Partidos realizam encontros em Campo Grande para homologar candidaturas e ampliar o cenário da disputa eleitoral; prazo para convenções termina em 5 de agosto.
O calendário eleitoral ganha força neste sábado (1º) em Mato Grosso do Sul com uma série de convenções partidárias que devem oficializar candidaturas aos principais cargos em disputa nas eleições de 2026. Os encontros, concentrados em Campo Grande, devem ampliar o número de concorrentes ao Governo do Estado e confirmar novos nomes na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.
Entre os principais eventos do dia está a convenção da Federação União Progressista, bloco formado por PL, PP, União Brasil, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos. O encontro ocorre entre 8h e 11h, no Comitê Central do Progressistas MS, localizado na Rua Flamboyant, nº 681, no Bairro Cidade Jardim.
A expectativa é de que o evento oficialize a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), que buscará um novo mandato no comando do Executivo estadual. A chapa deverá ser repetida em relação ao pleito anterior, mantendo José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), como candidato a vice-governador.
Além da disputa pelo Governo do Estado, a convenção da União Progressista também deve homologar as candidaturas de Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) para o Senado, consolidando a estratégia do grupo para a eleição majoritária.
Democracia Cristã apresenta candidatura própria no domingo
O Democracia Cristã (DC 27) realiza sua convenção estadual neste domingo (2), na Rua dos Andradas, nº 239, no Bairro Duque de Caxias, em Campo Grande.
A legenda deve confirmar o economista Renato Gomes como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul. O partido pretende disputar as eleições com chapa própria e ainda busca definir o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-governador.
A preferência é por um filiado do município de Três Lagoas, embora a definição ainda não tenha sido anunciada.
Para o Senado, a expectativa é de que o partido homologue a candidatura de Luiz Lemes.
PSD redefine estratégia após acordo político
A programação das convenções deste sábado também sofreu alterações no PSD. Inicialmente, o partido realizaria um encontro para homologar a candidatura à reeleição do senador Nelsinho Trad.
No entanto, o parlamentar oficializou, na noite de sexta-feira (31), a desistência da disputa por um novo mandato e confirmou que seráprimeiro suplente na chapa do ex-governadorReinaldo Azambuja (PL) ao Senado.
A decisão foi anunciada por meio de nota oficial e atende à orientação da direção nacional da sigla, comandada por Gilberto Kassab. Segundo Nelsinho, a mudança busca fortalecer a aliança política que sustenta a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel e prioriza a unidade do grupo nas eleições deste ano.
Disputa pelo Governo ganha novos capítulos
Com as convenções deste sábado, a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul ganha novos contornos. Até o momento, já tiveram suas candidaturas homologadas Jefferson Bezerra (Agir), Lucien Rezende (PSOL) e Fábio Trad (PT).
Caso as previsões se confirmem, Eduardo Riedel e Renato Gomes passarão a integrar oficialmente a disputa, elevando para cinco o número de candidatos já oficializados. A tendência é que a relação chegue a seis concorrentes com a realização da convenção do Parto Novo, marcada para a próxima quarta-feira (5).
Na ocasião, a legenda deverá confirmar o deputado estadual João Henrique Catan como candidato ao Governo do Estado. Até o momento, o partido ainda não divulgou o nome que disputará a vice-governadoria, nem os detalhes sobre horário e local do evento.
Calendário eleitoral entra na reta decisiva
Pela legislação eleitoral, os partidos podem realizar convenções para definição de candidatos e coligações até 5 de agosto. Após a homologação, os registros das candidaturas deverão ser encaminhados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto
A propaganda eleitoral estará autorizada a partir de 16 de agosto. Até essa data, permanece proibido o pedido explícito de voto, prática que pode resultar em sanções previstas na legislação.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
Se nenhum candidato ao Governo do Estado ou à Presidência da República alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, será realizada uma nova votação em 25 de outubro, conforme prevê a legislação eleitoral.