ou candidaturas para 2028. Segundo o secretário, a composição atual cria condições políticas para a continuidade da aliança, mas eventuais definições sobre a próxima eleição deverão ocorrer mais adiante.

"Vejo esse entendimento como um gesto de maturidade política. Reinaldo e Nelsinho estão demonstrando que é possível colocar o projeto de Estado acima das disputas individuais", declarou.

Para Carneiro Jr., a união de lideranças com experiência e presença política permite construir uma base que pode se consolidar ao longo do tempo e alcançar futuras eleições.

Além da perspectiva de continuidade da aliança, ele revelou que um dos principais fatores que pesou na desistência de Nelsinho foi um obstáculo jurídico envolvendo a candidatura à reeleição pelo PSD e a permanência do partido na coligação encabeçada por Riedel.

"O governador validou uma decisão tomada pelos nove partidos que fazem parte da nossa coligação, foi uma decisão colegiada apresentada pelos presidentes de partido. Uma decisão de cunho muito pessoal do senador Nelsinho, que enxergou um cenário muito difícil quando foi colocado que, juridicamente, ele não teria como disputar a reeleição pelo PSD coligado com a chapa encabeçada pelo governador Eduardo [Riedel]. Talvez esse tenha sido o maior entrave", explicou.

Walter Carneiro Jr. classificou a decisão de Nelsinho como um "ato de grandeza", por abrir mão de um projeto individual em favor da manutenção da unidade política.

A nova composição também amplia o espaço de Azambuja na campanha pela reeleição de Riedel. O secretário não chegou a apontar formalmente o ex-governador como coordenador político da campanha, mas deixou claro que ele terá posição estratégica.

"Ele já é o nome escolhido da nossa coligação para representar Mato Grosso do Sul no Senado. Trata-se de uma liderança política consolidada, com ampla experiência administrativa e reconhecida capacidade de diálogo e articulação", afirmou.

Na avaliação de Carneiro Jr., caso seja eleito, Azambuja também poderá desempenhar papel importante na articulação da bancada federal do Estado.

Ele afirmou ainda que os nove partidos reunidos em torno de Riedel caminharão com um único candidato à Presidência da República. "Em Mato Grosso do Sul, a realidade política é diferente, nossa base política de centro-direita está unida e caminhará de forma coesa. Teremos um único candidato à Presidência da República, que é o Flávio Bolsonaro [PL]", declarou.

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